Neste final de semana aproveitei e coloquei vários filmes em dia que estavam na minha lista. Já que ainda por cima teve um feriado, consegui assistir mais ainda, e meio que deixei minhas leituras de lado. Mas agora posso deixar umas dicas de filmes e o que achei de cada um.



FUJA
GÊNERO: Thriller / Terror
Ano: 2020
Duração: 1h e 39 minutos

Uma adolescente educada em casa começa a suspeitar que sua mãe esconde segredos sombrios.

Esperava com muita ansiedade por este filme, principalmente pela atuação de Sarah Paulson, que faz filmes e séries de uma forma inacreditável. O filme é meio que um suspense que aos poucos vai contando a história de uma mãe e filha que mostram se dar muito bem, porém a mãe demonstra um carinho e apego muito grande pela filha, de uma forma até possessiva demais.

Aos poucos a filha começa a descobrir diversos segredos e ao longo do filme acontecem coisas bastante previsíveis para quem já assiste a este tipo de filme. Lógico que o filme tem aquele quê de jogada psicológica, com o espectador torcendo o tempo todo para que dê certo, principalmente porque a filha é uma cadeirante, nunca sai de casa ou conversa com outras pessoas, mas muitas cenas são tão clichês que basicamente já se sabe o que vai acontecer o filme todo.

Eu imaginava algo diferente, uma história um pouco mais criativa com um enredo que chamasse mais atenção, a ponto que acabei ficando mais com preguiça do que tensa neste tipo de filme. Acredito que seja porque já vi séries e outros tipos de filmes exatamente do mesmo estilo.

Vale a pena assistir pela atuação das atrizes e pelo final que não foi tão básico assim, porém também não tão surpreendente. É um filme sem muita expectativa para os fãs de terror e suspense, mas que faz passar o tempo.



CABRAS DA PESTE
GÊNERO: Comédia
Ano: 2021
Duração: 1h e 37 minutos

Bruceuilis, um policial do interior do Ceará, viaja até São Paulo para resgatar Celestina, uma cabra considerada patrimônio de sua cidade. Na capital paulista, ele encontra Trindade, um escrivão da polícia que decide sair do marasmo de seu trabalho e ajudá-lo na aventura, mesmo não sendo sua especialidade.

Não sou basicamente fã de filmes de comédia, mas quando fico curiosa com algum eu me jogo. e neste foi mais pelo trailer que acabei assistindo do que por alguma indicação. E desta vez, ao meu ver, acertaram em cheio ao escolher Edmilson Filho e Matheus Nachtergale para os papeis principais. Logicamente o filme trabalha totalmente o tipo do nordestino arretado com o personagem de Bruceuilis, atuado por Edmilson, que é um policial faixa preta em diversas artes marciais e depois Trindade, que é somente um escrivão que acaba sempre se metendo em confusão.

No meio disso fala-se de uma cabra que é a heroína de uma cidade e que por causa dela os dois vão acabar se juntando para conseguir encontrar uma homem da máfia e tentar não morrer e não matar a pobre bichinha.


E olha que eu dei risada. O filme tem umas tiradas completamente engraçadas sem precisar fazer piadas sujas ou medíocres e trabalha na inocência dos personagens. Trindade tem medo de fazer todas as coisas e o seu parceiro acaba colocando ele em todo tipo de confusão.

É um filme que passa muito depressa e que de uma forma ou de outra estabelece uma relação de apego nas culturas ali mostradas. 




RELATOS DO MUNDO
GÊNERO: Faroeste/ Drama
Ano: 2020
Duração: 1h e 59 minutos

Um veterano de guerra que viaja de cidade em cidade lendo as notícias faz uma perigosa viagem pelo Texas para levar uma garotinha órfã até seu novo lar. Assista o quanto quiser. O vencedor do Oscar Tom Hanks e o diretor Paul Greengrass (Capitão Phillips) se reencontram neste faroeste rústico.

Como explicar um filme assim? Em primeiro lugar se você não gosta de filmes que vão contar uma história de forma mais parada, do início ao fim, que não é tão cheio de cenas de adrenalina, talvez este não seja o tipo de filme que vá te agradar.

Relatos do Mundo é o tipo de filme que trabalha cenários lindos, momentos de reflexão, histórias de um passado baseado em fatos reais e mais cenas onde o que basicamente se mostra naquele momento é um contexto geral do que o homem e a humanidade estavam criando em um lugar complicado dos EUA.

Kit é um ex soldado do exército que após perder a sua esposa depois de anos lutando durante a guerra civil, decide que vai sobreviver indo de cidade em cidade e ler para as pessoas as notícias dos jornais. Porém durante umas das viagens ele encontra uma garotinha que foi roubada de seus pais assassinados por uma tribo de índios, que viveu com eles por mais de seis anos, e que agora precisa levar ela de volta para o que sobrou de sua família.

A partir daí eles vão criar um vínculo emocional, sem conseguir se comunicar, já que não falam a mesma língua e ele precisará protegê-la de diversos perigos. A questão é que o que importa neste filme além do que acontecia na época, é a visão da colonização, o resultado da guerra civil, como o sul tratava os negros e como as pessoas desejavam estar ali, mesmo que soubessem que estavam em condições terríveis.

O filme é de uma dádiva de ensinamentos. A garotinha que não quer largar sua alma indígena, mesmo sabendo que é uma garota com sangue alemão, e um capitão que quer que ela seja aquilo que ela não é.
Aos poucos os dois vão aprender juntos a saber que diferenças podem ser transpostas.

O cenário é tão lindo e mesmo assim tão destrutivo que pensei várias vezes como a humanidade foi destruindo a natureza aos poucos. E é por isso que indico demais este filme, pela reflexão de amor, guerra, e necessidade de achar o seu lugar no mundo.


Bom, todos estes filmes se encontram na Netflix e logo volto com mais ideias para você!



Para quem lê ou leu algum livro da autora Kristin Hannah e gostou, já pode ir se preparando, pois em fevereiro vai estrear na Netflix uma série sobre dois livros que são um a sequência do outro e dão vida à história de duas amigas.

O primeiro livro foi lançado aqui no Brasil pela Editora Arqueiro com o mesmo título da série e a continuação foi lançada pela editora Novo Conceito com o nome de Por Toda a Eternidade. A história fala sobre a amizade de Tully e Kate desde a infância até a fase adulta e por tudo o que cada uma delas passa.

    AMIGAS PARA SEMPRE
Estreia na Netflix em 03/02/2021




Aos 14 anos, Tully Hart era linda, alegre e popular. O que ninguém imaginava era o sofrimento que ela vivia: nunca conhecera o pai, e a mãe, viciada em drogas, costumava desaparecer por longos períodos.

Mas sua vida se transformou quando ela se mudou para a alameda dos Vaga-lumes e conheceu Kate Mularkey. A garota era inteligente, compreensiva e tão amorosa que logo fez Tully se sentir parte de sua família.

Ao longo de mais de trinta anos, Tully ajudou Kate a descobrir a própria beleza e a encorajou a enfrentar seus medos, enquanto Kate ensinou Tully a enxergar além das aparências e a fez entender que certos riscos não valem a pena.

As duas juraram que seriam amigas para sempre. Essa promessa resistiu ao frenesi dos anos 1970, às reviravoltas políticas das décadas de 1980 e 1990 e às promessas do novo milênio, até que algo abalou a confiança entre elas.


Será possível perdoar uma traição da melhor amiga? Neste livro, Kristin Hannah nos conta uma linda história sobre duas pessoas que sabem tudo a respeito uma da outra – e que por isso mesmo podem tanto ferir quanto curar.



Fico na dúvida se a série vai mostrar também a continuação do livro, pois tem bastante história pela frente e também posso dizer que a história dói demais. É aquele tipo de amizade para toda a vida e que tem tanta história e reflexões que eu levo os dois livros como uma dica para muita gente. Acho que são duas obras muito importantes da autora.


Espero que a Netflix tenha ou colocado as duas obras juntas nesta temporada ou façam duas temporadas sobre os dois livros. 


Caso queira ler mais sobre cada obra, tem a resenha de Amigas para Sempre aqui e Por Toda Eternidade aqui


E um pouco mais no trailer abaixo.





Vou ficar torcendo para ser uma série digna e mais fiel ao livro!

                       


E depois de ler tantas coisas boas a respeito desta produção nacional, não poderia estar mais do que satisfeita em vir escrever sobre ele.

FILME: Tudo Bem no Natal que Vem

NOME ORIGINAL: Tudo Bem no Natal que Vem

NACIONALIDADE: Brasil

DURAÇÃO: 1 horas e 41 minutos

ANO: 2020 

GÊNERO: Comédia

Sinopse: Jorge sofre um acidente na véspera do Natal e acorda um ano depois, sem lembranças do que ocorreu nesse período de tempo.

E como sou uma pessoa bastante sincera, preciso dizer que não sou uma mega fã de produções brasileiras. Antigamente sempre via as produções como algo que puxava demais para a sexualidade ou filmes muito exagerados. Agora, tenho visto que há alguns poucos anos o cenário mudou e isto pela minha visão, claro.

Depois de ter me alegrado e refestelado com Bom Dia, Verônica, chega o filme Tudo Bem no Natal que Vem e me deixa com um gosto de quero mais em produções que estão colocando o Brasil em maior visualização. Claro que posso citar mais várias produções, mas vamos nos focar neste filme que acabou encantando o país e vários outros pelo mundo.


Em primeiro plano Leandro Hassum. O que este ator e comediante sofreu por acreditarem que ele não era mais engraçado depois de ter perdido peso. E muita gente ainda acha que ele não é mais engraçado mesmo. Mas ao representar o papel de Jorge, um pai de família tradicional que faz aniversário no dia de Natal e desde sempre odiou esta data, mostra que sua versatilidade e humor conseguem superar estas críticas.

Jorge é o tipo de pessoa que realmente sofre com a data, já que todos que fazem aniversário próximo de uma data tão comemorativa nunca conseguem fazer festa, os amigos nunca estão para festejar ou então nunca vai haver dois presentes. Quem aí já não passou por isto e faz aniversário perto de alguma data?

E tudo começa assim, mostrando como ele nasceu, cresceu e passou por momentos em que o fez odiar esta data. Após isto, com a família já formada, a cena parte para a véspera de Natal, no dia 24 de dezembro, onde além da esposa e filhos, acabam indo para a ceia o cunhado, a sogra e demais familiares.


É uma típica cena de Natal. Quem não conseguir se reconhecer nesta cena deve ter algo muito estranho no ambiente familiar. Ou melhor, qual família brasileira consegue ter um Natal sem qualquer tipo de discussão? Ou ter todo o tipo de entretenimento de todas as pessoas?

Mas é depois de um acidente que o filme começa a mostrar a realidade da mensagem. Quando Jorge sofre um acidente e todos os Natais começam a se repetir, porém com datas passando. Assim ele vai vendo todos os anos passando sem que ele possa mudar nada.

E o filme faz rir. O jeito de Leandro Hassum é muito engraçado. Ele tem aquele jeito natural de faz piada e não tem piada forçada. Parece que é tão natural que é como se ele tivesse já nascido com aquele roteiro. 


Mas o verdadeiro valor do filme, mesmo que seja um filme de comédia, é a intenção que ele passa. Nossa, tem momentos em que é quase impossível não chorar. Sabe quando em certos momentos você se pergunta por qual motivo a gente reclama tanto o ano inteiro e depois na noite de Natal fica agradecendo e desejando o melhor para as pessoas? Sim, é isto o que o filme mostra.

O que importa é que nunca se deve desistir, nunca se deve deixar passar momentos importantes, nunca devemos reclamar do que temos. E que por mais complicado que cada família seja, o melhor de tudo é que estar junto com quem quer que seja, este momento deve ser valorizado.

E nisto o filme consegue fazer bem. Demonstrar que mesmo em momentos difíceis ou quando optamos por ações que depois iremos questionar, sempre haverá amigos ou família ao nosso lado. E acredito que é por isto que o filme fez tanto sucesso. Por não ser somente algo para fazer rir, mas também para fazer refletir.

Espero que a Netflix continue dando estas oportunidades aos atores brasileiros e que as produções se tornem mais valorizadas e quebrem paradigmas e preconceitos como os meus. Super recomendo este filme, antes e depois de qualquer Natal. 



E vamos para mais uma comédia de dança adolescente que chegou no catálogo da Netflix. Para quem gosta de filmes no estilo Ela Dança, Eu Danço, pode chegar que é bem nessa jogada.

FILME: Dançarina Imperfeita

NOME ORIGINAL:  Work It (Trabalhar)

NACIONALIDADE: Estados Unidos

DURAÇÃO: 1 hora e 33 minutos

ANO: 2020 

GÊNERO: Comédia


Uma aluna brilhante e estabanada topa tudo para entrar na faculdade que o pai frequentou, incluindo se transformar em campeã de dança junto com os amigos desajustados.


Já vou começando sendo direta para não iludir ninguém. O filme grita totalmente para o famoso clichê. É clichê e mais clichê em todo o roteiro, do início ao fim e é isso que você pode esperar. Pronto. A partir deste momento em que você sabe que o que vai assistir é aquilo que já viu em todo tipo de filme adolescente com música e romance, pode jogar a crítica total de lado e aproveitar o que o filme tem a oferecer.

Primeiro que ele foi produzido por Alicia Keys e aí já vale pontos. O que mais agrada também é a questão do elenco que daí eu conhecia a famosa youtuber conhecida como Liza Koshy, que aqui vai ser a melhor amiga de Quinn Ackermann, personagem interpretada pela garota completamente sem noção de dança de Sabrina Carpenter.

Outro ator que conheço que fez o segundo filme de Para todos os garotos que já amei: P.S. Ainda amo você é o Jordan Fisher, que aqui vai ser o professor de dança. E no restante vai ter muita gente engraçada e cada um com sua peculiaridade total. E essa é a graça da coisa toda.


A história é que Quinn quer muito entrar na universidade de Duke, porém ela precisa ter alguma coisa diferente que chame a atenção deles. Assim, ela resolve mentir que faz parte de um grupo de dança e que participa da competição anual. O problema é que a pessoa com quem ela está fazendo a entrevista de admissão diz que ela só vai conseguir entrar depois que for vista neste concurso de dança. 

Só que ela não sabe dançar absolutamente nada. E isso é mostrado quando a melhor amida dela tenta ensiná-la algumas coisas. E não somente isto, é necessário que seja apresentado em equipe. A partir daí o que ocorre no filme é Quinn e sua amiga correndo atrás de pessoas que queiram participar do time e indo atrás do professor para montar a coreografia.

Claro que também não podia faltar o outro lado, que é uma equipe que sempre ganha esta competição e que vai querer dar tudo para ganhar novamente. Lógico, o clichê.


A partir daí são cenas de danças, ensaios, frustrações e dramas. Claro que tem aquela pequena participação de um romance, que precisa acontecer para fazer dar aquela animada maior entre os personagens principais e também as cenas de humor que a Liza sabe fazer muito bem. 

Eu fico pensando como conseguiram pegar uma atriz que fosse realmente tão ruim de dança. Pois se alguém sabe dançar, imitar alguém que não sabe deve ser bastante difícil. E Sabrina Carpenter é muito ruim na dança. Mas ganha no carisma e no jeito com que trata todo mundo. Há algumas cenas de humor pesadas que eu dei risada e depois fiquei pensando que parecia muita maldade, mas no conjunto é para realmente demonstrar no quão eles estavam em apuros na questão qualidade de dança.



Não é um filme cheio de teorias da conspiração ou algo difícil de entender. Mas é legal para passar o tempo e aquecer o coração. E dar boas risadas, por que não?


Estava procurando coisas aleatórias para assistir na Netflix, já que tinha terminado tudo o que queria e me dei de cara com este reality.

FILME: Sunset Milha de Ouro

NOME ORIGINAL:  Selling Sunset (Vendendo Pôr do Sol)

NACIONALIDADE: Estados Unidos

DURAÇÃO: 8 episódios / 40 minutos cada 

ANO: 2020 - 3ª Temporada

GÊNERO: Reality Show


Selling Sunset é um reality show americano na Netflix. A série foi ao ar pela primeira vez com oito episódios em 21 de março de 2019. Ela gira em torno de propriedades residenciais de alto padrão em Los Angeles comercializadas pela corretora de imóveis do Grupo Oppenheim.
Eu não sabia o que esperar deste reality. Eu achava desde o início que era algum tipo de corrida para ver quem mais vendia ou quem melhor tinha a estrutura de marketing para vender casas milionárias em Los Angeles. Seria algum tipo de quem mais fizer, ganha. Na verdade é bem diferente disto.

Sunset Milha de Ouro é um reality baseado na corretora de imóveis localizada na cidade dos anjos, Los Angeles, e é propriedade dos irmãos gêmeos Jason e Brett. Os imóveis vendidos lá são somente de luxo e as corretoras trabalham diariamente pra vendê-las.

E foi aí que acabei me encantando. Eu adoro ver casas por dentro. E imagina quando dá para ver as casas de luxo? Claro que eles mostram cada parte da casa, o valor, o número de quartos, banheiros, e a comissão que a corretora vai ganhar. Mas além disto mostram também a parte difícil que é deixar a casa desejável para o cliente. Muitas vezes as casas chegam precisando de reformas, ou então a oferta que os clientes querem é alta demais.


E lógico que há bastante drama. Eu assisti quando já havia duas temporadas disponíveis na Netflix, já que eles gravam por cerca de cinco ou seis meses, param uns dois meses e voltam a gravar. Imagina um grupo de mulheres trabalhando juntas em um ambiente acirrado? Claro que tem que ser um pouco forçado por ser um reality, então precisa ter algo que prenda e por mim já seria o suficiente só ver as casas e como é todo o processo de venda, de ver os clientes visitando, as open houses e tudo o mais.

A questão é que elas brigam. E muito. Algumas delas são bem humildes, porém outras já tem uma personalidade bem mais forte e gostam de já falar tudo na cara. É um estilo de novela mexicana de ricos, por assim dizer.

O legal é ver como a corretora trabalha forte no mercado e como eles são fortemente reconhecidos. Na segunda temporada o desafio é de vender uma casa no valor de $43.000.000,00 de dólares. Isto mesmo. Parece loucura, mas é uma casa de 43 milhões de dólares, o maior valor que a corretora já vendeu e eles mostram o processo de construção e de divulgação.



Dia 07 de agosto de 2020 estreou a terceira temporada, que eu já maratonei. Esta se passou pelo tempo do ano passado, inclusive mostra a parte do divórcio de Crishell Stause e do ator Justin Hartley que ocorreu em novembro do ano passado e que pegou todo mundo de surpresa, inclusive ela, pois todo mundo ficou sabendo através do TMZ. Esta temporada mostra como todos ficaram sabendo e um pouco dos motivos do que aconteceu.

Porém esta temporada eu achei um pouco mais fraca em relação à venda das casas. Eles já tinham negócios encaminhados logicamente, e também estão com uma casa muito valiosa para vender, o que está causando muitas brigas e desafetos.





Mas acredito que eles focaram muito nos dramas. Acho que esta terceira temporada parece muito mais com Keeping Up with the Kardashians do que o foco nos imóveis em si. Como houve também a questão da pandemia, eles ficaram sem gravar todo este tempo, então provavelmente para uma nova temporada vai demorar bastante para que eles gravem um novo material e voltem a lançar na Netflix.

Tem havido uma ótima aceitação nos Estados Unidos e em outros países. Tanto que chegou até a terceira temporada e ainda não se pensa em cancelamento. 

Aqui segue o trailer da terceira temporada:






Assim, para quem gosta de ver imóveis luxuosos e dou uma dica, tem uma casa toda decorada em estilo Versace que é linda, vale a pena assistir. Se você gosta de decoração, arquitetura e drama, está aí a sua chance!

Em 2018 a TNT lançou uma série baseada nos livros do autor Caleb Carr, um autor historiador que tem diversos livros publicados baseados em suspenses investigativos.
A Netflix logo em seguida também fez o lançamento, já que possui também o direito para a divulgação internacional. 

A primeira temporada ainda está disponível na Netflix e foi um sucesso imenso de público, já que trata sobre um serial killer que mata crianças de rua, especialmente meninos de uma forma cruel. É a partir deste enredo, baseado no primeiro livro do autor, denominado The Alienist, que os personagens de Laszlo Kreizler, que é um psicólogo criminal, naquela época conhecido como alienistas, o John Moore, um ilustrador do New York Times e Sara Howard, uma secretária de polícia vão se unir para tentar desvendar quem é o assassino.


A primeira temporada tem um total de 10 episódios e termina de uma forma natural, sem deixar pontas soltas.

E eis que para minha surpresa é anunciada depois de dois anos a segunda temporada da série, baseado em outro livro do autor: O Anjo das Trevas.

Desta vez a história vai se basear na questão sobre o paradeiro da filha de um diplomata às vésperas de uma guerra hispano-americana. Lembrando que o primeiro livro se passa nos anos de 1896. Agora a senhorita Sara, interpretada pela Dakota Fanning tem sua própria profissão como investigadora particular e juntos do psicólogo e do ilustrador vão encontrar uma mulher misteriosa que pode ser a ligação com tudo o que está acontecendo.

Aqui o livro do autor foi publicado no ano de 2000 pela editora Record, e como o primeiro livro também foi publicado com a capa da série pela Única Editora, pode ser que a mesma venha a adquirir os direitos e republicar novamente aqui no Brasil.

Edição Publicada em 2000

E A DATA DE ESTREIA?
Para quem está ansioso para saber sobre a data de estreia aqui no Brasil, vamos ter que esperar um pouco mais. A TNT vai distribuir nos Estados Unidos em julho e a Netflix vai fazer a distribuição internacional no mês de setembro deste ano.

Abaixo o trailer mais enigmático e no estilo de suspense que confere o título de sucesso para a saga.






Fico pensando por qual razão demorei tanto para assistir a esta minissérie da Netflix. Eu coloquei tantas vezes para ver e depois mudava de ideia. Depois de ter terminado ontem de ver, me sinto muito diferente.

FILME: Godless

NOME ORIGINAL:  Godless (Sem Deus)

NACIONALIDADE: Estados Unidos

DURAÇÃO: 7 episódios / 1 hora cada

ANO: 2017

GÊNERO: Faroeste


Frank Griffin (Jeff Daniels) é um fora-da-lei que aterroriza o Novo México à procura de Roy Goode (Jack O'Connell), seu antigo parceiro transformado em inimigo mortal. Enquanto Roy se esconde no rancho de Alice Fletcher (Michelle Dockery), a busca incessante de Frank o leva até a pequena cidade de La Belle — cuja população é inteiramente formada por mulheres.
Imagine uma cidade minúscula, nos anos de 1884, no cenário desértico do Novo México, onde muitas pessoas vivem da exploração de minérios. Assim é o começo de uma história. Porém, La Belle deveria ser assim se não fosse pela questão de que a mina onde todos os homens sãos da cidade trabalhavam tivesse explodido, matando a todos.
Agora somente as mulheres viviam nesta cidade, cuidando de idosos e crianças, em meio ao caos de uma terra sem lei.

Por outro lado um homem que está em busca de seu filho de criação, após ter sido traído pelo mesmo. Um homem que não tem o mínimo de pena e que é capaz de matar uma cidade inteira se souber que alguém o está escondendo ou encobertando. 

E é quando Roy Goode, o traidor, filho do aterrorizante Frank Griffin, aparece em uma noite no rancho de Alice, machucado e desnorteado, que a história começa a pender para uma caçada mortal e colocando todas as mulheres de La Belle rumo à morte.


Em primeiro lugar não há como negar que a produção de Godless foi extremamente bem feita. Quantas vezes me imaginei naquele lugar totalmente sem fim, seco, árido e parecendo não demonstrar esperança alguma e me vinha um completo desespero. O tempo todo o cenário é muito aparente, desde as casas sem muita estrutura, até tudo o que eles conseguiram montar desde que chegaram ali, há poucos anos.

Não é somente a cidade de La Belle que aparece na história. Logicamente que para se fazer um contexto, diversas outras pequenas cidades vão aparecer, fazendo jus a como uma vida começou a ser montada no lugar, mesmo que ao olhar parece que a cidade não tenha mais do que duas quadras de distância no total.


A tendência na história em si é claramente a questão da vingança entre o personagem de Frank ao encontrar Roy. Aliás o elenco foi uma das melhores escolhas. Na questão das mulheres, trabalhar os perfis mais frágeis e também os mais fortes, que precisam se defender a qualquer custo, trouxe a personagem de Alice e de Mary como uma dádiva na história, além de outras várias.

Frank, aqui interpretado por Jeff Daniels, conseguiu fazer transparecer um homem que foi massacrado durante a infância, mas que conseguiu crescer e aparentemente se tornar alguém que não deixava transparecer a dor, mesmo que estivesse enraizada dentro dele. A interpretação tanto do ator quanto da personagem de Mary rendeu aos dois um prêmio de atores coadjuvantes no Emmy.

A série se tornou extremante popular e aceita pelo público. Mostrou a verdade que era viver no oeste, como as dificuldades existiam, as diferenças entre as pessoas e como realmente parecia uma terra sem Deus. Roy Good foi a peça chave para a trama ter uma consistência entre toda a violência do velho oeste com a união e a necessidade das pessoas em se unirem.


Para quem gosta de tiroteios, caçadas, cenários totalmente vazios a perder de vista, aquelas vestimentas antigas e um pouco de história sobre índios e como foi a conquista dos territórios, então vai gostar da minissérie. 

Ainda fico pensando em como as pessoas conseguiam sobreviver em épocas mais remotas e em certos lugares, pois depois do que vi em Godless, tudo que eu sempre imaginava que seria foi por água abaixo. Acredito que não há nada melhor do que poder chegar o final do dia e tomar um banho com tranquilidade.

 
Infelizmente apesar do sucesso gigantesco da minissérie, ela foi feita para ter somente uma temporada e tudo se encaixa perfeitamente. Não que uma continuação fosse ser ruim, pois havia ganchos para isto, mas a opção e a programação era somente de uma temporada.

No IMDb a crítica deu uma pontuação de 8,3/10 e no rotten tomatoes a aprovação é de 85%, o que mostra que a série realmente foi um sucesso. Que sirva para mais produções do gênero!

Olha que eu não sou a pessoa mais fã do mundo para filmes de comédia e na verdade nem sabia de início que era este gênero. Confesso que assisti somente por causa do Sam Clafin mesmo e será que valeu?

FILME: Um Amor, Mil Casamentos

NOME ORIGINAL:  Love. Wedding. Repeat 

NACIONALIDADE: Reino Unido/ Itália

DURAÇÃO: 1 hora e 40 minutos

ANO: 2020

GÊNERO: Romance/ Comédia


Um Amor, Mil Casamentos apresenta diferentes versões de um mesmo dia que se repetem para Jack (Sam Claflin). Ele terá de lidar com diversas confusões com uma ex-namorada, seu melhor amigo, um convidado com um segredo e um romance em potencial na festa de casamento de sua irmã.
Uma informação para quem não sabe é que este filme é um remake de uma versão francesa que foi adaptada no ano de 2012, denominada Plan the Table. e que a Netflix acabou adquirindo os direitos e refazendo novamente. Como eu disse, não sou de assistir este tipo de filme, mas é sempre bom sair da mesmice, apesar de que eu até esperava aquele filme água com açúcar após ter visto Como eu era antes de você. Este filme é bem diferente de qualquer lágrima caída.

O cenário nada mais é do que um casamento na Itália, da irmã de Jack, personagem de Sam Clafin, onde vão ter diversos personagens diferentes, cada um com a sua peculiaridade e com o seu "problema" pessoal a ser enfrentado. Até aí estaria tudo certo se não fosse que o diferencial está em ver que a mesma versão do casamento acontece diversas vezes para ver como uma mudança pode fazer com que as coisas possam reverter o final de tudo.


Então vamos para a questão do filme e sua história em si. Não é uma história complexa ou difícil de entender. Bem longe disso. Na verdade a sinopse do filme já conta tudo o que acontece. Jack está tentando durante o casamento conquistar a melhor amida da irmã, Dina, já que eles se encontraram durante uma época e quase tiveram um affair. 

Ao mesmo tempo, a ex-namorada de Jack também foi convidada e levou o atual namorado, que tem um complexo de inferioridade enorme pelo tamanho de suas partes íntimas e tem um breve ódio por Jack. Enquanto isto, o melhor amigo de Jack tenta fazer de tudo para que um grande diretor de cinema o note e o outro amigo é um dos caras mais chatos que existem no quesito conversar com pessoas e não deixa ninguém paz.

Tudo isto faz com que acabem sentando na mesma mesa, ao par que um ex-namorado da noiva aparece com um segredo que vai terminar com o casamento e Jack precisa fazer com ele ele não se aproxime do noivo de jeito nenhum.


O envolvimento dos personagens é ótima. Sam Clafin tem umas caras e um jeito muito engraçado para lidar com cada situação. Sem contar que a cada fase do casamento em que acontecia uma coisa eu ficava pensando que é realmente assim que acontecem nas ocasiões especiais, pois sempre tem aquele que bebe, aquele que tenta fazer graça, aquele que enlouquece todo mundo.

O filme em si não é uma obra de arte que merece uma salva de palmas, mas tem seu estilo de fazer rir pela forma como escolhe a interação dos personagens com cada momento. São todos adultos e ao mesmo tempo todos cheios de culpas e medos e querendo provar alguma coisa e isto tudo acaba acontecendo ao mesmo tempo.


O filme aparentemente não agradou muita gente e o mesmo teve uma aprovação de 5,5/10 na IMBD. Vi muitas pessoas falando que acharam o filme ruim e que esperavam mais. Porém é como falei, a espera de mais pelo filme vem sobre a questão do ator e sobre a perspectiva de que teria que superar o filme Como eu era antes de você, o que logicamente não chega perto.

Mas para um leve momento de descontração é engraçado, com dúvidas existenciais, e todo aquele script de comédia e romance. Aliás romance é algo que pouco acontece neste filme. O que me agradou realmente foi ver diferentes versões do mesmo momento e não um filme que tenha início, meio e fim simplesmente.



Para todos os efeitos, não vá superestimar o ator ou a produção, mesmo que o cenário seja lindo. Não dá para pedir que somente um ator segure o filme todo e neste quesito acredito que Um amor, mil casamentos não precisou que Sam o fizesse. Voilá!

Quem é fã de suspense sabe que Harlan Coben tem muitos livros escritos e é best seller nesta área. Eu já li vários livros dele, inclusive este que foi publicado aqui no Brasil pela Editora Arqueiro. Quando vi que ia sair em formato de série não podia deixar de assistir.

SÉRIE: Não Fale com Estranhos


NOME ORIGINAL:  The Stranger (O Estranho)

NACIONALIDADE: Reuno Unido

DURAÇÃO: 8 episódios / 1 temporada

ANO: 2020

GÊNERO: Suspense/ Drama


Quando segredos obscuros vêm à tona, o pai de família Adam Price (Richard Armitage) parte em uma busca desesperada e implacável pela verdade sobre todas as pessoas que têm algum nível de proximidade com sua vida.
Adam Price é casado com Corinne Price e eles tem dois filhos adolescentes. Moram em uma área privilegiada da Inglaterra, sendo que Corinne é professora de uma grande escola e Adam é advogado. É aquela típica família perfeita que tem uma casa enorme e parece ter uma vida feliz e agradável, com vizinhos felizes e tudo parece estar sempre lindo e maravilhoso.

Lembro de ter lido o livro e ficado surpresa com tanta inteligência do Harlan Coben em fazer aquela história. Teve um grande envolvimento de personagens e muita ação envolvida e mesmo no final eu fiquei tão perplexa que acabei esquecendo, depois de dois anos de ter lido a obra, do restante do livro, menos do final.

Assim foi incrível eu começar a assistir o seriado. Tudo se inicia quando uma estranha aparece e conta um segredo para Adam sobre a sua esposa e intrigado com aquilo ele começa a ir atrás das provas e descobre que é verdade. Ao conflitar a esposa ela pede alguns dias para contar a verdade e a partir daí ela some e todo o mundo de Adam vira de cabeça para baixo, pois ele precisa descobrir onde está a sua mulher.


Ao mesmo tempo, um incidente acontece e uma investigadora policial entra na história para tentar entender como uma festa em um final de semana foi resultar em um adolescente em coma no hospital e outros casos acabam se juntando a esta investigação, inclusive o de Adam.

Esta estranha começa a aparecer para várias pessoas e contar segredos como uma forma de conseguir dinheiro, porém para alguns ela só deseja revelar a verdade para que elas parem de sofrer e serem enganadas. Só que Adam começa a investigar conexões com diversas pessoas e começa a descobrir uma rede bem maior de segredos e mentiras do que ele poderia imaginar.


Não dá para negar em momento algum que os produtores fizeram um ótimo trabalho nesta produção. A todo momento há a jogada de algum tipo de segredo na história que vai fazer com que alguém descubra que foi enganado por pessoas que conheciam ou que aparentemente tem ligação com algum tipo de chantagem de outras pessoas.

Quando parece que algo vai se resolver, o capítulo termina e recomeça com aquela agonia de quem quer saber de uma vez como aquilo tudo começou e como que as pessoas que mais tentam esconder os seus segredos geralmente mal sabem que estão totalmente expostos em um piscar de olhos.

É um jogo de gato e rato o tempo todo e não é nada cansativo. O envolvimento de vários personagens diferentes que ao mesmo tempo acabam nem sequer se conhecendo enriquece a trama e mesmo assim consegue trazer para a parte do outro lado da história mais sentido ainda.


O cenário é bem típico inglês e a fotografia agrada bastante. Dá para conhecer bastante coisa para quem gosta do estilo britânico dentro do enredo, já que no livro que foi originado a série, a obra se passa nos Estados Unidos, especificamente em Nova Jersey. 

Também gostei dos atores, principalmente dos adolescentes que aparecem. O estilo de atuação foi bastante convincente. Adam Prince, aqui interpretado por Richard Armitage, em alguns momentos me deixava na dúvida com o que estava sentindo, mas aos poucos fui percebendo que ele tinha mais aquele ar sério e contido.


No fim, a acerto em escolher esta obra para adaptação foi excelente. Consegue convencer do início ao fim, não deixa ficar morno ou esfriar e ainda dá um enredo para que haja uma segunda temporada, o que creio que não teria necessidades, sendo que tudo foi muito bem explicado.

Várias obras de Harlan Coben foram adquiridas para adaptação. Se continuar neste ritmo, o sucesso vai ser garantido.


E eu estava esperando ansiosamente pela data de lançamento de Freud. Não houve uma questão de publicidade gigantesca sobre esta série, mas só por se tratar de Freud e ser uma série sobre ficção e terror eu já tinha deixado agendado a data para assistir. E não tenho o mínimo de arrependimento.

SÉRIE: Freud

NOME ORIGINAL:  Freud

NACIONALIDADE: Áustria/Alemanha

DURAÇÃO: 8 episódios / 1 temporada

ANO: 2020

GÊNERO: Suspense/ Terror/ Drama


Cidade de Viena, século XIX. Sigmund Freud é um jovem psicanalista que tem visto suas teorias revolucionárias enfrentarem uma forte oposição de seus colegas do meio. Mas as coisas começam a mudar quando ele se une a uma vidente e a um detetive de polícia para investigar um serial killer.
Já vou iniciar falando que sim, a série vai retratar o famoso pai da psicanálise de forma como ele lutava contra a tudo que muitas pessoas viam as questões que hoje são muito comuns, afinal, o método de hipnose que ele sugeria naquela época era visto como algo absurdo e que não funcionava. Nesta série não será visto a vida de Freud e a sua biografia, mas sim algumas partes dele, como ele trabalhava, lidava com os desafios e afins.

Então se você já vai pensando que vai conhecer Freud através de uma série, vai pelo caminho errado. O melhor de tudo é que Freud é retratado aqui como uma pessoa normal, aliás, como um judeu que nem todo mundo quer por perto e até mesmo como um fracassado e viciado em cocaína. Tinha métodos visíveis de quem não entendia dos tratamentos da época (que eram torturantes) e estava sempre indo contra a maré dos tratamentos convencionais.


No início nem Freud acreditava em seus próprios métodos e é muito bom ver como tudo vai crescendo conforme o próprio personagem vai explicando as questões da hipnose aos outros e a si em seus pensamentos. E é quando entra a parte dos outros personagens principais. Naquela época também era muito utilizado como meios de entretenimento, as sessões espíritas, e assim entra no cenário Fleur Salomé, que é sobrinha do Conde e da Condessa von Szápáry. 
E é onde tudo se inicia, já que é nesta seção que todos se conhecem e é onde Fleur tem suas primeiras "alucinações". 

Aos poucos um monte de assassinatos começam a acontecer e Freud está sempre tentando buscar uma solução através de Fleur e com a ajudar do inspetor Kiss, para tentar desvendar o motivo pelo qual os assassinatos acontecem e parece que todos estão influenciados por uma hipnose sem fim.


A série não é tão simples assim. Cada episódio mostra uma parte do tratamento de Sigmund Freud para tentar entender a mente humana e ele acaba se deparando até mesmo com magia negra. As cenas são fortes: tem muito sangue derramado, muitas cenas de sexo, muita nudez, mas principalmente muito enredo lógico.

O diretor da série, Marvin Kren, que também foi o roteirista, conseguiu criar um enredo tão perfeito que quando parece que um assassinato está resolvido, o mundo dá um salto e tudo volta para o normal novamente e tudo é jogado fora. E a maestria é que tudo é baseado em lógica de uma vingança de guerra, as dúvidas de Freud sobre a hipnose, o lado escuro dos personagens e a luta constante para trazer cada um para o lado certo da história.


Quem assistiu ao seriado Penny Dreadful, que também estava aqui na Netflix, onde contou com três temporadas, onde mostrava as histórias de personagens do século XIX, pode ver uma certa afinidade com o estilo desta. O mesmo estilo sombrio, o mesmo lado de suspense, sensual e sanguinário vai carregar as histórias ao longo dos episódios e os personagens são bastante parecidos. 

Claramente a alusão ao dois seriados não tem nenhuma característica contínua, somente são parecidos por se passarem na mesma época e por considerarem o mesmo estilo de narrativa. Vi algumas pessoas comentarem que acharam sombrio demais ou que não consideraram "elegante" colocarem a imagem de Sigmund Freud tão próxima de um mundo narrativo em que pessoas possam aderir à ideia de que hipnose possa parecer coisa de magia negra.

E é exatamente este o fato ideal da série ser um ótimo exemplo. Pois em certos momentos dá a entender que nossa mente é como uma casa e que não somos donos de todos os cômodos, pois temos nosso inconsciente e dele não temos a mínima ideia de como trabalhamos.


Se você não se interessa pela parte da teoria de Freud, vale então ressaltar que as atuações de Robert Finster como Freud, Ella Rumpf como Fleur Salomé e Georg Friedrich como Alfred Kiss são gigantes. Freud consegue transparecer calma, ansiedade e tantos sentimentos somente na maneira como movimenta as mãos ou trava o maxilar, por exemplo.

Poderia salientar diversas fases dos personagens, porém não poderia fazê-lo sem externar muitos spoilers, mas cada um tem uma magnitude que juntos conseguem levar algumas cenas a um impacto profundo. 

E o final da série consegue deixar realmente um final e uma abertura ao mesmo tempo. Eu estava receosa de que ficasse um ponto em aberto e sem explicação, mas realmente foi muito bem fechado e ainda com a possibilidade de continuação. Freud é uma excelente ideia de personagem, já que instiga as pessoas a olharem para dentro de si ou ao menos a tentarem entender certas partes do que lhes acontece. 

O incrível foi ver que na série ele se depara com os próprios medos e anseios de seu inconsciente e que ninguém está preparado para o resultado final. Mas eu quero mais, por favor, Netflix!