Autora: Wendy Wunder
Título Original: The Probability of Miracles
Páginas: 288
Ano: 2017
Gênero: Romance 
Editora: Novo Conceito
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Campbell tem 17 anos. Ela não acredita em Deus. Muito menos em milagres Cam sabe que tem pouco tempo de vida, por isso quer viver intensamente e fazer tudo o que nunca fez, no tempo que lhe resta. Mas a mãe de Cam não aceita o fato de perder a filha, assim, ela a convence a fazer uma viagem com ela e a irmã para Promise - um lugar conhecido por seus acontecimentos miraculosos. Em Promise, Cam se depara com eventos inacreditáveis, e, também, com o primeiro amor. Lá encontra, finalmente, o que estava procurando mesmo sem saber. Será que ela mudará de ideia em relação à probabilidade de milagres?

Campbell é uma garota que trabalha no parque da Disney em Orlando, se apresentando como dançarina polinésia. Agora ela não faz mais isto já que seu corpo não permite, mas é o que sua mãe e seu pai sempre fizeram. Eles moram ali em um pequeno rancho. Na verdade, seu pai morreu e levou um pedaço de Cam com ele. 

Alicia, sua mãe e Perry sua irmã mais nova agora estão lutando todos os dias contra um câncer que está acometendo Cam. Sua mãe aposta em tudo que é notícia ou pessoa que apareça como um milagre para a cura da filha e Cam sabe muito bem que isto não será mais possível. Não mais agora. 

"Quando Cam abraçou a mãe e caminhou de volta para o quarto, percebeu que passaria o resto de sua curta vida fazendo as pessoas se sentirem melhor diante da perspectiva de perdê-la." P. 30

Promise é uma pequena cidade localizada no Maine. Lá as pessoas dizem que milagres acontecem e muitas outras dizem que na verdade nunca encontraram a cidade de verdade. E Alicia teimou que passar as férias de verão neste lugar seria o plano perfeito para ela e suas duas filhas depois de ouvir as maravilhas dos milagres. Cam sabia que precisava fazer aquilo pela mãe antes que fosse tarde.

Ao chegar em Promise tudo oque Cam viu foi uma cidade com pessoas queridas e que de nada mágico tinha. Mesmo que ao chegar tenha sido recepcionada por Asher, um garoto que perdeu seus pais de forma trágica e que mora sozinho em uma grande casa, que acabou alugando para a família de Cam.

"É incrível que os flamingos tenham pousado aqui, ok. Mas isso não tem nada a ver comigo. Eu só não posso dar este salto. As pessoas morrem. Filhotinhos morrem. Meu pai morreu. Com ou sem flamingos. Eu vou morrer. Mais cedo do que tarde." P. 147

Aos poucos Cam começa a sentir a melhor em seu corpo, as manchas roxas começam a sumir, ela consegue voltar a comer e parece que nunca houve nenhuma doença realmente. E toda a sua lista do Flamingo feita com a sua melhor amiga Lily, que prometeram cumprir antes do fim precisa ser cumprida. Será que existe milagre para quem não acredita neles?







"Cam, noite passada, você desistiu. De mim. De todas nós. E partiu meu coração. Não pude acreditar que você faria isso com a gente." P. 196








Quando a Novo Conceito lançou este livro eu imediatamente me interessei pela história, mas acabei conseguindo ler somente este ano. Na verdade eu o tinha na minha estante e fui deixando passar até que acabei pegando para ler e tendo uma grande e gostosa surpresa.

Não é de negar que a personagem de Cam tenha uma doença em estágio avançado. Nos primeiros capítulos isto já é bastante narrado e colocado como pano de fundo para todo o restante que vai surgir ao longo da trama. Toda a vida de Cam vai ser resumida sobre o antes da morte de seu pai e o depois e como é a vida também trabalhando na Disney.

O legal de tudo é que é uma história que mostra como elas atravessam o país em um trailer, buscando um milagre e visitando seus lugares favoritos até chegar nesta cidade. Promise é uma cidade pequena como qualquer outra, apesar de ser litorânea.

 


Mas é ali que as pessoas que acreditam em milagres vão e é onde Cam vai começar a viver novas experiências de vida, vai fazer novos amigos e vão surgir várias oportunidades. E o legal é que a autora conseguiu fazer uma trama bem colhida de modo que a vida na Flórida ficasse ligada com as férias no Maine.

"- É. Ser generosa é uma das coisas mais difíceis de ser no colégio, porque você fica tão apavorada por ser reduzida a si mesma que sempre fica de guarda. Mas não seja assim. Seja generosa e você vai ser diferente de verdade. Vai se destacar. Única e feliz." P. 238

Os personagens são tão meigos e simples e até mesmo as brigas em família sobre o que elas tanto queriam que Cam acreditasse em milagres e sobre todo o esforço que quem vive com uma doença sabe que precisa ser exigido. É um livro que parece mágica pelo fato de ser exposto ao belo e ao natural sem encher de coisas impossíveis.

E o final é tão lógico e tão cheio de esperança que foi impossível não suspirar e dizer que cada momento vale a pena.





Quando as coisas ficam difíceis a melhor estratégia é sempre fugir. Pelo menos é isto o que pensa Taylor, uma adolescente de 17 anos que está terminando o terceiro ano. Desde sempre, quando precisava encarar uma situação muito ruim que sabia que emocionalmente não daria conta, ela saía pela porta de casa e ia em alguma direção, sem pensar no que aconteceria mais tarde. 

A verdade é que ela sempre voltava para casa, já que seu querido pai entendia a sua menina, e o carro de alguma forma aparecia como mágica e a levava de volta para o conforto de sempre.

Agora chegou o momento das férias de verão e o que sempre foi programado em família é que todos se unissem e fossem para a casa no lago Phoenix para usufruir dos três meses inteiros. O problema agora é que depois da última vez, aos doze anos, Taylor não queria mais colocar os pés naquele lugar já que muita coisa ruim aconteceu e ela não tinha coragem de encarar a verdade.

O caos havia se instalado na vida de Taylor. Mesmo com seu irmão mais velho e sua irmã mais nova, o que mais doía é  que seu pai está doente. E a doença que apareceu do nada, com dores nas costas em um homem totalmente trabalhador e empenhado, agora estava tirando todas as suas forças. O que os médicos falavam não gerava nenhuma esperança e este verão seria o último com a família completa. Não teria como negar a ida novamente para a casa do lago.

Agora Taylor vai precisar enfrentar a dor e o sofrimento de uma doença cruel em sua família, rever seu antigo namorado e sua ex-melhor amiga. Tudo isto em um cenário que revela diversas memórias. O difícil vai ser lidar com tudo ao mesmo tempo.




Autora: Morgan Matson
Título Original:  Second Chance Summer
ISBN: 9788581636627
Páginas: 352
Ano: 2017
Gênero:  Drama
Editora: Novo Conceito
Livro cedido em parceria com o site Thunderwave.com









Os livros que a Novo Conceito lança tem um foco principal no público mais jovem, que todavia foca também em personagens mais jovens, em média a partir dos dezesseis anos. Dependendo do leitor isto pode parecer um ponto negativo mas não há razão para isto pois os livros não trazem situações infantis ou monótonas, pelo contrário, são coisas as quais muitas adolescentes passam nesta idade.

Pela capa que a editora escolheu e até mesmo pelas estrangeiras fica parecendo que a história é algo meio adolescente em relação a um namoro, uma história de amor e uma diversão sem fim. E é o contrário de tudo isto o que se passa neste livro. Claro, talvez a ideia da venda da história fosse esta e o que mais me cativou foi justamente a contraposição do que a capa prometia.

Taylor é uma personagem que cativa. Talvez para alguns leitores ela possa parecer frágil demais e que desiste fácil, mas eu consegui entender ela por todas as ações que ela agira, pois sei como é difícil encarar certas situações e como o fato de querer fugir para não encarar certas coisas parece a melhor situação mesmo que seja passageiro.

O enredo de um drama familiar com o pai sofrendo de uma doença grave e a família precisando encarar que será o último verão juntos é algo que mexe com o emocional, mesmo que a história não vá ficar mostrando cenas pesadas e de fazer chorar como livros mais focados em doenças. Pelo contrário, mostra a visão de uma família que tenta se manter unida e na esperança de dias melhores.

Isto também se resume na questão de Taylor enfrentar o fantasma do passado de ter abandonado seu ex-namorado e melhor amigo e também sua ex-melhor amiga, que claro, na época dos seus doze anos não era nada grandioso. Achei legal a abordagem da autora em relação ao namoro já que era algo mais inocente e ao mesmo tempo tão bonito.

A relação de amizade mostrada na história e como cada um tem sua forma de enfrentar seus medos é bem realista. Há capítulos em que ficava relembrando a mesma época e algumas cenas em que também enfrentei tal situação e me colocava no lugar da personagem. Algumas coisas sempre consideramos diferentes hoje, mas cada um contribuiu de uma forma a que a história se torne apaixonante e o final suficiente a querer mais.

Gosto de conhecer novas autoras e nisto a Novo Conceito sabe inovar sem decepcionar. Vale a tentativa da leitura.










Heidi é uma mulher que sempre lutou para conquistar as coisas que sonhou desde a adolescência. Na verdade não foi uma pessoa que tinha tudo imaginado, com seus planejamentos de carreira, casa, família ou uma família completa. Deixava tudo ir acontecendo conforme a vida corria. Diferente de sua irmã Elysius que já pensava em tudo antes mesmo de chegar na idade certa.

Os pais de Heidi eram um caso à parte. Sua mãe sempre as levou para passar os verões na casa de Provence, um local agradável onde as histórias sobre os milagres do amor eram contados e recontados até que elas gravassem tudo. Claro que as histórias ficavam na memória e a casa ficou marcada para sempre. Até o momento em que algo aconteceu e a mãe de Heidi sumiu por um verão inteiro sem dizer uma só palavra e voltar meses depois, como se nada houvesse acontecido.

Agora Heidi já podia contar com a sua carreira de confeiteira, com uma empresa de doces, um filho lindo de oito anos e um marido amoroso. O problema é que perda de seu marido e melhor amigo destruiu a sua vida completamente. Um acidente cruel o tirou dela e ela perdeu totalmente o rumo. 

Como fazer para retomar o rumo de todas as coisas quando a pessoa que mais se ama na vida foi embora sem deixar um adeus? Como sobreviver e ainda cuidar de uma criança que sente falta do pai? E agora uma missão ainda mais complicada surge: ir para a casa de Provence para cuidar do acidente que aconteceu por lá. 

Mas como ninguém imaginava muito do passado está lá para ser revisitado. O amor, a dor, a maravilha de novas descobertas estão prontas para serem vistas de novo em uma casa que sempre guardou tudo o que uma família uniu. O importante é voltar.



Autora: Bridget Asher
Título Original:  The Provence
ISBN: 9788581637600
Páginas: 368
Ano: 2017
Gênero:  Drama
Editora: Novo Conceito
Livro cedido em parceria com o site Thunderwave.com






 

Ao iniciar a leitura de Provence estava imaginando que poderia viver somente em um mundo francês, com a vida sobre uma casa no país da boa gastronomia e dos belos jardins. Não tenho um grande costume de ler sinopses em certos livros para não estragar as surpresas e com este não foi diferente. Assim quando percebi que havia muito mais do que somente este cenário primaveril, minha vontade de ler aumentou bastante.

Após a perda de uma pessoa muito querida em histórias, dá para notar o quando uma bela escrita demonstra em sentimentos tudo o que se desenvolve na narrativa. Dependendo de como é bem desenvolvido a leitura consegue transportar o leitor para um universo de emoção bastante influente como se o mesmo estivesse sentindo e passando por aquela experiência.

Em Provence, a forma como a autora tratou a perda do marido de Heidi faz com que um sentimento de afetividade cresça conforme a leitura vai sendo desfrutada e não no estilo de pena e sim como se viver daquela forma se tornasse uma dor lancinante. É uma forma de expressar em que quando perdemos alguém que amamos de uma certa forma nos perdemos também e assim é preciso de algum motivo forte para se reconectar novamente com o mundo sem a necessidade da culpa.

O mais importante neste livro é a mensagem a ser transpassada. A questão de como uma adolescente, sobrinha de Heidi, tem que enfrentar algo que não é bem visto por algumas pessoas também fortalece a união entre os personagens. O mais legal é ver que as atitudes não são impensadas e nada é como um milagre que cai do céu. São tomadas decisões bem coerentes e no fim eu pude perceber que na verdade a realidade é basicamente assim: nem tudo são flores.

É um livro lindo, que me conquistou e que marquei como um dos preferidos. É aquele tipo de livro para quem gosta de ver como se desenvolve as dores, perdas e como a luta contra tudo isto nem sempre é fácil e como cada um lida de uma forma diferente, da sua própria maneira.

Uma coisa legal também é como a autora termina a obra, o que também vejo em outros livros. É o epílogo, a forma de deixar em poucas páginas descrito como se passou tudo depois do “quase” final do livro, para que o leitor não fique imaginando como foi o resultado de tudo. 

Um livro básico para quem adora drama e gosta de refletir.








No século XVIII uma camélia rara estava sendo procurada pela Inglaterra depois que a última havia sido destruída no jardim da família real britânica. Em outro jardim a mesma camélia se escondia e uma pessoa sabia que precisava esconder aquela joia rara para que outras pessoas usufruíssem de sua beleza.

Agora, na década de 40, Flora precisa achar um jeito de ajudar seus pais a obter dinheiro, já que a padaria deles está indo mal e os cobradores estão aparecendo querendo o dinheiro das dívidas. Mesmo que seu sonho seja trabalhar com botânica, já que sempre passeia pelos belos jardins de Nova York, ela acaba aceitando um emprego como babá em uma mansão na Inglaterra onde mais tarde descobre que o que parecia ser um sonho na verdade é somente uma mentira para que descubra sobre uma flor rara e uma forma de como roubá-la.

A mansão Livingston é uma casa imponente. O Lorde Livingston mora com seus cinco filhos, mas agora precisa administrar a dor da perda de sua mulher, que amava os jardins de camélias e que também mantinha uma estufa em um dos quartos do sótão. O Lorde trazia as mais diversas flores de todos os cantos do mundo para sua felicidade, mas parecia que nada conseguia trazer o sorriso de volta depois que ela fora embora dos Estados Unidos. E agora a sua morte gerava um segredo imenso, deixando os filhos pequenos sozinhos, já que o Lorde se mostrava cada vez mais confuso.

Addison está comemorando um ano de aniversário de casada com Richard, nos anos 2000. Porém ela tem um segredo desde a adolescência e parece que ele não consegue deixar ela em paz já que um suspeito a está seguindo há muito tempo. Ela precisa sumir de alguma forma, mesmo tendo que deixar seu amor pela criação de seus jardins. E a oportunidade surge quando os pais de seu marido oferecem uma mansão no interior da Inglaterra para que passem o verão.

Assim, passado e presente se unirão para que um mistério seja desvendado. Uma mistura de amor, dedicação, medo e segredos enlaçados que farão um destino mudar completamente.



Autora: Sarah Jio
Título Original: The Last Camellia
ISBN: 9788581638355
Páginas: 304
Ano: 2017
Gênero:  Drama
Editora: Novo Conceito
Livro cedido em parceria com o site Thunderwave.com






 




Eu tenho a tendência de parecer suspeita em falar de uma nova obra de uma autora a qual eu sempre gostei bastante. E logicamente não é diferente com a Sara Jio. O primeiro livro As Violetas de Março já foi o suficiente para conseguir me entrar totalmente e depois com Neve na Primavera que tem o mesmo estilo de A Última Camélia, e então O Bangalô, fez com que ela entrasse com total certeza na minha lista de autoras favoritas.

Eu sou a favor de capas que chamem a atenção também. Lógico que a Novo Conceito conseguiu seguir o parâmetro da história e eu ficaria encantada se estas internacionais também fossem publicadas. Mas adoro quando o cenário dedicado à contar a trama é em uma mansão antiga, cheia de um mistério, com uma vida centenária, jardins exóticos, diversos cômodos e a decoração antiga bem delineada e destacada fazendo com que a leitora fique imaginando como é estar naquele cômodo sentindo a sensação, a emoção e o conforto. E é exatamente como a Sarah Jio faz na narração.

Quando uma autora também tem a tendência de utilizar o passado e o presente intercalados é preciso ter uma atenção especial para não se perder o foco, já que muita coisa pode ficar sem um final, mas nesta obra vê-se a vida de duas mulheres em diferentes épocas tendo que lidar com um sonho destruído e encarando um esforço para manter pessoas que amam em segurança. Adorei ver Flora passando pela época dos anos quarenta, conhecendo a mansão Livingston, a grandeza dos jardins detalhados, o estilo de vida dos filhos pequenos, até a forma como foi a viagem de navio dos EUA até a Inglaterra.

O mistério que é levado do início ao fim também é intrigante, mesmo que tenha sido mais leve do que nos outros livros da autora. Mas o suspense em volta do que aconteceu com a ex-mulher do Lorde gera um conteúdo histórico agradável e se você gosta de histórias de romance com uma pitada de drama vai gostar de ler este livro, já imaginando como Flora conseguiu encarar todos os desafios, que foi o que mais me marcou.

O final e a resolução do mistério foi bastante rápido, o que eu queria que houvesse mais e mais, porém foi satisfatório. Não há como não gostar dos livros da autora, pois você se apega aos personagens e eu adoro o estilo antigo da história.

Espero que a Novo Conceito continue publicando os livros da Sarah Jio, pois é como entrar em um paraíso, ir e voltar no passado e no presente e sempre querer mais e mais.







George é um menino de dez anos e seu irmão Theo tem nove anos. Eles são bastante amigos e geralmente fazem tudo juntos. Menos na escola em que estudam, já que George costuma ficar com o seu melhor amigo e evitar as confusões com o Carl, um garoto que adora provocar problemas e confusões e não tem nenhum tipo de educação.

Os irmãos ganharam um presente que amam demais: Goffo. O nome estranho vem do amor de sua mãe por um artista famoso, Van Gogh. Goffo é um cachorro louco e destrambelhado que foi adotado junto com seu irmão, mas que a avó deles resolveu ficar e adestrar para que se tornasse um cão educado, o que Goffo está longe de ser.

O pai de George já não tem mais sua mãe viva, mas seu avô casou novamente com uma senhora que fabrica apontadores sofisticados e cheios de animação, todos os tipos que as pessoas querem e está sempre tentando alegrar todo mundo, mesmo estando há pouco tempo na família.

Já a avó e o avô por parte da mãe dos meninos são mais rígidos. A avô é do tipo que somente com o olhar consegue deixar todo mundo com medo e fazer com que todos aceitem a sua opinião sem pestanejar. Mas também dá ótimas dicas e sempre ajuda na educação e no cuidado das crianças.

Isto sempre foi a vida feliz dos meninos. Até que sua mãe começa a apresentar sinais estranhos e as conversas sussurradas começam a acontecer, sem que George ou seu irmão possam participar. E aos poucos eles percebem que sua mãe visita sempre uma amiga que eles não conhecem, ou que está indo a um hospital para ver coisas. O que eles começam a pesquisar e descobrir é que a mãe que eles tanto amam e que brincam sempre com eles está doente e agora eles precisam lidar com toda esta dor e confusão.



Autora: Heather Butler
Título Original: Us Minus Mum
ISBN: 9788581637150
Páginas: 256
Ano: 2017
Gênero:  Drama
Editora: Novo Conceito
Livro cedido em parceria com o site Thunderwave.com








Esta é a primeira leitura que faço desta autora. Esta obra foi indicada em 2015 lá no exterior a diversos prêmios e preciso dizer que ela é bastante voltada para um público infantil e infanto-juvenil.
O nome que a Novo Conceito selecionou para o Brasil até dá uma deixa que é uma drama e se você for ler a sinopse até vai entender do que se trata o livro, mas posso dizer que a definição do nome real com tradução livre (Nós menos Mamãe) é muito mais tocante e bem mais focada no público ao qual é indicado.

Ao ler a obra dá para entender o conceito que a autora qui repassar. Não é mais um livro só sobre uma pessoa que fica doente e sim sobre como uma criança passa por esta experiência e como ela vê tudo isto sem os olhos que costumamos ver, ou melhor, sem pensar tanto nas consequências habituais.

Aos poucos em cada início de capítulo George conta alguma coisa sobre ele, sobre sua vida ou sobre algo aleatório e no capítulo vai mostrando o fato como se fosse um diário, narrando a história como se fosse mesmo uma criança contando, com sentimentos e sensações. É uma interação interessante para quem não está acostumada a ter este tipo de leitura, já que quando eu imagino uma história em que crianças enfrentam a lida de uma doença com alguém tão próximo, imagino algo complexo, cheio de falas e a obra é simples e ao mesmo tempo sensata.

A questão do cão não me pareceu muito que tenha sido focada diretamente no intuito da obra, acho que serviu mais para salientar o quanto um animal de estimação é importante para qualquer ser humano, ao dar apoio emocional, ao dar amor, carinho e atenção.

Não há muita coisa apresentada sobre a doença da mãe ou sobre tudo o que acontece. É bem leve e nada que vá fazer chorar. É só uma forma de mostrar o desembaraço da trajetória toda. O legal é ver a união familiar, dos amigos e das pessoas próximas. O quanto isto é de total importância em certos momentos.

É uma leitura para quem quer compreender mais o mundo infantil e infanto-juvenil mesmo. Fora isto, não há uma grande história a ser contada.



O Cemitério é o lugar onde os Desintegrados agora habitam tranquilamente após conseguirem fugir e se esconder por um bom tempo das garras dos que querem pegar os fragmentários para que as pessoas possam ocupar as partes de seus corpos. Na verdade, ser um desintegrado, o novo nome dado a um fragmentário é algo novo e estar no Cemitério realmente é só uma jogada, já que os Juvis sabem que eles estão escondidos no deserto do Texas, em todos aqueles aviões com Connor sendo o grande líder desde que conseguiu fugir do campo de colheita Happy Jack e fazer o mundo acreditar que ele está morto.

Risa Ward já não teve a mesma sorte no momento da fuga, sendo que na explosão o seu corpo foi danificado e ela não aceitou de forma alguma receber uma nova coluna de um fragmentado, ficando assim presa em uma cadeira de rodas. Já estava com seus dezessete anos e logo estaria fora da situação de ter medo de ser pega. Sua vida no cemitério ficara mais difícil pela questão da locomoção, mas continuava com sua jornada médica e não deixaria a causa por nada.

A questão é que agora um novo conceito estava se formando. A multiplicação de fragmentados através da criação e união de muitos corpos miscigenados estava criando algo surreal e a cobaia é Cam, um garoto com todos os tipos de pele. 

Lev escapou por muito pouco da explosão no campo de colheita, sendo que fez parte de quem resolveu explodir tudo. Mesmo que fosse um dos batedores que destruíram tudo, resolveu não morrer na causa, mas foi preso e obrigado a colaborar com ela. Isso antes de conseguir fugir para se tornar o herói de muitos jovens.

A verdade é que Risa Ward vai ser chantageada para colaborar com a causa de Cam, em que ser fragmentado é a coisa correta a ser feita, isto para não perder o seu grande amor Connor. Ao mesmo tempo em que Lev não aguenta mais ser visto como um salvador, eles irão lutar contra um governo que quer destruir e matar milhares de jovens, mas que não imagina que estes mesmos jovens são mais poderosos do que imaginam.


Autor: Neal Shusterman
Título Original: Unwholly
ISBN: 9788581638102
Páginas: 416
Ano: 2017
Gênero:  Ficção / Suspense / Distopia
Editora: Novo Conceito





 

Como não amar Neal Shusterman? Como não amar uma saga de distopia que coloca uma questão sobre aborto, dificuldades na adolescência e os problemas familiares em questão tudo em uma história eletrizante não somente em um livro, mas em quatro? 

É este fato que o autor conseguiu criar até agora em Fragmentados e na continuação Desintegrados. O que parecia estar até então já exposto em um só livro conseguiu se sobressair e ser elevado a uma potência de aventura e destaque ainda maior, que fez com que eu não conseguisse largar o livro até o término da leitura.

Este volume traz a consequência dos fatos ocorridos em Fragmentados, mostrando como a vida dos personagens principais de Risa, Lev e Connor continuaram e o que eles conseguiram conquistar após a saída de outros personagens importantes. Não é um livro que somente vai mostrar o que aconteceu como também vai dar a sequência a outros assuntos como a amizade, o amor, a rivalidade, a inveja e em temas também políticos.

É um tema bastante conflitante a questão em que se imagina que hoje pensamos em doar os órgãos após o falecimento de uma pessoa, mas em Desintegrados e na saga a questão é feita com a visão de que tudo seja feita em vida e abre um assunto mais abrangente sobre a questão do não aborto, mas a consequência após esta decisão, já que a fragmentação ocorre dos treze aos dezoito anos.
Não vão faltar cenas de ação como no primeiro livro, como também tem cenas calmas e explicativas sobre o que aconteceu anteriormente. Não é um livro que dá para ser lido sem a primeira parte mas termina como se não fosse imaginado uma sequência de mais livros, apesar de que a leitura faz com que este desejo aconteça.

Espero que a Novo Conceito continue a publicação da saga para saber o total desfecho da obra e dos personagens, os quais acabei me apegando de alguma forma, tanto pela luta e pela coragem, como pelo amor ao próximo.

Neal Shusterman sabe escrever para os jovens, mas consegue alcançar um público bem maior, já que não escreve de um jeito infantil e monótono. Pontos para ele.





Esta resenha pode conter spoiler dos livros Olho por Olho e Dente por Dente.

Quando tudo começou Lillia, Kat e Mary se uniram para planejar uma vingança contra algumas pessoas as quais tinham as magoado de alguma forma. O primeiro a sofrer as consequência foi Reevie, que com o sonho de ser atleta e um grande potencial foi drogado e sofreu um grave acidente que deixou sua perna machucada de uma forma que o tirou da jogada, literalmente. 

O segredo de Mary estava guardado com as amigas Kat e Lillia e tudo parecia estar dando certo. Até porque o que Reevie tinha feito não tinha perdão para nenhuma delas e Mary ainda tentava entender a real razão de muitas coisas estranhas acontecerem entre eles. Morar com a sua tia era estranho, já que ela parecia ficar cada vez mais maluca com o passar do tempo.

A próxima a pagar pelos seus atos foi Reenie, a garota totalmente popular e que passava por cima de qualquer pessoa que se colocasse em sua frente. De um jeito meio louco ela acabou descobrindo o que não devia e se perdeu em meio aos sentimentos de raiva. 

Agora depois do passar das festas de final de ano ninguém queria relembrar os fatos, mas Mary queria seguir com os planos. Kat e Lillia já começavam a se culpar por tudo aquilo e as amigas acabaram se separando com o tempo. Os antes amigos tinham sentimentos diversos e com segredos surgindo por trás dos panos e a verdade começando a aparecer, as amizades vão sendo desfeitas cada vez mais.

O problema é que a vingança vai ter que seguir até o fim e o maior segredo entre elas vai ser exposto a um nível que nenhuma delas conseguirá superar. Talvez a tia de Mary tivesse razão em estar enlouquecendo, mas para provar tudo o que houve e como houve, as amigas vão precisar se unir mais uma vez para encarar o mal que surgiu na Ilha Jar.



Autora: Jenny Han e Siobhan Vivian
Título Original: Ashes to Ashes
ISBN: 9788581634876
Páginas: 352
Ano: 2017
Gênero:  Romance / Drama
Editora: Novo Conceito
Livro cedido em parceria com o site Thunderwave.com.br








Até que enfim eu consegui ler a finalização da saga de Olho por Olho. Não aguentava mais esta espera maluca de basicamente três anos desde o lançamento do primeiro volume pela Novo Conceito. Até tinha perdido a esperança de que fossem publicar o último livro e como o segundo terminou de uma forma que me deixou completamente curiosa, terminar a saga era como uma questão de honra.

Já li livros separados das duas autoras desta saga e gosto da forma como elas escrevem. Geralmente são livros adolescentes ou Young Adult e mesmo assim elas fazem com que as histórias não sejam monótonas. Quando abri Fogo contra Fogo já estava esperando muita ação e vingança, devido aos acontecimentos finais do segundo livro.

Mas não foi isto que aconteceu. O livro ficou bastante morno. De início as autoras se focaram no acontecimento da morte de um personagem e como cada um estava lidando com esta situação. Depois disto vai sendo mostrado um pouco da vida de Kat, Mary e Lillia que de uma certa forma acabam se separando. Neste contexto novas coisas acontecem e parece que cada uma segue um caminho, até que um personagem acaba descobrindo algo que aí sim, fez com que a ação retornasse para a história.

O que acredito que tenha sido um pouco falho é que esta ação quase não dura. Foi aquilo que tanto esperei para ver acontecer. Achei que seria como um filme de ação vendo coisa voar, explodir, ver brigas e tudo o mais, mas é bem simples. Não é que não agrade. Agrada sim e dá conclusão para toda a história, mas queria mais e que fosse mais poderoso.

De qualquer forma a conclusão do livro foi muito legal, sem deixar pontas soltas e até que não ficou clichê como parecia que ia ficar. Pelo menos as autoras conseguiram colocar um tema diferente no que poderia ser só um livro sobre amizade e vingança.