O título deste post pode parecer meio estranho para uns ou até egoísta para outros, e talvez meio agressivo para mais pessoas. Porque até mesmo hoje em dia com tanta tecnologia e tantas redes sociais, o que mais podemos fazer é mostrar o que fazemos no nosso dia-a-dia ou algo que compramos, um lugar que viajamos ou qualquer coisa parecida com isto.



A questão das amizades parece que se tornou mais virtual do que física e nem sempre temos os amigos ao lado e muita gente sequer compartilha amizades próximas e somente aquelas em que se pode acessar através da internet.


E será que então isto é realmente saudável? 

Estava pensando o quanto fui ficando mais velha e fui parando de compartilhar as coisas que surgiam na minha vida. Não somente pelo fato de que já não tinha mais tanto interesse, mas também porque não tinha mais  tantas amizades com as quais eu tinha confiança para contar e me peguei pensando se a solidão começa a pesar a este ponto.


Me disseram um dia que é bom tratar tudo com um profissional, mas não é realmente bom rir com amigos e conversar com eles? Contar as coisas e ouvir e dar conselhos? Desde quando nos tornamos tão solitários? E veja bem, ninguém nos coloca na solidão a não ser nós mesmos que começamos a preferir ficar sozinhos em diversos momentos do que ir até a casa de alguém ou ir a um lugar convidando uma pessoa.


Sim, a pandemia ajudou muito a fazer com que o sentimento da solidão se transformasse em um gigante monstro que às vezes se torna gigante e acaba mesmo destruindo muitas vidas. Mas será que você se sente feliz compartilhando coisas com alguém ou simplesmente prefere se manter em silêncio.


O meu questionamento é será que o ser humano precisa compartilhar a sua vida para se sentir ou bem ou somente algumas pessoas precisam fazer isto? Existe alguma sensação de carência ou necessidade de afeto? Necessidade de aceitação ou é uma mera questão de felicidade em contar ao próximo o que aconteceu no seu dia?


Contar ao parceiro como foi o trabalho, contar a uma amiga como está sendo uma nova atividade. Coisas deste tipo. E ao mesmo tempo me pego pensando em qual lado eu estou. Não creio que o ser humano tenha nascido para ser sozinho.





Umas vezes eu penso que preciso conversar todos os dias e em outros que não devo conversar com ninguém, pois algumas pessoas comentam que se a gente falar demais as pessoas podem estragar nossos planos. Ainda acredito na amizade verdadeira, mas de que realmente precisamos.


Eu me peguei pensando muito nisso. Ali, sentada sozinha no sofá, me questionando se era somente eu que precisava de alguém para desabafar, contar as coisas, ou se todo mundo precisa deste momento também. Será que isto é a famosa solidão de verdade?



Se esta for a solidão eu não quero mais ter perto de mim. Não sou cheia de amigos. Tenho muitos colegas. Mas tenho amizades verdadeiras com quem posso contar. Mas a solidão me assusta. Sei que gosto de passar muitos momentos sozinha, mas viver só não pode ser minha meta.


E a partir de então eu vou continuar a lembrar a quem eu amo que preciso deles e que também estou aqui para o que todos precisarem. E pode saber que alguém pode estar precisando de uma simples palavra, nem que seja um alô sincero. A solidão não pode ser uma escolha. Será?





Empatia pode ter diversos significados segundo o dicionário. O mais específico é que quando voltado ao afeto ele se resume ao termo de afeição por uma pessoa ou um animal, um sentimento ou uma emoção em diferentes graus de complexidade.

Só por este pequeno descritivo dá para perceber que a empatia é ter um apreço pelo próximo, é sentir pelo outro um sentimento positivo, uma força superior que faz com que tenhamos atitudes positivas, que possamos movimentar algo a favor do próximo.

E então sempre se pergunta se há empatia em momentos difíceis. Ou então o questionamento de se um ser ou outro tem empatia por este ou aquele. Se for olhar de verdade para si, você tem realmente empatia nos momentos mais difíceis ou a primeira coisa que vai fazer quando surgir a necessidade é correr para se salvar?

Primeiro surge a famosa frase de que ninguém larga a mão de ninguém e então veio uma pandemia onde tudo o que se mostrou é que ninguém queria mais estar perto de ninguém, principalmente se esta pessoas estivesse contaminada. Nossa, Deus o livre, ficar perto de um ser com o vírus. Era como os leprosos de antigamente. 

E então, a empatia é seletiva? Devemos sentir afeto e bondade por uma criança, porém se a criança for alguém que cometeu algum crime, por exemplo, esta empatia vai pelo ralo? Qual o verdadeiro poder do seu julgamento?




Fico pensando em como a minha realidade é muito diferente da de várias pessoas e não falo isto na forma de que é pior e sim de que é melhor e comecei a analisar isto muito antes de falar qualquer coisa. É muito fácil julgar qualquer pessoa quando não se vive a realidade do próximo. Quando se tem comida garantida, um teto, um trabalho e tudo o mais.

Já ouvi que os presos todos deveriam ser mortos porque são todos bandidos, mas a análise feita é de que nem todos possuem a mesma oportunidade de vida e ninguém sabe o motivo de cada um para estar preso. Existem pessoas que cometem erros e que são realmente cruéis e estão presos mesmo, e da mesma forma há diversos soltos. Um político que rouba uma nação ou seu povo não deixa de ser diferente de um que mata, mas há muito já percebi que a diferença está em quanto dinheiro cada um tem na poupança para esconder seus atos.

Logicamente que nenhum ato de maldade é justificado, porém também uma maldade não justifica a outra. Não ignore as pessoas pela forma como elas se vestem, falam ou se comportam. Muitas vezes algumas palavras de conforto faz toda a diferença.

Nem tudo se baseia em dinheiro. Hoje nos preocupamos mais do que temos com o que podemos fazer ao próximo. Comece a olhar para os lados e perceber que um sorriso faz a diferença no dia de muitas pessoas. Empatia. Um sorriso, um bom dia. Um obrigada!

Empatize-se!




É meio estranho começar um post com um nome deste, até porque muitas pessoas devem ficar pensando quem é que desiste da vida. Mas a verdade é que hoje muita gente desiste. Não somente por fatores externos ou fatores internos, mas quanto mais se cresce e mais se vive e percebe-se que algumas coisas são tão ilusórias a vontade de tentar novamente vai ficando cada vez menor.

Sempre comentei com minhas amigas que viveram sozinhas, cresceram e conquistaram suas coisas sozinhas que elas eram muito corajosas, tendo em vista que sequer tenho coragem de muitas vezes ir de uma cidade à outra. 

Tenho medo de não ter estabilidade, de perder algo que conquistei e de ficar dependendo de algo que pode ou não acontecer. Eu sou viciada em planos, tenho que ter tudo certo para cada coisa e me jogar em alguma aventura sem saber como cada coisa vai acontecer me traz uma ansiedade e uma angústia tão grandes que nem me dou ao luxo de tentar.



Sim, ansiedade e depressão são os dois fatores que moldam a minha vida e a de muita gente. Há milhares de pessoas sofrendo disto neste momento, tentando decidir se continuam ou não nesta loteria de emoções. Eu sou uma delas.

Já desisti de viver há tantos anos que sempre digo que para mim é um dia após o outro. Um dia bom, outro ruim e outro mais ou menos. Não me lembro sequer quando eu tive um dia feliz antes de tudo acontecer. A sociedade é tão preconceituosa que eu fico desejando em ter uma doença terminal do que uma depressão. Senão o que eu tenho nada mais é do que falta de vontade de algo. 

Uma pessoa depressiva para quem não tem depressão ou nunca passou por algo assim é somente falta do que fazer. Por isso eu gostaria de que todas as pessoas no mundo passassem pelo menos uma semana com ela. Tenho certeza que a empatia mudaria. As chances mudariam e as perspectivas de vida mudariam.

Fora isso para alguns sou um ser imprestável, mesmo que consiga exercer todas as funções, mas para a sociedade, falta um pedaço de mim. Para mim também falta. O pedaço que me faz querer continuar. Se eu pudesse escolher eu não continuaria. O ser humano não é mais o mesmo, só há capitalismo e um mundo em ruínas e o que sobrar de bom logo será engolido.

E então talvez eu possa respirar novamente, longe daqui.





Este post vai parecer uma coisa boba para muita gente, mas para mim vai servir como um grande desabafo. Sempre imagino como os animais servem como um incentivo em nossas vidas, como trazem alegria, carinho, amor e felicidade.

Já é mais do que comprovado que quem passa alguns minutos de seu dia com algum tipo de animal, não fica tão estressado e o nível de relaxamento só aumenta. Além de que animal não tem maldade no coração. Ele brinca, se diverte e se você for o dono dele e sair de casa, quando voltar vai ter ele esperando todo feliz por você, mesmo que nem sequer dê bola para ele por estar com o cansaço do dia.

Eu sou altamente apegada em animais, de qualquer tipo. Já tive gatos, hamsters e cachorro. Mas o mais especial foi este último cachorro que tive. Já tive uma cadela que era totalmente apegada a minha mãe então não era como se fosse realmente minha.

Mas esse cão me escolheu, nem sequer fui eu quem o escolhi. O engraçado é que foi em uma promoção onde eu podia comprar qualquer coisa e eu decidi que compraria um cachorro. E quando eles soltaram os cachorrinhos este veio diretamente na minha direção e começou a me lamber. Eu sabia que tinha nascido para mim.

E então ele se tornou um ser querido, calmo, brincalhão. Destruiu algumas almofadas, chinelos, cobertores e botas. Mas o amor incondicional não tem preço em relação a bens materiais. Ele sempre esteve ao meu lado e quando sabia que eu estava sofrendo por algo tentava de todas as maneiras ficar mais junto de mim.

Quando mais velhinho ele perdeu o movimento das patinhas traseiras, mas isso jamais seria um motivo para que deixar ele de lado. Aprendemos juntos a caminhar mais lentamente, a usar fraldinha e a brincar sem correr. Ele aprendeu que eu tinha depressão e que tinha momentos de maior tristeza.
E assim se passou quinze anos onde eu troquei muita coisa pelo amor de um cão. Preferi deixar de ir à festas para poder cuidar dele quando ele precisou. Passava as tardes no parque enquanto outros iam para postos beber.

E no início deste ano descobri que ele tinha vários tumores no corpo todo e que teria pouco tempo de vida. O médico dera 2 meses, mas ele viveu 9. A última semana foi a mais dolorida, mas jurei e prometi que não o deixaria sofrer e pedi para que os seres de luz o levassem sem sofrimento.

E então assim se foi o meu melhor amigo. O que me resta hoje é um dor profunda, porém sei que o amor que eu aprendi com ele é tão grande que posso repassar a outras pessoas facilmente e que lutei e fiz o meu melhor. O amor é um sentimento lindo e todas as pessoas e animais merecem isso. Claro que sinto a falta dele, mas ele fez o que precisava ser feito e agora sou uma pessoa muito melhor.

Então, se você tiver um animalzinho de estimação, viva o mais intensamente possível. Se não tem, ajude as ONGS que salvam estes serem especiais. Pois não há nada mais gratificante do que isto em nossa vida. Saber que fiz parte de uma vida de amor e fui muito amada é como me deixar sem palavras.

Amor.
Amar.
Ser amada.



O título deste post vai até parecer ofensivo para muita gente e acredito que no momento que eu faço parte de um grupo de pessoas que propaga um conteúdo para outras, precisa estar atenta ao fato do que vou espalhar e discernir o que é certo e o que é errado, conforme ao que acredito em relação a crenças e valores.

Eu me dedico à leitura há muitos anos e obviamente antes não havia este acesso à Internet ou algo do tipo, era tudo na base de bibliotecas e livros físicos. Assim, acredito que a pirataria não era um marco tão forte, uma vez que eu sempre estava na biblioteca copiando trechos de livros ou pegando livros emprestados para ler.

A questão que trago hoje aqui é sobre a pirataria de livros, especificamente os de literatura.




Qual a razão de eu ser contra a todas as formas de pirataria?

Muita gente que vai ler vai alegar que por eu ser blogueira e ter parcerias com editoras eu ganho os livros que desejo ler e desta forma fica mais fácil para mim não ter que desembolsar um valor mensal para poder ler as obras que eu desejo. Bem, em primeiro lugar eu quando comecei este blog não tinha parceria nenhuma e mesmo assim lia livros que pegava nas bibliotecas da minha universidade e da minha cidade. 

Até pouco tempo atrás não era fã de ler livros em e-book e sempre que via pessoas compartilhando material assim colocava a minha opinião contrária a este fato. Afinal, se estamos sempre reclamando da corrupção do nosso país, qual o motivo para termos que contribuir com ela? Não adianta alegar que é só um livro, pois é importante salientar que se você não aceita trabalhar de graça, precisa aceitar que quem escreve as obras e quem edita e publica também precisa gerar seus lucros.

Além disto, quantos autores independentes lançam suas obras na intenção de obter visualizações e lucros e veem todo o seu trabalho sendo passado de leitor para leitor de maneira pirata? Imagine você no lugar de uma autora? Sim, estamos com valores que podem ser um pouco altos, mas que também podem ser trabalhados conforme o mercado se adapta.



Muitas obras não são publicadas por editoras porque não houve exito na compra do livro, porém a pirataria dele foi enorme e a leitura maior ainda, mas não gerou números exponenciais para a editora aceitar publicar mais obras do autor. E sou assim com diversas coisas: Tv à cabo, filmes, energia elétrica.

Me tornei assinante do Kindle Unlimited da Amazon pois assim posso ler livros com tranquilidade e já saí de grupos de Whatsapp pois ficavam repassando e-books piratas. É injusto com o trabalho de quem escreve. É injusto com o trabalho de quem coloca as horas produzindo conteúdo. 

Caso você deseje conhecer os livros gratuitos que são baixados no Amazon, pode conhecer clicando aqui, que foi onde conheci o site sem nenhum custo e o Unlimited te dá a chance de conhecer a ferramenta por 30 dias. 

As pessoas querem sempre ganhar as coisas mas não se esforçam para alavancar de forma honesta um mercado ao qual ama tanto. 

Pense nisso se você lê livros de forma ilegal. Trabalhe neste aspecto e contribua para que a pirataria não se torne maior a cada dia. Se você não quer ser roubada em nenhum aspecto da sua vida, tente não fazer com ninguém em nenhum aspecto, este é sempre o meu lema.






É tão estranho que uma leitora como eu consiga ler vários livros de diversos gêneros e saber como cada geração e cada ano ou era reage a uma forma diferente sobre certo assunto. E então eu venho aqui falar sobre algo que está em voga no momento: a questão sobre legalizar ou não o aborto. E falo isto em questão de Brasil, pois lá fora a questão já é muito mais evoluída em diversos países.

Então vou contar parte de minha história. Nunca gostei de crianças. Não sou apegada a elas e não sou simpatizante de crianças. Não me leve a mal com esta verdade. Não as odeio e não faço mal. Só não nasci com nenhum tipo de sentimento materno ao qual diversas mulheres nascem. Aos quinze anos comecei a ter problemas nos ovários e a primeira coisa que disse ao médico é que gostaria que ele tirasse fora os meus ovários para que nem precisasse engravidar, já que nunca seria a minha intenção. 

Categoricamente ele disse que não podia fazer isto, pois lógico que eu ia querer, pois todas querem. Hoje tenho trinta e cinco anos e nunca quis. E não quero. Sempre foi uma decisão tomada. Me irrita outras mulheres nunca entenderem o fato e não me respeitarem por isto. 

Em contrapartida sempre me cuidei muito. Sempre utilizei diversos métodos contraceptivos. Mas aí vem a questão principal. Hoje se fala sobre a cultura de aprendizado, que a mulher precisa conhecer seu corpo e precisa saber muita coisa, porém na minha época eu não tive alguém que chegou para mim e me explicou o que acontecia ou o que precisava ser feito. Eu me reunia com minhas amigas que também não tinham experiência nenhuma e fazíamos pesquisas para aprender e esta foi o conhecimento que fui adquirindo.



Hoje há mais disseminação das informações, porém ainda acho escasso e que não chega para muita gente. Já vi pessoas que cuidavam do corpo engravidarem. Gente que tomava anticoncepcional, gente que usava Diu, usava preservativo. A questão é que nada disso é 100% eficaz. E as pessoas não entendem que mesmo que o corpo seja cuidado algumas coisas acontecem e não é por isso que desejamos uma criança.

Sou a favor do aborto pelo fato de saber que há mães que criam filhos como animais e já vi outras amigas tirando os seus com remédios e depois parando em hospitais à beira da morte. A verdade é que a falta de opção leva as mulheres a tentarem ações que as enlouquecem e as levam à morte e não que vão sair fazendo filhos e tirando. 

Há a necessidade da compreensão que sempre há pessoas que vão ter uma formação e um pensamento ruins a este respeito. Que vão sim achar normal abortar. Já conheci pessoas assim também. Uma mulher que engravidava e abortava com a melhor tranquilidade do mundo, mas isso não justifica que a legalização nos transformará em pessoas assim, pelo contrário, é uma forma de  aliviar a vida das mulheres.

Ninguém aborta porque gosta, acredite. Não importa as regras sociais ou religiosas. Cada mulher sabe a dor que carrega no ventre e no coração. Esta coisa de que mulher que engravida tem que criar é tão absurda e tão arcaica que nem é válida para argumentação. 

O importante é entender que é necessário ensinar as crianças, as adolescentes e até mesmo as mulheres todas as formas de prevenção. Mas mesmo assim nada é perfeito e ninguém deve viver um pesadelo ao qual sabe que vai desencadear a infelicidade de muitos. Ou até mesmo a morte.



Tenho certeza de que de alguma forma você que é leitor vai se identificar com este texto. Isto mesmo, você que adora comprar livros, que ama ler e que provavelmente vai ter uma estante em casa com várias obras. Mas especificamente então se é você é um blogueiro do ramo literário.

Eu já raciocinei várias vezes sobre o que as pessoas sentem em relação a gentilezas, mas acho que muita coisa se tornou mais egoísta ao ponto desta coisa tanto de machismo como de empoderamento. Quando eu chego e tento dar algo para alguém, ou até mesmo convidar alguém para um simples picolé, a pessoa acaba se ofendendo se eu me proponho a pagar, tendo em vista que é uma coisa que não vai matar ninguém, certo?

E o que as pessoas pensam sobre quem é blogueiro literário? “Nossa, ela consegue ganhar livros, então lógico que o que vou fazer é pedir livros para ela.” Fato. 



Sempre comento sobre eu ter um blog já que é um grande hobby meu e acho que não conseguiria desistir dele e, como estou sempre com novos livros, as pessoas me perguntam como eu consigo eles. E então falo sobre as parcerias. Depois de um tempo sempre surge uma pessoa me pedindo certo livro já que eu tenho parcerias com editoras elas acham que podemos conseguir o que quisermos.

O fato é que não me importa que alguém me peça algo já que empresto meus livros sem nenhum problema, desde que a pessoa saiba respeitar e me devolver logo. Tem pessoas que depois que se passou um mês já estou pedindo livros de volta e elas acabam se ofendendo por isto. Mas nunca uma destas pessoas chegou e me ofereceu um livro por saber que eu gostava deles.

E é nisto que entra o fato de ser gentil. As pessoas querem sempre algo para elas, mas nunca querem oferecer a gentileza. “Poxa, você tem um blog de beleza? Estou precisando mesmo de maquiagens, consegue umas para mim!”. Já ouvi isso também.

Eu empresto meus livros, dou alguns, faço doação de outros, não sou apegada de nenhuma forma. Mas quando vejo pessoas interesseiras isso acaba chateando. É como aquela coisa: “Poxa, você é médico? Sabe que estou com uma dorzinha aqui, será que podia me dizer o que é?” Um pouco de troca de gentilezas nunca é demais ao invés de só querer ganhar coisas em cima das pessoas, é bom tentar fazer o papel contrário também. Quem sabe presentear a pessoa com um livro, no meu caso, se eu ganhasse, seria uma surpresa para lá de gigante.



Aposto que você já passou por uma coisa destas, acertei?

Então queira ser presenteado, mas também presenteie e seja gentil. Quem sabe assim as pessoas comecem a perceber que gentileza realmente gera gentileza?





Falta de assunto. Será que é falta de assunto? Acredito que não seja. Acho que é mais uma falta de criatividade momentânea que está me impedindo de criar algo mais direto e que possa chamar a atenção de alguém.

Tenho visto muitos seriados ultimamente e isto tem me confundido bastante a cabeça. Não no sentido ruim, mas no sentido de que está sendo muito confuso com todas as teorias apresentadas e me pego pensando na quantidade de coisas em que a gente passa a vida se perguntando e analisando se é real ou fictício ou se devemos ou não acreditar em algo. Existe destino ou tudo já é traçado? Como o mundo foi criado? Este tipo de coisa

Adoro seriados ou filmes que me façam analisar todas as questões existenciais, já que muitas pessoas acreditam somente naquilo que é apresentado. Quando assisti ao filme Matrix fiquei um tempão analisando o que poderia ser verdade ou mentira e acredite, acho que nem sequer estamos preparados para este tipo de verdade já que afinal nem aceitamos a religião dos outros que são contrárias das nossas, não é?

E assim quando vou pensar em fazer alguma coisa mais completa me pego pensando novamente na teoria do que tenho assistido. É um ciclo que preciso completar com perguntas e respostas. Depois de ter lido Coluna de Fogo do meu querido Ken Follett e estar no último capítulo do seriado Dark eu parei muito para pensar o que realmente vale a pena na vida e o que fazemos de melhor no passado, no presente e no futuro.

Os dois assuntos dão temas de matérias bem complexas e com certeza é o que farei. Por enquanto só o que desejo é poder criar algo a mais do que problemas racionais que não consigo desvendar. Lost já tinha criado uma dimensão maior em mim e agora mais coisas surgem ao meu redor.
Falta de assunto? Nem pensar. É falta de coordenar tudo em palavras. 

Não se preocupe, logo volto com tudo em contexto para você.

Será o destino ou tudo está conectado?




Na semana passada eu vi um vídeo que mudou muita coisa em minha forma de pensar. Na verdade tenho visto diversos vídeos positivos que com um ou outro comentário vai formando um pensamento positivo e me mostra como eu via de forma errada a minha imagem ou o jeito como eu me vitimizava ou me vitimizo em certos momentos.

Quem é que ao sofrer um tipo de decepção fica se perguntando qual a razão do sofrimento ou se pergunta o motivo de estar passando por aquilo? Mas ao fazer isto nunca parou para pensar se a real versão é de não ter parado e analisado que talvez a verdade estivesse batendo ali na cara muitas vezes, mas que quando queremos muito algo não conseguimos ver que aquilo muitas vezes não nos serve de verdade.

Algumas vezes gostei de pessoas que depois de terminar o relacionamento percebi que não tinham o mesmo teor de paixão que eu, que não estavam na mesma sintonia e nem sequer tinham os mesmos gostos, os mesmos estilos para filmes, música, livros e tudo o mais, mas, naquele momento, o que valia era que a paixão era irrefreada e tudo o que eu queria era ficar junto independente do que eu precisasse enfrentar. E esta é a questão.

Querer é diferente de precisar. Eu preciso de amor e um relacionamento estável, mas muitas vezes quero ficar com uma pessoa que não está dando um amor dedicado e que gera mais brigas do que momentos bons e mesmo assim eu acho que vou conseguir mudar a pessoa de alguma forma. Ou então fico insistindo em algum momento em alguém que não quer o relacionamento sem perceber que o meu querer não é o mesmo que o querer da pessoa e o meu precisar continua sendo o amor, mas o meu querer é uma pessoa que não é o que eu preciso.


Precisar é saber que é necessário ter amor, mas querer é algo que a gente coloca na mente que quer de uma certa forma e não como a melhor forma aparece. E é nisto que o ser humano precisa trabalhar. Se você fica preso neste querer e a outra pessoa não age como você acredita que é um relacionamento feliz, vá em frente e pare de sofrer, porque as pessoas não mudam do nada. Talvez mudem com a dor e o sofrimento, mas somente depois que perdem.

Por exemplo: Eu  preciso de um bom relacionamento, mas eu quero que seja com o Leonado Di Caprio. Logicamente que o meu querer é algo um pouco exagerado e que eu vou sofrer se ficar indo atrás e tentando algo que é basicamente impossível.

Se você estiver em um relacionamento em que se sente triste, há muitas brigas, percebe que existe uma dificuldade de mudanças mas mesmo assim não quer sair dele porque acredita que o ama demais e que nunca vai achar alguém melhor, pare e pense que isto não existe. Aprenda a se amar e saber que é possível sim viver sozinha e depois que se aprende a fazer isto se descobre como viver um relacionamento feliz.

Precisei explicar isto para uma pessoa com o qual tive um relacionamento e que depois percebi que não era o que eu precisava, mas esta pessoa não aceita que eu vá e assim fica relutando constantemente. Assim, expliquei a diferença sobre precisar e querer. Não digo para não tentar. Tente. Lógico que sim. Mas quando você percebe que tenta demais e que a pessoa só dá valor quando perde e aí promete que vai fazer de tudo para melhorar, esqueça. Ela perdeu as oportunidades de fazer o melhor quando podia.

Saiba descobrir o que você precisa e não somente o que você quer. E da mesma forma ofereça o que os outros precisam. Assim tudo se tornará melhor. Acredite!





Eis que uma autora nacional publica um comentário assim em sua página no Facebook. O nome dela é Raquel Pagno e tem alguns livros publicados. Livros de fantasia e com um tema pesado. Ela se sente ofendida com a questão de agora no mercado editorial ter a questão dos leitores sensíveis e está colocando para o mundo ler comentários (indigestos) como este.

Mas afinal, qual é a verdadeira questão sobre os leitores sensíveis?

Sabe aquele momento em que alguma vez você sofreu algum tipo de humilhação na vida? Algum tipo de chacota ou ofensa da qual não tinha como se defender ou até mesmo sabe que todos os dias alguém vai falar alguma coisa sobre qualquer especificação sua: cor de cabelo, seu jeito de se vestir, a sua opção sexual, qualquer opção que você tenha na vida? E você lembra a dor que dá ter que passar por isto sempre?

Então foi pensando nisto que surgiu a adequação de contratar os leitores sensíveis que agora analisam nas publicações que vão estar sendo lançadas o que pode estar ofendendo o leitor de alguma forma. Mas não pense que se um livro fala sobre racismo será uma pessoas caucasiana que fará o trabalho e sim uma pessoa que sobre algum tipo de racismo para que assim possa decifrar e entender se a linguagem ali escrita estará ofendendo realmente o leitor.

A pergunta que fica é? Isso de fato agrada ou desagrada?
Algumas pessoas não gostam de ler livros um pouco mais pesados e eu acredito que deva haver algum tipo de classificação ou aviso na sinopse ou em algum lugar da capa ou contracapa que avise o leitor que pode conter palavras ofensivas sim. 
Quantas vezes já me deparei com histórias em que eu pensava que aquilo estava sendo muito forte e até mesmo pulava algumas páginas. Isto não é de forma alguma deixar de ler a obra por acreditar que não se deva acontecer, até mesmo porque algumas histórias servem exatamente para isto: para ensinar a como lidar com algumas situações. 

Os autores se sentem ofendidos pelo fato de que suas obras podem ser modificadas, mas um negro não vai querer ler uma obra onde fica sendo ofendido o tempo inteiro, a não ser claro, que seja algo em que esteja sendo avisado sobre a questão. O fator em que considero isto viável é que há livros sobre abusos sexuais contra mulheres, por exemplo, que sei que dói em mim, mas me serve como lição para fortalecer. Mas é humanamente importante sempre estar atento aos fatos e formas de serem abertas ao público.

A editora Seguinte foi a primeira a ter a experiência de contratar uma leitora sensível e o que a Nathalia DiMambro relata é muito real:

"Quando um autor escreve sobre uma minoria da qual não faz parte, pode sem querer reforçar estereótipos ou usar termos que sejam mal interpretados."

Ou seja, quando escreve-se sobre algo em que muitas vezes não há experiência pode-se passar o ponto e então alguém que tenha um maior conhecimento sobre o assunto pode dar uma opinião melhor.

Ainda vai gerar muita discussão e polêmica, mas acredito que existem mudanças necessárias já que as pessoas se tornaram mais emotivas e em busca de valores maiores.




Tem aqueles momentos em que a vida parece parar. Parece dar uma mudança no tempo, ou melhor, uma mudança em todos os sentimentos dentro da gente. Eu sempre coloco que as coisas ficam em terceira pessoa, mas na verdade estou falando em primeira, como as coisas mudam dentro de mim.

 Existe o conflito de questões que vai aparecendo em cada momento de crescimento. As questões existenciais e até mesmo as cobranças que surgem da sociedade em relação ao que se deve fazer: trabalhar, estudar, namorar, casar, ter filhos, conquistar uma casa, estabilidade. Por outro lado algumas pessoas não são apegadas a bens materiais e acreditam que o dever deva ser em prestar socorro a outras pessoas, a fazer caridade, a estar presente para com os mais necessitados ou então uma soma de todos estes fatores torna alguém super especial e completamente realizado.

Há muito tempo já me cobrei sobre diversas coisas as quais não consegui conquistar e até mesmo parei para pensar se eu não seria inútil ao fato de não chegar tão perto de algo que muitas pessoas conseguem. E depois de encarar a quase morte por minha própria vontade diversas vezes percebi que na verdade eu não sou igual a muita gente que tem milhares de metas e objetivos na vida ou que tem uma motivação fenomenal a ser conquistada. Não. Tem dias que eu sequer quero acordar e levantar. Sim, isso é denominada depressão.

O fator real é que agora me encontro em um momento em que pareço estar em meio a uma multidão e mesmo assim pareço estar totalmente sozinha. Ser solitária é uma coisa, é aquele jeito de ser que muitas vezes eu também estou. Gosto muito mais de ficar em casa, lendo, vendo filmes do que em festas e afins. Sou mais solitária mesmo. Mas me sentir sozinha agora está sendo uma das primeiras vezes, quando parece que tenho mil coisas a falar e ninguém para ouvir, já que as pessoas também tem suas vidas.


Depois de um tempo percebi que existem amigos e colegas e também conhecidos. Amigos agora são poucos, mas também duradouros. São aqueles que ficam ao seu lado indiferente do tempo e do que aconteça e este levo para toda a vida. Conhecidos e colegas estão ali para um tempo determinado e não se pode contar todas as coisas, já que a confiança também não é tão grande.

Agora o vazio que eu sinto é tão grande porque preciso decidir algumas coisas e também preciso ter alguns conselhos e não me vejo perguntando para alguém sobre isto e não imagino alguém percebendo isto também. Há momento em que quero pular de um lugar alto e sentir o vento no meu rosto sem pensar na consequência seguinte, mas que tudo acabasse rapidamente.

São desafios diários. O tempo todo. Já percebi que não consigo satisfazer todas as pessoas mesmo tentando ser a melhor. Não adianta eu trabalhar, estudar, ajudar em casa, quando o que se pensa é que eu sempre sou um problema por algo. E já resolvi ficar sozinha, sendo que um relacionamento para mim é mais dolorido do que satisfatório, pelo menos por enquanto.

Então, sim. A solidão agora me atormenta. E ao contrário do que todo mundo pensa sobre pessoas mais deprimidas, não buscamos estar assim, estamos assim por certas condições que algumas vezes é difícil de encarar e viver. Já tentei lutar e hoje sou mais forte do que ontem, mas ainda não sei até quando. Nunca digo que nunca farei e que nunca direi adeus. Mas no momento o que mais preciso é desabafar.








Este texto vai parecer algo engraçado em alguns momentos, mas o que deve ser parecido com piada na verdade é até triste para algumas pessoas que precisam passar ou viver ao lado de uma pessoa ou várias pessoas que possuem este aspecto.

E não é somente isto. Vai saber se você ou até mesmo eu não possui as características que vou declarar aqui neste post, sem parar para pensar que isto pode atrapalhar o ambiente ou então atrapalhar o ritmo das coisas e a nossa vida com as outras pessoas? É fácil demais julgar o próximo, mas sempre que o fazemos é porque nos identificamos com algo nas atitudes dele.

A questão principal que estou falando é: Como conviver com uma pessoa mau humorada?
Sabe aquele tipo de pessoa que está sempre xingando a vida?

Aquela pessoa que quando vê alguma coisa errada já começa a falar de tudo o que está de errado e não passa para o lado normal da atitude mas sim para o lado pessoal, que julga a outra pessoa sem o mínimo de empatia, sem se colocar no lugar do próximo, sem analisar o contexto todo e saber como tudo pode ter acontecido.

Aquela pessoa que quando entra em um lugar já deixa o ambiente pesado e tenso porque sabe-se que ela não pode ouvir qualquer coisa que seja contrária que já vai começar a fazer algum escândalo porque não sabe ser contrariada ou foi acostumada a largar os pés em todo o mundo?

Sempre há pessoas assim, principalmente em um âmbito profissional. E é bastante complicado lidar com isso. Há fatores diversos que podem causar este tipo de comportamento, desde a insatisfação com a tarefa exercida, com a empresa em que se trabalha, com o salário recebido. Ou então com uma questão mais pessoal, como não satisfação com o corpo, ou problemas com a família, amigos e afins.
A questão é: é necessário ter empatia?

Toda a pessoa que acredita que agredir o próximo que não agride ninguém é algo normal já precisa repensar a situação. Claro que quando percebemos que alguém não está em seus melhores dias temos que analisar que todos temos dias bons e ruins, mas quando isso se repete dia após dia, não há como aceitar. Ao menos todos esperam ser bem tratados em um ambiente cujo passamos o maior tempo do que na nossa casa.



Vi um vídeo onde um palestrante dizia que quando houver uma pessoa desta em um ambiente de trabalho, o chefe em questão deveria fazer uma ótima carta de recomendação e mandá-la para o concorrente, mesmo que seja um ótimo profissional. Pois o que mais importa na verdade é um bom ambiente de trabalho, e profissionais bem requisitados são aqueles que conseguem ampliar não somente o fator de características técnicas como ter um ótimo relacionamento interpessoal.

Então duas coisas: tenha primeiro empatia. Tente perceber se é uma ocasião passageira e coloque-se no lugar da pessoa. Caso não for, afaste-se. Porque a situação geralmente tende a piorar e uma das coisas que aprendi é que tudo o que é ruim acaba pesando e no final do dia você vai se sentir cansada, metida em pensamentos ruins e imaginando que tudo ao seu redor é terrível.

O importante é que fez o que podia ser melhor. O resto cada um tem que aprender a mudar, para melhor. Sempre.





Aqui o post vai ser um pouco pessoal, apesar de que este tema tem se tornado cada vez mais acessível ao público e ainda bem que cada vez mais as pessoas tem tomado a consciência de que tudo que a mulher faz não deve ser levado em conta como provocação ou um motivo para ser agredida de alguma forma.

Pode não acontecer com você, ainda bem, ou pode acontecer com alguma pessoa que você conheça, como é o meu caso ou ainda mais com você, o que também é o meu caso, como vou explicar agora. O mais importante de tudo é algo que sempre falei para mim: nunca deixaria alguém me agredir sem tomar algum tipo de atitude.

As agressões começaram na minha adolescência, quando meu irmão achava natural agredir pessoas por qualquer motivo que fosse contra os seus pensamentos. Geralmente as agressões eram contra mim e não era algo simples, eu realmente levava chutes e socos e não conseguia reagir, apanhava até ficar bastante machucada, sangrar ou desmaiar.

Claro que todas as pessoas sempre colocam algum motivo, inclusive minha mãe que sempre achou que eu provocava ou que eu merecia, mas o simples fato de eu atender o telefone em um momento inadequado já foi motivo para um espancamento.
Nestes meus anos de adolescência eu nunca denunciei nada, nunca fiz nada porque minha mãe implorava para que eu não tomasse nenhuma atitude e eu sempre segui o pedido dela, pensando nos sentimentos dela e não nos meus. As drogas, a rebeldia, o incômodo continuo até o momento que a pessoa teve que ser mandada embora de casa e eu pude respirar aliviada, mas agora lido com a depressão e o trauma disto tudo.


Há umas duas semanas este agressor voltou a demonstrar ameaças, mesmo morando de volta debaixo do mesmo teto, junto de meus pais. Jurei que nunca mais ninguém encostaria a mãe em mim e para me proteger sabia que seria necessário fazer uma denúncia, aquela que nunca tinha feito antes. Liguei no 180, central de denúncias contra agressões e relatei todo o fato.

Se você sofre qualquer tipo de agressão, não somente física, mas emocional ou sexual, não deixe de fazer isto. Você pode fazer a denúncia através do 180, onde eles vão pedir informações sobre suas características físicas, as do agressor, endereço, as ocorrências anteriores, as atuais, se você corre algum tipo de risco, vão indicar as delegacias especializadas, casas caso você precise fugir, locais para tratamento psicológico e tudo o mais. O atendimento é excelente e não há nenhum tipo de julgamento. Você pode saber como faz para conseguir até mesmo uma medida de afastamento do agressor. E eles abrem investigação sobre todas as denúncias.

Aliás julgamento é a última coisa que deve acontecer. Ninguém tem o direito de agredir outra pessoa indiferente do motivo. Você pode ficar segura em lugares específicos para mulheres que são ameaçadas, mas jamais deixe de denunciar, pois quem bate uma vez vai bater sempre.

Eu me sinto melhor agora, mesmo sabendo que pode vir a acontecer novamente, mas tenho a certeza de que fiz a minha parte e que isso pode ajudar a muitas outras mulheres. Peça ajuda sempre que preciso.

Calar-se não é a solução. Calar-se pode ser a última solução de um ato brutal.




Esta matéria pode parecer pretensiosa aos olhos de alguns leitores, mas acredite que o que vou relatar nas próximas linhas já vem de algum tempo e com certeza de alguns anos de convívio com a relação religião x espiritualidade.

Não sou uma pessoa que não acredita em Deus, portanto já pode deixar de imaginar que vai ser algo que eu vou ficar criticando. Acredito em algo maior, em uma criação de um mundo feito por algo divino, mas diferente do que as religiões colocam perante os que acreditam nela, ou melhor, da forma como alguns acreditam ou tentam fazer outras pessoas acreditarem.

Muitas vezes me pergunto se quando rezo alguém está me ouvindo ou é um processo em que a mente cria um laço de pensamento positivo em que já foi comprovado em diversas pesquisas que pensamentos positivos criam reações positivas no corpo. Tanto que pessoas que tem mais fé reagem mais em casos de doenças, justamente pelo fato de terem mais reações positivas.

A questão de ser fanático é o que mais me revolta, não no caso de ser a opção da pessoa e sim o que cada religião impregna na mente do indivíduo. Para mim isto gera uma relação de culpa e medo em quem segue e faz com o mesmo deixe de se perguntar ou indagar certas questões.

Há religiões que acreditam que somente quem segue aquele tipo de conduta vai ser salvo no momento em que Jesus voltar ou no momento do chamado juízo final. Há então quem deixe de cortar o cabelo, quem não use calças, quem não possa assistir a TV, não possa ouvir músicas diversas e por assim vai. É a este tipo de fanatismo ao qual me refiro.

Já estive em um relacionamento em que a pessoa acreditava que depois do casamento, em menos de três meses o casal era obrigado a ter filhos, e não poderia demorar muito para casar também. Mas o que mais me choca foi que descobri que estar em outro relacionamento me deixou ainda mais presa dentro de mim do que eu imaginava.

Esta religião em específico acredita que somente quem a segue e faz as coisas de sua maneira é que vai poder ser um ser celestial após a morte. E as imposições são diversas: não se pode ver televisão, não se pode ter nenhum tipo de atitude destrutiva (comer demais, beber, fumar, usar drogas), tem que haver um altar, fazer orações e meditações específicas, sexo somente sem preservativo, sem prazer e somente em uma posição, tem que analisar-se a todo o momento para ver se não está emitindo pensamentos de natureza pecaminosa, não se pode ler livros quaisquer. Coisas do gênero. 



É algo que parece cegar. Não sou adepta de nenhuma religião em específico, mas já frequentei e frequento várias, as quais me sinto bem. Porém no momento em que alguém passa a acreditar que somente a sua religião é que é a verdade, que somente o que ela segue é que a fará evoluir, que pessoas diferentes em gênero sexual vão direto para o inferno e que qualquer coisa diferente as fará encarnar um demônio, me dá asco. Porque desde o início de religiões foi criada a crença de que quem não faz tal coisa vai para o inferno.

É como viver preso dentro de uma mente com medo. Por gostar da pessoa eu me sentia obrigada a estar olhando minhas atitudes, a pensar que deveria deixar minha vida sexual de lado, a viver rezando, a fazer cursos e tudo o mais e aos poucos fui me perdendo e ficando cada vez mais triste porque não estava sendo eu mesma e sim seguindo um padrão da sociedade. Não deixo de acreditar e de rezar, mas sem uma obrigação de hora e lugar.

Não existe uma única verdade. Cada ser tem uma forma de pensar e se esta forma te deixar feliz e satisfeito e você perceber que está te fazendo levantar e seguir em frente, então esta é a sua verdade. O resto é a imposição criada por outros. Cada um tem uma religião, uma crença, uma fé. E o respeito é necessário. Há quem não acredite em nada, há quem acredite em tudo.

Acredite no seu coração. Na sua intuição. Não precisa estar dentro de uma igreja para ser ouvido. Há pessoas que vão à missa todos os dias e quando saem de lá a primeira coisa que fazem é falar mal das pessoas. Não use uma venda para uma única crença. Aceite a todos como eles são sem querer empurrar nada, pois cada um sempre acha um caminho. Um conselho é uma vantagem, uma imposição é desperdício.

E no tempo em que percebi que o fanatismo me faria mais chorar do que sorrir, eu optei pela felicidade, mesmo que sozinha.





Começo este texto destacando um ponto que até há alguns anos me incomodava muito. A questão de sempre ficarem me questionando o motivo de eu ainda não ser mãe. Primeiro vem sempre a relação de perguntar sobre se estar com alguém e consequentemente quando vou ter um filho. Esta é uma questão ainda bastante delicada em pleno século XXI.

Desde meus quinze anos de idade tinha a certeza de que não desejava ser mãe. Hoje tenho trinca e quarto anos e continuo com o mesmo pensamento. Não quero ter filhos, não quero gerar um ser, não quero passar pela descrição de muitas mulheres sobre a maravilha da maternidade. Pelo simples fato de ter escolhido isto. Alguns alegarão pecado, outros dirão que sou egoísta. Simplesmente sou livre para fazer minhas escolhas.

Desde quando uma mulher é obrigada a ter filhos? Antigamente a sociedade impunha isto para que os maridos sustentassem o lar e as mulheres gerassem as crianças, que mutas vezes ajudavam no sustento da casa. Alguns religiosos acreditam que Deus criou a mulher somente para este fim e que sexo é somente para procriação.

Nunca tive um sentimento materno. Minhas amigas com filhos sabem que não sou a que vai ficar paparicando seus rebentos, que não serei a titia querida e que sou a última opção para ser babá. Nunca tive o anseio materno. E tive uma ótima criação. Meus pais são amorosos, sempre estiveram e estão ao meu lado. Ou seja, psicologicamente falando não há um motivo de trauma infantil para argumentar uma opção de não ter filhos. 

 Porque haveria de ter um motivo. O simples fato de que cada um sabe o que realmente deseja para si é o suficiente. Já ouvi de ex-namorado que é um absurdo alguém ser mulher e não querer ter filho porque eu estaria cometendo um pecado e sendo totalmente egoísta quando, na verdade, a única coisa que ele queria era ter um filho e depois sumir do mapa. Tenho muitos planos para minha vida e tenho certeza que não conseguiria dar a uma criança aquilo que ela realmente merece.

Não é necessário achar desculpas. Cada vez mais mulheres fazem esta opção. Há quem ame chegar em casa e ter crianças para brincar, cuidar e se divertir dando amor e carinho. Eu prefiro chegar, ter meu silêncio, ler meus livros. Sei quais são as minhas limitações e com certeza homem algum imporia esta situação a mim. 

Já vi casais se divorciarem por um querer filhos e o outro não querer e conheço outros em que ainda discutem sobre esta questão. Não é algo a ser feito aleatoriamente. É algo a ser pensado, ainda mais em dias atuais com tantas dificuldades e desafios. Mas uma mulher pode decidir sim não ser mãe e não ser diminuída por isto. Existe sim quem não tenha o famoso amor maternal.

As mulheres lutam diariamente por mais lugar ao sol, por melhores direitos, por não ter que aguentar desaforos nas ruas, ser desrespeitada, sofrer violência de qualquer tipo. Tem todo o direito de se cuidar, de decidir sobre sua saúde e sobre seu caminho, independente de gerar um filho ou não.

Passou o tempo em que me importava com comentários machistas sobre eu não querer ser mãe. Agora sei que sou mulher e que decido os meus passos. A sociedade pode julgar quanto quiser. O vizinho, o parente ou quem for. Sei que quando fechar a porta da minha casa terei a certeza de que tomei a decisão certa e poderei respirar aliviada. Chega de ver crianças maltratadas por mães que não desejavam a maternidade, mas foram obrigadas a isso.

Século XXI e adiante!




Acredito que quem não tenha um blog deve pensar muita coisa sobre pessoas que conseguem criar e manter um. Ou então devem ter dúvidas em relação a como as coisas acontecem, sendo que alguns blogs existem somente pela força de vontade de quem o escreve e alguns são aqueles super famosos que conseguem se sobressair e evoluir a um patamar de conteúdo financeiro, ao qual, não há como negar, todo blogueiro gostaria de estar.

A verdade é a mais simples e pura. Hoje em dia todo mundo tenta ter um blog de alguma forma por diversas razões, sendo que nem todas elas são por um fator positivo. E isso já posso falar porque estou neste esquema de blog há mais de sete anos.

O que me levou a blogar?

Lá em 2009 eu amava participar de um site de jogos e também tinha interesse na área de artesanato. Era algo que eu tinha em mente: começar a fazer meu artesanato e vender pela internet. Para isto eu criei um blog que trabalhava com duas coisas. Uma era a divulgação de promoções e a outra era a venda de artigos de artesanato, mas também fazia outras matérias de beleza ou outra coisa que via pela frente. 

Em 2010 eu mudei o foco porque percebi que me interessava muito pelo mundo da maquiagem, da beleza em si e tudo o que vinha junto e foi aí que encontrei diversas amigas que também gostavam deste universo. Eu fazia porque amava. Aos poucos fui encontrando lojas parceiras que enviavam produtos para resenha ou sorteios no blog, o que , claro, motivava a continuar.

Mas em 2013 eu realmente vi que minha verdadeira paixão estava na escrita, na delícia de ler e de poder compartilhar com os leitores, de trazer novidades e tudo o mais.

Nada aconteceu por acaso. Nunca montei um blog com o intuito de ganhar coisas, até porque eu mesmo tinha as minhas e ia mostrando o que tinha. Mas aos poucos eu ia me inscrevendo em parcerias com editoras e ia ganhando espaço para mostrar o meu trabalho. 

Hoje se percebe que muitas pessoas querem iniciar blogs somente para ganhar coisas, sendo que sempre recebo e-mails com perguntas de como fazer para ganhar livros e coisas de graça e se é só começar um blog que se consegue fácil. 



Parece fácil quando você abre um blog e vê as matérias ali, mas tudo isto passa por um processo enorme. Ler o livro, fazer uma análise, fazer divulgação, ter prazo para tudo isto, fazer fotos, complementar em redes sociais, socializar com os leitores e tudo o mais. Sendo que nada disto é um ganho monetário. Não pelo menos aqui no Blogando Livros. Tudo é feito pelo coração e eu reparto com outras áreas da vida. É um tempo que eu tiro para fazer somente um blog, mas é algo que eu não consigo deixar de fazer mesmo que muitas vezes haja um bloqueio criativo ou que se pense em desistir.

Caso você pense em ter um blog saiba que é necessário ter bastante esforço. É necessário horas diárias para fazer matérias e outras coisas. Nem sempre você vai passar em seleções de editoras e nem sempre as pessoas vão gostar do que se escreve.

Se você vai fazer por um interesse já digo para não começar. Comece com algo que realmente ama e não com algo que deseja ter somente para conquistar coisas, porque o leitor percebe tudo sempre.

Mas se você vai entrar nesta eu digo que vale mesmo ter um blog que se faz com o coração. Cada vez que termino um livro e posto aqui. Ou que vejo um filme e compartilho é como parte do meu coração sendo posto para outros lerem. É por isto que vale a pena ter um blog. 

Pense sempre com o coração que o que você deseja de outras formas se bem feito, com certeza vingará!