Tudo começou com a morte de uma pessoa bastante conhecida. Jérome Morval. O médico do vilarejo de Giverny, apareceu ali, no córrego, caído com a cabeça machucada dentro da água e com a marca de uma punhalada no coração. Não era uma pessoa de inimigos mesmo que muitos soubessem que costumava colecionar algumas amantes. E tinha alguém por perto que presenciara todo o crime e que sabia que outros mais iriam acontecer.
Giverny foi onde Claude Monet nasceu e viveu, onde construiu seu belo jardim com a ponte de madeira, e o belo lago de ninféias, as quais pintou cerca de 272 quadros a vida inteira e que hoje estão espalhadas pelo mundo afora valendo milhões de dólares cada um. Foi um lago feito com muita relutância, retirado de um moinho próximo, o mesmo onde tinha a construção de uma torre onde todos diziam morar a "bruxa", nada mais que uma velha senhora com seus oitenta anos de idade que sabia tudo o que acontecia por ali.
O vilarejo era pequeno mas contava com uma quantidade enorme de visitantes e turistas todos os dias, que desejavam conhecer a vida do famoso pintor ou tirar alguma inspiração para suas obras.
Fannett era a menina de onze anos que sonhava em se tornar famosa já que tinha um grande talento para a pintura e que seu amigo Paul sempre a apoiava. Não gostava muito da presença de Vincent e Mary, pois parecia que sempre estragavam os momentos em que pintava. Seu maior sonho era ganhar um concurso de pintura para estudar em uma grande escola de artes.
Era ali também que vivia a professora Stéphanie. Tinha lá seus trinta e seis anos e amava dar aulas. Era casada com Jacques, um homem que gostava de caçar e que sempre lhe fora muito fiel.
Mas naqueles dias em que os assassinatos se sucederam, todos tinham um segredo a ser revelado e todas as mulheres tinham um único desejo: sumir daquele lugar minúsculo. O jogo tinha começado e as cartas colocadas na mesa, mas parecia que quanto mais se tentava descobrir a verdade, mais ela se escondia.
Autor: Michel Bussi
Título Original: Nymphèas Noirs
ISBN: 9788580416329
Páginas: 352
Ano: 2017
Gênero: Romance Policial
Editora: Arqueiro
Não sei como começar a parte desta resenha crítica. Já faz alguns dias que eu li Ninféias Negras e ainda estou no apogeu da magnitude da história toda. Acho que começando deste pressuposto já falo muita coisa sobre o livro, mas eu tinha receio dele.
Antes de lançar este livro, a Arqueiro lançou O Voo da Libélula. Eu ainda não li esta obra mas algumas pessoas que conheço leram e me comentaram que a obra é um pouco lenta de início e que depois fica mais movimentada. Então quando li a sinopse deste livro fiquei receosa nesta sensação. Querendo ou não, leitores viciados muitas vezes pegam a opinião de quem também é viciado. Mas mesmo assim eu decidi arriscar já que suspense é bem o meu gênero.
Não conhecia quase nada de Monet. Na verdade só sei que ele é um verdadeiro pintor que ficou muito famoso mesmo após sua morte, Mas em Ninféias Negras um ponto muito positivo é que o autor vai falar muito sobre a vida do autor. Vai contar sobre a vida dele, sobre suas obras, vai especificar e descrever lindamente o local onde ele morava, o vilarejo, a casa dele e até mesmo sobre sua família. neste ponto posso dizer que aprendi muita coisa e até sobre outros pintores que foram amigos dele. Amei cada pedaço que foi sendo colado na história e percebi que a arte tem um poder gigantesco quando se conhece bem mais sobre quem a faz.
Mas a perfeição mesmo está no segredo da trama. De início o autor vai apresentando de forma mais lenta as personagens. São três com idades diferentes e que tem em comum o amor pela arte. a partir daí dá-se um prazo para o acontecimento de assassinatos em que a mais velha personagem sabe quem é o assassino e sabe também o que vai acontecer em seguida, quem está em perigo.
Você vai se perguntar a todo o momento o que realmente está acontecendo. Quem é a próxima vítima, quem foi o responsável por tudo e como a tal velha sabe e não fala para ninguém. E então começa a partida para o final. É um delírio imenso comentar sobre ele. Quando eu me deparei com a verdade, que foi sendo posta página após página eu ia tentando segurar o meu queixo e voltando páginas para tentar identificar pontos aos quais eu pudesse ter deixado passar alguma coisa. Nada. Você não vai perceber nada.
É como um quadro de Monet que começa branco com apenas uma pincelada e que no fim acaba valendo milhões. É mais do que uma obra de arte. É o tipo de obra que eu fico de pé e bato palmas pela inteligência ao qual o autor consegue enganar o leitor. E não é um final bobo, é um final em que eu quis poder virar mais páginas e ver o que acontecia depois.
É uma obra de arte em diversos sentidos. Um romance policial digno de prêmio literário. Digno de parabéns por toda a sua estrutura e digno mais ainda de não decepcionar a confiança por mim depositada nele.
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