Autora: Colleen Hoover
Título Original: Verity
Páginas: 320
Ano: 2020
Gênero: Romance
Editora: Galera



Uma intrusa. Três mentes doentias. Verity Crawford é a autora best-seller por trás de uma série de sucesso. Ela está no auge de sua carreira, aclamada pela crítica e pelo público, no entanto, um súbito e terrível acidente acaba interrompendo suas atividades, deixando-a sem condições de concluir a história... E é nessa complexa circunstância que surge Lowen Ashleigh, uma escritora à beira da falência convidada a escrever, sob um pseudônimo, os três livros restantes da já consolidada série.Para que consiga entender melhor o processo criativo de Verity com relação aos livros publicados e, ainda, tentar descobrir seus possíveis planos para os próximos, Lowen decide passar alguns dias na casa dos Crawford, imersa no caótico escritório de Verity - e, lá, encontra uma espécie de autobiografia onde a escritora narra os fatos acontecidos desde o dia em que conhece Jeremy, seu marido, até os instantes imediatamente anteriores a seu acidente - incluindo sua perspectiva sobre as tragédias ocorridas às filhas do casal.Quanto mais o tempo passa, mais Lowen se percebe envolvida em uma confusa rede de mentiras e segredos, e, lentamente, adquire sua própria posição no jogo psicológico que rodeia aquela casa.


Verity é uma autora de total sucesso com a sua saga de livros. Porém, agora ela está em um estado que não pode mais terminar de escrever sua história e por isto precisa que uma outra autora acabe fazendo isto por ela. Lowen é a pessoa escolhida pelo marido de Verity, Jeremy, que cuida da mulher e de seu filho, Crew.

Para isto Lowen precisa conhecer todo o mundo de Verity e a forma como ela inventa todo o seu mundo. E é indo passar um tempo morando na casa deles que ela vai tentar encontrar alguma pista para os próximos três livros da saga.


A partir daí ela percebe que Verity ficou completamente em estado vegetativo após um acidente e que a vida que aquele casal leva, junto de seu filho é bastante triste. Isto sem contar com a morte de suas duas primeiras filhas. 

"Olho para a cama. Os olhos de Verity ainda estão abertos, mas não olham para nada. Não sei se ela percebe que a enfermeira saiu. Ela percebe alguma coisa? Sinto muito por Crew. Por Jeremy. E por Verity." Pág. 57

E é então que Lowen encontra um rascunho, um estilo de autobiografia que começa a contar desde o início em que Verity e Jeremy se conheceram, tudo o que aconteceu entre eles. Mas a cada página que é lida, coisas perturbadoras começam a acontecer e a cabeça de Lowen não sabe se tudo o que está acontecendo é real ou imaginário. 

Choque. Esta é a palavra certa para definir minha sensação com esta leitura. Minha primeira leitura desta autora foi As Mil Partes do Meu Coração e já conseguiu me conquistar e ao comprar este livro me deparei com algo tão cheio de suspense e uma reviravolta tão grande que tinha momentos em que sequer conseguia respirar.

Tem muito suspense. Você não vai saber o que realmente acontece. A história que vai sendo contada aos poucos deixa um misto de dor, raiva e ao mesmo tempo de pesar. A autora consegue tanto mexer com a mente que parece que tudo é uma encruzilhada de jogadas de todos os lados.

"Parte de mim quer apenas deixar isso para lá, se trancar no escritório e trabalhar pelo resto da noite. Mas sei que não vou conseguir se não for checá-la. Cofirmar que não vi o que achei que vi." Pág. 102


É uma história só contada por dois lados diferentes. E cada lado parece mais louco do que o outro. E mesmo assim nunca se sabe de qual lado ficar ou para qual personagem torcer. Sendo que no final eu simplesmente fechei o livro e fiquei olhando para o teto e imaginando se aquilo tudo que tinha acontecido não era só uma pegadinha da autora para me deixar tão confusa assim.

Colleen Hoover se superou demais nesta obra. Eu fiquei com um medo tão grande em vários momentos que não sei como os personagens aguentavam tanto assim. E mesmo depois de tudo ver que a história terminou eu me senti vazia. Solitária. 

Não perca a oportunidade de ler esta obra. É de dar arrepios a forma como o amor pode ser transformado em histórias tão diferentes e causar um impacto tão forte. Uma ótima leitura.






Autora: Jenny Colgan
Título Original: The Loveliest Chocolate Shop in Paris
Páginas: 320
Ano: 2020
Gênero: Romance de Hoje
Editora: Arqueiro
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Sim, é verdade que Anna Trent é supervisora numa fábrica de chocolate. Mas isso não quer dizer que ela saiba fazer chocolate. Por isso, quando um acidente muda sua vida e Anna tem a chance de ir trabalhar numa tradicional loja em Paris, ela tem certeza de que vão descobrir que é uma fraude.
Afinal, existe uma diferença muito grande entre o chocolate industrial da sua cidade natal, no norte da Inglaterra, e as criações feitas à mão, com ingredientes da melhor procedência, pelo grande chocolatier Thierry Girard.
Mas com um pouco de sorte, muita paciência e a ajuda dos novos amigos, o exuberante Sami e o galanteador Frédéric, Anna vai descobrir mais sobre o verdadeiro chocolate – e sobre si mesma – do que jamais sonhou.
Cheio de lições de esperança, engraçado e irresistivelmente viciante, A adorável loja de chocolates de Paris é um romance delicioso que nos lembra que sempre vale a pena lutar pelas coisas mais doces da vida.

A vida de Anna é totalmente normal em um cidade pequena no interior da Inglaterra. Já foi considerada a pior cidade para se morar e praticamente é um lugar onde o sol esquece de aparecer. Seu emprego em uma fábrica de chocolates é seu grande orgulho e ela acredita que é tudo o que sempre fará na vida. Até que um acidente basicamente estraga todos os seus planos.

Claire sabe que está morrendo. O câncer no estágio avançado a está aniquilando dia após dia. Com seus 57 anos ainda quer fazer mais, porém sabe que fez muita coisa por seus alunos de francês, seus filhos e seu marido. Mesmo que não o tivesse amado como merecido. O problema sempre esteve na sua adolescência, no tempo em que passou como au pair em Paris. Lá conheceu outro mundo, outra vida e outra pessoa.

"Enquanto se afastavam na noite ainda quente de verão, Claire, olhando para trás pelo vidro traseiro do táxi, vislumbrou as janelas enormes do apartamento abertas para a noite, exalando o som da música, da conversa, e a fumaça dos charutos, que flutuava na noite nebulosa."

E é no hospital que Anna encontra sua antiga professora de francês. Claire sabia do potencial de Anna, mesmo que Anna não soubesse. O amor de Anna pelo mundo do chocolate e sua única experiência fez com que Claire mexesse seus pauzinhos com seus conhecidos na França e que criasse uma oportunidade para Anna de ir passar o verão trabalhando em uma pequena loja de chocolates na capital.

Mas o que ninguém esperava era que Anna iria conhecer o verdadeiro sabor do chocolate e viver uma vida diferente ao mesmo tempo em que conhecia e descobria a realidade do que Claire passou tantos anos atrás. Talvez tudo pudesse ser revivido ou tudo já estava realmente acabado?


A adorável loja de chocolates de Paris é o terceiro livro publicado pela editora Arqueiro aqui no Brasil, porém no exterior foi publicado antes dos outros. Eu já li os anteriores da autora, que tem este mesmo jeito de escrever as histórias e pelo jeito gosta bastante das questões gastronômicas.

"Então, como se tivesse perdido o fio da meada, ele andou os poucos passos até onde eu estava, me segurou em seus braços e me beijou intensamente sob os refletores. Senti a lanterna de um segurança nos iluminar antes de me entregar por completo à boca firme e faminta de Laurent, sua mão em minha nuca se aproximando, e simplesmente parei de pensar."

Nesta obra em si há um diferencial que é a divisão dos capítulos em duas histórias, sendo que vai ser contada a história de Anna, no tempo atual, e de Claire, no ano de 1972, quando ela era adolescente e foi passar um verão em Paris. Depois isto tudo acaba sendo unido para explicar toda a história. Então dá para dizer que se tem duas personagens principais em épocas diferentes.

Também diferente das outras obras, esta mostra mais sobre a cidade, as pessoas e outras formas de culinária do que a loja em si e acredito que seja pelo fato de que a loja não é propriedade de Anna, onde ela vai passar somente um tempo trabalhando. Assim deu tempo de a autora criar muito mais história do que o fato da questão da loja de chocolates mesmo.

Apesar de tudo, não foi o livro que mais me identifiquei da autora. E também pode ser pelo fato de eu não gostar muito de histórias que se passem em Paris. Não sou uma fã da capital francesa, apesar de que não há muitas descrições detalhadas do lugar e as que tem são bem fiéis e curtas. 

 


Acredito que nesta obra tenha ficado muito enredo sobrando, pois como conta duas histórias, tudo aconteceu rápido e mesmo assim o relato do passar do tempo era longo. O que para mim pareceu ter acontecido em uma semana, na história já havia se passado dois meses e fiquei meio perdida.

Isso fez com que eu demorasse um pouco na leitura. Tem personagens agradáveis, tem um cenário bonito, mas achei um tanto repetitivo desta vez. O que não desfavorece em nada a autora, já que suas obras são tão adoráveis. Porém Paris e seus chocolates não me encantaram totalmente.

Mas não nego a obra para minha linda coleção!



Autora: Lucinda Riley
Título Original: The Butterfly Room
Páginas: 496
Ano: 2019
Gênero: Romance 
Editora: Arqueiro
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Posy Montague está prestes a completar 70 anos. Ela ainda vive na Admiral House, a mansão da família onde passou uma infância idílica caçando borboletas com o pai e onde criou os próprios filhos. Porém, a casa está caindo aos pedaços e Posy sabe que chegou a hora de vendê-la.
Em meio a essa angustiante decisão, ela precisa lidar com os dois filhos, tão diferentes entre si. Sam é um fracasso nos negócios e, a cada empresa falida, se torna um homem mais amargo. Já Nick, o mais novo, retorna de repente à Inglaterra depois de dez anos morando na Austrália, fugido de uma decepção amorosa.
Para completar, Posy reencontra Freddie, seu primeiro amor, que agora deseja explicar por que a abandonou cinquenta anos atrás. Ela reluta em acreditar nessa súbita afeição, percebendo que ele tem um segredo devastador para revelar.

Posy Montague viveu seus luxos na grande mansão da Admiral House. Nos anos quarenta era uma garotinha que tinha como grande amor buscar borboletas no jardim com seu pai, que as estudava. O seu pai era o seu grande amigo e estavam sempre juntos quando ele não precisava viajar. 

Porém era uma época difícil e mesmo que Posy morasse na Inglaterra, logo seu pai foi chamado para lutar na guerra. Isto apavorou toda a família, inclusive a sua mãe. Elas tinham o tio Ralph que cuidava delas o tempo todo e ele vivia indo até à mansão para ver como elas estavam, porém algo não estava certo e Posy foi enviada para morar com sua avó no sul do país com Mabel, uma das empregadas da mansão.

Sua avó paterna era um amor, porém algo estava acontecendo e seu pai nunca voltou para casa, sua mãe nunca mais retornou para buscá-la e simplesmente foi embora para outro país. E Posy ficou sem saber sobre nada, somente que seu pai havia morrido na guerra.

"Era verdade, e quando papai estava lá para me dar toda a sua alegria e seu amor, eu tinha tudo do que precisava. Assim como as sementes no parapeito das minhas janelas em casa e na escola, com a dose certa de sol, água e estímulo, eu tinha florescido." 

Agora que estava com setenta anos, depois de voltar a morar com seu marido na casa, ter dois filhos e estar feliz, perdeu seu marido em um acidente de carro perto da Admiral House e teve que ser mãe jovem. Nunca mais se casou e ainda lembrava de seu grande amor da juventude, Frankie.

Sam era o filho mais velho e também o mais problemático. Nunca conseguia se manter em algum emprego e sua mulher e dois filhos viviam sofrendo com as consequências. Nick, pelo contrário, tinha conseguido se estabelecer no ramo de antiguidades e já até havia aberto uma loja, porém depois de uma decepção amorosa tão grande resolveu ir tentar seus negócios na Austrália.

Agora todos estavam de volta. Os filhos de Posy e até seu grande amor aparecera. Ele nunca explicou de verdade porque sumiu de repente quando eles estavam juntos e tão apaixonados. E apesar de parecer que a vida de Posy era simples, vários segredos estavam para surgir e abalar as estruturas da mansão. Muito mais do que todos poderiam prever.


Este foi o ultimo lançamento da editora Arqueiro da autora Lucinda Riley. Já li todos os anteriores lançados aqui no Brasil e não tenho como negar que ela é uma das minhas autoras favoritas. A sala das borboletas é um livro de romance, mas também se encaixa na categoria de mistério, sendo que há várias questões que precisam ser descobertas ao longo da história.

"Fiquei de pé, peguei a carta e a amassei com raiva. Depois a levei até a sala, segurando-a com as pontas dos dedos, como se pudesse me machucar mais ainda. Joguei na lareira, peguei um fósforo e a observei virar cinza na grade."

Como em outras histórias, esta vai começar em tempos bem antigos, no início do século passado e depois vai remeter os personagens ao início deste século, intercalando a narrativa e os capítulos entre os anos para poder ir contando de forma gradual cada acontecimento. É isto que mais gosto na forma que a Lucinda escreve.

É um livro grande, que vai apresentar diversos personagens e bastante intrigas. É um livro também bastante familiar, onde vai mostrar o conflito da mãe com os filhos, as relações dos filhos com seus familiares e amigos. Acredito que o bom é quando uma obra não se baseia naquela coisa de felicidade e lindos e maravilhoso o tempo todo e sim na dureza da vida no dia a dia e é mais ou menos assim que a história é traçada.

 


Confesso que fiquei surpresa com o final. É bastante doloroso saber que todos os envolvidos passaram por tudo e que realmente há todo este tipo de vida em todas as famílias. Os capítulos quando estavam terminando já me matando de curiosidade pulavam para outro só para dar aquela vontade de ir para as páginas finais para eu ver o que realmente era, mas tento não fazer isto para não estragar a história precisei me segurar bastante.

É uma bela obra de drama. Uma sequência triste de eventos que não se pode prever. E mesmo assim ao chegar ao final da obra fiquei pensando como seria conhecer cada personagem e como eu me sentiria estando junto a eles. Lucinda foi sensacional mais uma vez.



Autora: Julia Quinn
Título Original: The Secret  Diaries of Miss Miranda Cheever Bevelstoke #1
Páginas: 288
Ano: 2020
Gênero: Romance de Época
Editora: Arqueiro
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Aos 10 anos, Miranda Cheever já dava sinais claros de que não seria nenhuma bela dama. E já nessa idade, aprendeu a aceitar o destino de solteirona que a sociedade lhe reservava.
Até que, numa tarde qualquer, Nigel Bevelstoke, o belo e atraente visconde de Turner, beijou solenemente sua mãozinha e lhe prometeu que, quando ela crescesse, seria tão bonita quanto já era inteligente. Nesse momento, Miranda não só se apaixonou, como teve certeza de que amaria aquele homem para sempre.
Os anos que se seguiram foram implacáveis com Nigel e generosos com Miranda. Ela se tornou a mulher linda e interessante que o visconde previu naquela tarde memorável, enquanto ele virou um homem solitário e amargo, como consequência de um acontecimento devastador.
Mas Miranda nunca esqueceu a verdade que anotou em seu diário tantos anos antes. E agora ela fará de tudo para salvar Nigel da pessoa que ele se tornou e impedir que seu grande amor lhe escape por entre os dedos.
Desde criança Miranda Cheever aprendera o que era viver sem mãe. Sua adorada mãe falecera muito cedo e ela vivia com seu pai que, depois desta perda não fazia nada mais do que ficar dentro de casa trabalhando em seus manuscritos, e mesmo sabendo que tinha uma filha, não tinha muito tempo para ela.

Miranda Cheever passava a maior parte do tempo na casa de sua melhor amiga Olivia Bevelstoke, com sua  família, que havia mais dois irmãos mais velhos e sua mãe, a condessa de Rudland e seu pai. Eram amigas inseparáveis e Olivia desde sempre acreditara que o futuro era que seu irmão Winston iria se casar com Miranda.

"Mas Miranda só tinha a si mesma, e as horríveis lágrimas de raiva que teimavam em brotar. Não tinha sequer a certeza de que conseguiria sustentar um olhar de confronto, de modo que desviou o rosto, contando as construções que passavam pela janela, desejando estar em qualquer outro lugar."

A questão era que Miranda não era a mais bela. Não possuía a beleza que a sociedade exigia para os padrões. Tinha cabelos castanhos e olhos imensos e todos riam da forma como ela se portava. Mas tanto Winston quanto Nigel, o Lorde Turner, sempre a elogiavam e a instigavam a não se importar, pois sabiam que ela ia crescer e ser uma linda mulher.

Quando Miranda completou dezenove anos, Winston completara vinte. Olivia tinha a mesma idade de Miranda e Turner era dez anos mais velho. Elas agora precisavam participar da temporada em Londres, pois começava o início da procura para um marido, porém Turner havia se casado há cerca de um ano e sua esposa havia falecido. Não que alguém estivesse triste. Após o casamento as traições de Letícia foram descobertas e o querido Turner se tornou um homem sem alma e sem coração.

A verdade é que Miranda sempre amou secretamente Turner. De alguma forma ela achava que ele era perfeito e que a fazia se sentir perfeita. Porém depois que ele voltou a morar um tempo na mansão Haverbreaks, percebeu que ele se tornara cruel. Mas agora ele estava perto demais e estava ali para ajudá-las na tradição das temporadas.

O que acontece é que aparentemente Miranda acaba declarando seu amor sem querer e o que acontece depois pode arruinar sua reputação para sempre. Ao menos que alguém venha salvá-la.


Já perdi a conta de quantos livros da Julia Quinn li. E ainda tem mais vários que acabei não lendo pois estava muito avançada na saga e preferi esperar virar um seriado, o que realmente vai acontecer no exemplo da saga de Os Bridgertons. Não sei se é porque eu gosto muito de romance de época ou é realmente a escrita da autora que acaba sempre me cativando, pois eu gosto de todos os livros que ela escreve.

" A dor na voz dele dilacerou Miranda por dentro, mas não tanto quanto o tom autodepreciativo. Ela vinha se perguntando como ele havia chegado àquele ponto, e agora sabia... e sabia também que jamais seria capaz de odiá-lo."

Percebi que este foi lançado, portanto escrito há bem mais tempo, lá pelos anos de 2007. Isso significa que ainda a Julia Quinn não tinha tanta experiência como agora e por isto eu achei este livro bem mais leve no quesito cenas de romance mais sensuais. A verdade é que as cenas para mim nem são tão importantes, já que gosto de um enredo bem desenvolvido e que nada aconteça muito rápido mesmo.

Este é assim, as coisas são bem lentas e o cenário é mais para o campo do que para a cidade, o que tem acontecido com mais frequência nos da Julia Quinn que voltou os últimos para a cidade de Londres. Em questão de personagem, Miranda é daquelas que tem um jeito mais de responder e não ficar quieta e é o que também esperamos.

 


Estou aqui pensando e parece que faltou alguma coisa na história toda, pois ao meu ver tem coisas que pareceram fáceis demais e outras que eu acho que foram absurdas e aí eu recordo que a época era outra e realmente tem coisas que não são possíveis de serem admitidas, mesmo que contra a minha vontade.

A história encanta e também passa rápido. Como disse, se você for ler uma história mais recente da autora vai notar mais cenários diferentes, mas para esta história foi o suficiente para manter o entretenimento. Já sei o que me incomodou, a ida e a vinda dos personagens daquela estabilidade romântica. Nada é previsível. Ainda bem!

A série é composta por mais dois livros que já estão disponíveis para venda. O segundo livros chama-se O que Acontece em Londres e o terceiro chama-se Dez Coisas que eu Amo em Você!




Autora: Annie Darling
Título Original: Crazy in Love at the Lonely Hearts Bookshop #3
Páginas: 322
Ano: 2019
Gênero: Romance 
Editora: Verus
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Novo romance da série A Livraria dos Corações Solitários, sobre a vida dos funcionários da livraria que por uma razão ou outra desistiram do amor e, ainda assim, o encontram quando menos esperam.
Cheia de tatuagens e com o cabelo cor-de-rosa, a dublê de pinup Nina adora bad boys — quanto mais cara de mau, melhor. Apesar dos receios de seus amigos, ela acredita firmemente que o amor verdadeiro só tem uma forma: selvagem, intenso e pontuado por brigas tempestuosas — como na história de Heathcliff e Cathy, o casal angustiado de O morro dos ventos uivantes. E ela não vai se contentar com nada menos que isso.
Mas anos de encontros marcados por aplicativo não trouxeram nada além de caras esquisitos e paqueras banais, e Nina não está nem um pouco mais perto de encontrar o amor.
Quando um homem de seu passado entra na livraria, Nina sabe que não tem nada a temer: o garoto mais nerd da escola se tornou um analista de negócios tedioso que combina o terno com a gravata, sem chance de fazer seu coração bater mais rápido. O que só mostra quão pouco Nina sabe sobre bad boys, analistas de negócios e o próprio coração…
Nina O'Kelly trabalha na livraria Felizes para Sempre e mora com sua amiga Verity, que recém começou a namorar e praticamente vive na casa do mesmo. Depois que Posy se casou, ambas moram em cima da livraria, mas mesmo assim Nina vive atrasada para o trabalho, já que todas as noites ela está em bares da cidade ou saindo com algum cara novo que ela conhece pelos aplicativos de namoro.

Nina é completamente apaixonada pelo livro O Morro dos Ventos Uivantes. O sonho dela é ter um relacionamento igual aos personagens do livro, mas o que ela tem encontrado não chega nem perto disto. Enquanto isto não acontece ela vai tatuando a famosa árvore da obra com uma frase preferida sua.  

"Ela deveria estar vivendo sem rédeas, no limite, dando uma banana para as convenções, com seu próprio Heathcliff ao lado. No entanto, ali estava Nina, de pé na cozinha, comendo creme de amendoim direto do pote, com o gato de sua colega de apartamento se enrolando em seus tornozelos, após uma noite com amigos, todos felizes com seus pares, enquanto ela ainda fazia seleção de sapos."

E com todas as mudanças na Felizes para Sempre um novo homem chega à livraria para ficar avaliando o trabalho dos funcionários. Noah é um analista de negócios que verifica opções de melhorar as empresas. O que tudo isto causa é um abalo de emoções entre todos.

Aos poucos Nina acaba descobrindo que Noah é o garoto que sofria bullying na escola onde ela estudava e que seu irmão era um dos principais garotos que riam dele. E agora que eles estão se tornando amigos e se encontrando durante algumas noites, ela precisa disfarçar tudo para que ele não descubra a verdade e arruíne de vez uma grande possibilidade.


"Em seguida virou de novo para Noah para se despedir, talvez pedir desculpas, fazer alguma piadinha boba, mas ele já tinha ido embora. Estava se afastando rapidamente, como se mal pudesse esperar para ficar bem longe dela."

Este é o terceiro volume da série A Livraria dos Corações Solitários. O primeiro volume conta a história de Posy, o segundo de Verity e este da Nina. Não posso dizer que há um que eu goste mais, pois como todos eles se passam em uma livraria, me cativa de todos os jeitos, mas este terceiro tem a temática mais literária por questão de falar sobre o Morro dos Ventos Uivantes e ter diversas cenas sobre isto. 

A história não se passa somente na livraria, sempre tem diversos outros lugares, até porque senão tudo ficaria sempre baseado nos mesmos personagens e aqui vai ter o foco na família de Nina, de Noah e também nas amizades de Nina.

É legal compartilhar do estilo de Nina que mesmo sendo bastante dona de si, mostra um estilo também preocupada com o seu futuro, se um dia vai encontrar um grande amor, se o seu estilo de se vestir, de se maquiar pode realmente agradar. E o legal é que a história mostra que o importante é ser aceita como somos e não mudar para agradar alguém.

 


Não indicaria ler a obra sem ler os anteriores por questão dos spoilers, a menos que você não se importe com isto. É sempre melhor ler uma saga desde o início e não se preocupe que a história é bem gostosa, daquelas de dar risadas mesmo. 

A autora já lançou em 2018 o quarto livro da série com nome A Winter Kiss on Rochester Mews e vai contar a história do Tom.Só basta rezar para saber se a Verus vai lançar também aqui pelos nossos lados. Espero que sim, já que gostei bastante desta saga. Dedinhos cruzados.



Autora: Jenny Colgan
Título Original: Little Beach Street Bakery
Páginas: 336
Ano: 2019
Gênero: Romance 
Editora: Arqueiro
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Um balneário tranquilo, uma loja abandonada, um apartamento pequeno. É isso que espera Polly Waterford quando ela chega à Cornualha, na Inglaterra, fugindo de um relacionamento tóxico.Para manter os pensamentos longe dos problemas, Polly se dedica a seu passatempo favorito: fazer pão. Enquanto amassa, estica e esmurra a massa, extravasa todas as emoções e prepara fornadas cada vez mais gostosas.Assim, o hobby se transforma em paixão e logo ela começa a operar sua magia usando frutos secos, sementes, chocolate e o mel local, cortesia de um lindo e charmoso apicultor.
Polly é uma mulher que com trinta e dois anos de idade passou por algumas experiências nada legais. Depois de ter uma empresa com seu noivo, que acabou indo à falência, precisou também ver o relacionamento terminar sem nenhum tipo de paixão. Não que isto precisasse existir, já que Polly percebeu que talvez nunca tivesse existido.

Quando precisou procurar um novo lugar para morar e sem praticamente nenhum dinheiro de sobra de suas economias, o resultado foi achar um lugar na Cornualha, em um lugar que tinha hora para chegar até a ilha, senão precisava aguardar até a maré baixar novamente para atravessar a ponte. 

"Polly embrulhou a farinha com um saco plástico, amarrou bem e enfiou na mochila, do lado de Neil, que chiava. Então se lembrou de pegar mais leite e saiu em silêncio, de volta às ruas de paralelepípedos." Pág. 83

O lugar não era nada muito agradável. O prédio era velho, mas era o que poderia garantir para si por alguns meses. Gillian, a proprietária do lugar e dona da única padaria da cidade, não a tinha aceitado de bom grado, mas isto tinha a ver com a perda de seu marido há muito anos, que era pescador, foi ao mar uma noite e nunca mais retornou. Era assim que as pessoas viviam ali, da pesca e do turismo.

Huckle era uma americano que estava tirando férias no continente. Ele amava a apicultura e fabricava mel em uma casa que havia alugado. Também vendia o produto para alguns locais na pequena ilha e passava o resto dos dias aproveitando a região.

A questão é que o sonho de Polly era abrir uma padaria, porém Gillian não aceitava o fato. Brigas se tornaram constantes até que um acidente acontece e Polly se vê obrigada a ajudar Gillian em sua função e ajudar a cidade em um momento importante. A partir daí o seu sonho acaba acontecendo e tudo o que ela mais sonhou se torna realidade.

A questão é saber como lidar com os perigos que surgem ao seu redor e como ela vai fazer para decidir o seu futuro que ameaça ruir com várias descobertas.


Este é o segundo volume que a editora Arqueiro lança da autora. Jenny Colgan também teve o livro A Pequena Livraria dos Sonhos lançada anteriormente, que eu também li e me apaixonei. O estilo da autora é usar locais bem remotos onde se é possível explorar a totalidade do calor entre as pessoas ou então a questão da cultura, que muitas vezes os habitantes estão acostumados e não querem mudar.

"Toda a praia estava iluminada, mas a visão mais impressionante era mesmo o céu: o estonteante crepúsculo em tons de rosa e roxo parecia ter sido feito sob encomenda para a ocasião. Polly não ficaria surpresa se Reuben tivesse sido o responsável por isso." Pág. 253

Esta ilha, apesar de eu não ter conseguido montar muito bem ela em minha mente, pois para mim ilhas parecem enormes e aqui no livro ela parecia bem pequena, tem aquela definição de ser visitada somente no verão por turistas e durante o resto do ano vive somente com os poucos moradores.

O legal também é que muito da vida dos pescadores é mostrado. Como a questão da dificuldade e da vida dura que eles têm, das famílias que ficam sempre com medo durante as tempestades. 

                         


Tem todo um lado de romance, já que logicamente este tipo de livro é justamente para trabalhar o amor. Mas ele acontece de forma gradual e bem fluída. Vai ter muito mais coisas acontecendo em questão de amizades e família do que o romance em si.

É uma obra bonita e doce, e não me refiro aos diversos doces e pães que são citados na obra. Mas é uma história simples e que cativa apesar de ficar pensando se conseguiria morar em um lugar tão pequeno e me sentir confortável mesmo assim. Mas histórias e vidas são diferentes de certa forma quando contadas, e se unem na imaginação.



Autora: Jill Mansell
Título Original: Don't Want To Miss a Thing
Páginas: 368
Ano: 2019
Gênero: Romance 
Editora: Arqueiro
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Dexter Yates adora sua vida despreocupada em Londres. Além de lindo e rico, mora em um apartamento chique e está sempre acompanhado de belas mulheres. Mas tudo se transforma da noite para o dia quando a irmã morre, deixando a pequena Delphi, de apenas oito meses.
Sem a menor ideia de como cuidar sozinho de um bebê, ele resolve se afastar da correria da cidade grande e se muda para sua casa em Briarwood.
Dex não está acostumado ao ambiente intimista do vilarejo, em que todo mundo se conhece e todas as histórias se entrelaçam. Os moradores o recebem de braços abertos, sobretudo sua vizinha de porta, a talentosa quadrinista Molly, que se oferece para ajudar com Delphi. Ela tem um passado amoroso catastrófico e muita cautela, mas nasce entre os dois uma inegável conexão.
Se Dex vai conseguir se adaptar a essa nova vida e encontrar o amor de verdade, ele primeiro terá muito a aprender: sobre Molly, sobre Delphi, sobre os segredos dos outros e, principalmente, sobre si mesmo.
Molly é uma famosa desenhista que trabalha fazendo quadrinhos para jornais de diversos lugares do mundo. Ela mora em uma cidade do interior da Inglaterra onde quase nada acontece, pelo menos não agora, já que antigamente um seriado muito famoso foi filmado lá e ainda alguns fãs visitam o local e o café que serviu como inspiração. Fora isto é um lugar bastante calmo.

Frankie era a dona do café e mãe de Amber. Era casada, mas seu marido passava metade dos dias viajando pelo país, já que trabalhava com vendas. Era a melhor amiga de Molly e sabia da maioria das coisas que acontecia naquele vilarejo. Inclusive o que fez com que o fatídico seriado chegasse ao fim.

"A garota estava de volta com o café, que agora não parecia mais uma boa ideia. Dex enfiou o pingente no bolso e secou os olhos com o lenço rapidamente. Era bom tentar não pensar em nada, mas seu cérebro não tinha botão de desligar." Pág. 47

Dexter é um homem muito bem sucedido em seus negócios. Vive em festas, nunca tem uma namorada por muito tempo, não tem muitos compromissos além do trabalho e quer se manter assim. Até que seu mundo rui quando ele recebe o comunicado da morte repentina de sua irmã. E para ele ficou a sua filha, Delphi, de apenas oito meses que não tem pai e não tem onde ficar.

A primeira decisão de Dexter é entregá-la para adoção. Não tem nenhum tipo de suporte para cuidar de uma criança, ainda mais no estilo de vida que tem. Mas ao visitar a pequena cidade de Briarwood e conhecer um pouco do lugar, conhece também seus moradores e decide que talvez por um pequeno período pode tentar cuidar daquela criança, até decidir o que realmente fazer.

Aos poucos Molly e Dexter vão descobrir que a amizade deles vai mostrar como é importante que uma criança seja criada em um lar com amor e carinho e que todo um vilarejo sempre vai estar de braços abertos para ajudar a todos.


Já havia lido outro livro da autora Jill Mansel. Pela arqueiro também foi lançado a obra Desencontros à Beira Mar, mas li outros por outra editora e ela sempre teve este estilo de escrita de romance bem leve. Nesta obra não vai ser diferente.

"Dex massageou a nuca, observando a cena à frente. Não estava dando certo. Não deveria estar se sentindo assim. Ele queria fugir, não queria? Deixar o tédio do cuidado infantil para trás por uma noite, encontrar os velhos amigos, ir para a cama com alguém, se sentir normal de novo." Pág. 143

O que gosto aqui é que o cenário escolhido tenha sido uma cidadezinha pequena, onde os moradores tem o costume de conhecer a todos e se ajudar. Muitas vezes quando é a vida real eu me pergunto se daria certo como nos livros e aí já não tenho tanta certeza.

Não é somente a história de Molly e Dexter que vai ser contada aqui e é importante salientar isto. Vão ser encaixadas diversas outras histórias que vão compor um drama maior, como a de Frankie e sua família, a real história do motivo do seriado ter sido cancelado e o que aconteceu com os personagens, a introdução da vida de vários moradores, que acaba dando vida à narrativa.

 


O livro em si achei um pouco mais parado do que o primeiro livro publicado dela, mas talvez é porque eu já imaginava a maioria dos desfechos que aconteceram e isto não me deixou muita margem para mistérios ou o que poderia ser esperado. Acabou se tornando um romance bem comum, sem muitas manobras para distração.

Acredito que os demais personagens ainda se tornaram mais impressionantes e interessantes para mim do que Dexter por si, já que ele é um modelo que não tinha muito a trazer para a trama e fiquei feliz de conhecer os demais que estavam à disposição no vilarejo para criar um ar mais amistoso.

No mais fica um pouco de água com açúcar e para quem gosta é uma boa dica. Afinal, é um romance bem simples, sem muita dose de real emoção.



Autora: Kristin Hannah
Título Original: Between Sisters
Páginas: 336
Ano: 2019
Gênero: Romance 
Editora: Arqueiro
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Meghann Dontess é uma mulher atormentada pela tristeza e pela solidão, e não consegue lidar com a difícil decisão que tomou na adolescência e que a fez perder tudo, inclusive o amor da irmã. Advogada de sucesso, trabalhando com divórcios, ela não acredita em relacionamentos – até que conhece o único homem capaz de fazê-la mudar de ideia.
Claire Cavenaugh está apaixonada pela primeira vez na vida. Conforme seu casamento se aproxima, ela se prepara para encarar a irmã mais velha, sempre tão dura e arrogante. Reunidas após duas décadas, essas duas mulheres que pensam não ter nada em comum vão tentar se tornar algo que nunca foram: uma família.
Na cidade de Seattle mora uma advogada muito famosa especializada em divórcios. Meghann Dontess não é casada, não teve filhos e seus relacionamentos acabam nunca durando, já que ela trabalha muitas horas por dia e a todo momento boicota tudo o que tem. E o pior de tudo é que desde quando era pequena tinha uma mãe que nunca quis saber dela e de sua irmã mais nova, Claire.

Claire morava em um resort duas horas próximo de Seattle. Naquele lugar tranquilo ficava junto com a sua filha de cinco anos e seu pai, sempre fizera aquilo desde quando aos nove anos de idade seu pai apareceu após a ligação de sua irmã e levou as duas embora. Afinal, a mãe das duas realmente tinha sumido e elas não tinham como se manter sozinhas.

A questão é que Sam era pai somente de Claire, mas aceitara cuidar de Meghann também, que já era adolescente na época. O que acabou acontecendo é que ela não conseguira aguentar ver sua irmã ser amada e depois de tanta rebeldia, as brigas ficaram enormes e o pai de sua irmã mandou ela embora e desde então elas nunca mais se falaram. Depois de tantos anos, agora Meghann já tinha 42 anos de idade e o que ela e a irmã faziam eram se ligar raramente.

"Meghann desejou apagar as poucas lembranças que tinha do pai da irmã. Mas aquele tipo de amnésia nunca acontecia. Em vez disso, ela se lembrava de tudo, de cada detalhe. Sobretudo, recordava quanto desejara que Sam também fosse seu pai. Talvez nós três possamos ser uma família, pensara, quando ainda era jovem e esperançosa." Pag. 59

Um dia quando uma cliente precisou da ajuda de Meghann para decidir seu divórcio, ela acabou passando dos limites e o quase ex-marido acabou apontando uma arma para ele e atirado. A partir disso ela começou a ter crises de ansiedade e estresse pós-traumático e foi obrigada a tirar férias de seu trabalho.

Ao mesmo tempo Claire conhece um músico e descobre que pela primeira vez em sua vida está apaixonada. Sente amor de verdade por alguém e está sendo amada. E decide que vai viver este amor depois de tudo que a sua vida trouxe de dor na sua infância.

Quando as duas irmãs resolvem que tudo precisa ser deixado para trás, as dores de cabeça de Claire, que antes eram poucas, surgem com tudo e o diagnóstico que parecia simples vai acabar destruindo o coração de todos.


Não tem como eu fazer outra coisa além de elogiar todo e qualquer livro que a Kristin Hannah escreva. Se for uma escrita sobre guerras ou sobre dramas familiares, ela faz isto de uma forma magistral. E neste ela não vai fugir do molde de conseguir chegar no final da trama com o coração da leitora arrebatado.

"Claire soltou um suspiro. Não era fácil fazer promessas daquele tipo. Quem acreditava naquelas coisas eram pessoas que haviam crescido em lares seguros, onde era possível confiar nos pais. Mas ela tinha fé em Bobby tanto quanto uma mulher criada por sua mãe podia ter fé em qualquer homem." Pág. 107

Nesta obra vamos ter um drama familiar voltado para a história de duas irmãs que pela questão de terem sido deixadas de lado pela mãe na infância, após serem levadas pelo pai de uma delas, acabam se separando através do destino. E por uma forma que fizeram com que elas não se falassem mais.

Vamos ter a visão de uma irmã que foi atrás de todos os seus sonhos, não deixou que ninguém desse opinião em sua vida e após muitos anos é uma profissional de sucesso, mas totalmente triste e solitária em outros momentos. Já a outra irmã tem sua vida em uma cidade pequena e nunca conseguiu encontrar o amor de verdade para viver junto de si.

O incrível é que a mãe das duas não sai do papel. E a autora ter colocado ela na trama dá uma sensação de raiva em vários momentos. Pois se já foi bastante cruel vê-la ter desistido das filhas, deixando-as se criarem sozinhas, ao mesmo tempo ver a forma como ela mesma queria sua própria vida e como ela trata as filhas é bastante perturbador.

 


Ao mesmo tempo o tratamento que as irmãs tem entre elas é aquele caso dolorido, onde o silêncio fala mais alto e que a mágoa acaba corroendo. A culpa que cada uma guarda para si é tratada em cada cena entre elas e mesmo que os personagens que surgem para dar mais informações na narrativa, mostra que cada uma delas conseguiu suportar tudo de uma maneira diferente.

Quando Kristin Hannah introduz a questão do amor verdadeiro de Claire e ao mesmo tempo a tentativa de Meghann de se manter com uma pessoa que precisa se perdoar de algo que fez é bastante tocante. É como uma história onde o amor precisa mostrar para os personagens que vale a pena ser vivido e que não é somente a dor para elas.

A obra toda acaba machucando. Machuca pois trata o drama verdadeiro de uma família e não coo um conto de fadas. E acaba ensinando que ninguém sai impune das ações escolhidas, mas que com a ajuda de cada um dá para fazer um pouco melhor sempre.




Autora: Lucy Diamond
Título Original: The Beach Café
Páginas: 336
Ano: 2019
Gênero: Romance 
Editora: Arqueiro
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Evie sempre foi a ovelha negra da família: sonhadora e impulsiva, o oposto das irmãs mais velhas bem-sucedidas. Tentou fazer carreira como atriz, fotógrafa e cantora, mas nada deu muito certo. Às vezes, ao pular de um trabalho para outro, ela tem a sensação de que lhe falta um propósito.
Quando sua tia preferida morre em um acidente de carro, Evie recebe uma herança inesperada, um café na beira da praia na Cornualha. Empolgada com a oportunidade de mudar de vida, ela decide se mudar para lá, mas logo descobre que nem tudo são flores: os funcionários não são dos melhores e o local está caindo aos pedaços. Tudo bem diferente dos tempos em que passava as férias de verão com a tia.
Apesar das dificuldades, pela primeira vez Evie está determinada a ter sucesso. Ao lutar pelo café, ela busca secretamente dar um novo rumo à sua vida e, assim, pode acabar conquistando bem mais do que esperava no trabalho... e também no amor.
Evie Flynn era a irmã mais nova de uma prole de mais duas irmãs. Ruth e Louise, as outras irmãs pareciam saber como era fácil a vida em todos os gêneros, tanto social quanto emocional, porém Evie não achava que isto dava tão certo assim. Não conseguia parar em emprego algum e de qualquer forma não era feliz em nenhum deles. Não por sua competência, mas por seus chefes cruéis e colegas que só sabiam xingar e ofender. 

Seu namoro de longa data com Matthew até que ia bem, mesmo ele sendo bastante meticuloso e isto ainda era o que restava a ela. Ainda mais com o filho dele de sete anos, que era um doce de criança. Mas desde pequena Evie foi vista como a Ovelha Negra da família e não tinha o que fizesse para agradar, não tinha como dar certo.

"Estremecendo, corri para a entrada do café. A praia estava deserta depois do temporal, e o mar parecia furiosamente cinza, rebentando nas pedras com enormes chafarizes de espuma branca. Uma escadinha de madeira conduzia à área do deque na parte externa do café e, ao subi-la, a primeira coisa que vi foi uma embalagem velha de refrigerante caída no chão." Pág. 63

Quando era menor, ir passar as férias no litoral da Cornualha com sua tia Jo era o que ela mais gostava, ajudar no café Praia e aproveitar o sol. E então do nada ela recebe uma carta comunicando que a sua tia falecera, e que agora tinha um testamento para ela. Quanto tempo fazia que não ia lá ver a sua tia mesmo? Depois que as coisas começaram a se complicar as visitas se tornaram tão escassas e mais nisso ela tinha falhado...

E ao perceber que tinha recebido a casa de Jo, juntamente com o café, Evie decidiu que não poderia deixar passar esta oportunidade. Teria que ir imediatamente para a Cornualha verificar como estava tudo por lá. Poderia ficar indo e voltando de Oxford até as coisas se decidirem e quem sabe se seu namorado resolvesse se mudar ou ela pudesse vender o imóvel?

Ao chegar ao local Evie se deparou com uma cena mais do que chocante. Aquele café dava pena de olhar. Não havia nada nas prateleiras, ninguém para atender e o que antes era algo lindo e cheio de gente agora se transformou em um local fantasma. E ainda por cima se deparou com funcionários que não estavam nem aí para a nova proprietária.

Aquilo não podia ficar assim. Se sua tia confiava nela e se mais ninguém confiava, ela precisava mostrar a todo mundo quem era Evie Flynn e que lugar realmente era o Café praia.


O Café da Praia é mais uma obra da seção de romances de hoje da Editora Arqueiro. Eu fiquei bem feliz quando anunciaram um novo lançamento da autora e mais outros lançamentos para este gênero. O Café da Praia é um estilo de escrita que é um pouco mais denso e não é algo que consegui ler rapidamente, mas não por ser cansativo e sim porque a autora utiliza bastante cenário descritivo, que é o que gosto muito em tramas.

"Só parei quando a comida chegou - os cogumelos pretos e reluzentes, picantes e cheios de alho, as sardinhas prateadas no azeite, uma tigela grande de folhas crocantes de salada verde e uma cesta de pão. Eu já tinha bebido a minha cerveja inteira e notei o garçom erguendo as sobrancelhas. " Pág.107

Por se passar em uma praia da Cornualha já fico mais feliz, pois como leio muitos romances de época, já conheço vários lugares da Inglaterra e conhecer mais das partes litorâneas ajuda muito quando eu sou aquela viciada em saber sobre os locais em histórias não somente como um lugar normal, mas sobre os moradores, sobre como é a região e tudo o mais.

Claro que vai ter muitos personagens envolvidos na trama e envolve algo de muita amizade e respeito, que é prato principal da história, porém não poderia colocar toda a história no resumo que criei acima, pois a Lucy Diamond vai colocando aos poucos os personagens e quando me dei por mim já havia um vilarejo inteiro participando da história.

É algo bem encantador. Eu não consegui conectar o local em si, a casa com a parte da praia, ficava imaginando muita coisa e me perdi neste espaço, que é de costume meu mesmo, porém uma das capas escolhidas para publicação no exterior me fez entender como pode ser bem mais fácil do que eu imaginei como seria este café na beira da praia.

 


É uma obra para quem gosta de romances e histórias divertidas e cheias de amizades. Não tem nada de suspense ou algo que vá se ficar refletindo para entender o que acontece ou não. É leve, carinhoso e tem um roteiro completo. 

Só de fazer a resenha já fico pensando em comida, outra coisa que gosto nestes livros que falam sobre lugares de culinária é como eles gostam de falar de comida e como eu adoro ler sobre isto. E como amo muito mais o verão do que o inverno.