Olá, pessoal!!!
Setembro chegou, e como é de praxe por aqui, iniciamos nossa Maratona Setembro Nacional! 
Para quem ainda não conhece, a Maratona consiste em passarmos os 30 dias de Setembro divulgando literatura nacional, resenhas, livros, entrevistas e autoras nacionais. 
O projeto foi criado pela Carol do antigo Entre Livros, e quando ela encerrou o blog o Paraíso das Ideias ficou encarregado de não deixar a ação morrer e então lá vamos nós!

Esse ano a Maratona acontecerá de uma forma diferente: faremos uma gincana, onde cada publicação valerá pontos para os blogueiros, fazendo assim com que os mais pontuados levem os kits surpresa para casa.


A ideia da premiação em forma de gincana surgiu para que assim os participantes se sintam mais incentivados e nos ajude a divulgar com afinco a nossa tão querida Literatura Nacional!!


A gincana durará 30 dias, como todos temos parceiros e obrigações, sei que não será possível postar apenas nacional, mas ainda sim, quanto mais nacional melhor.


Vamos às regras e pontuação?


Regras e Pontuação:



  • Para que a participação seja validada é obrigatório postar a abertura da Maratona;



  • Alocar no blog o banner da Maratona encaminhando para o Paraíso;



  • Postar no mínimo 1 resenha Nacional e divulgar no minimo 1 autor patrocinador;



  • Serão acrescidos a cada blogueiro:



  • 25 pontos por publicação de autor patrocinador;



  • 20 pontos para cada resenha nacional;


  • 15 pontos por entrevista com autor nacional;



  • 10 pontos por Tag, ou qualquer outro tipo de post (Usem a criatividade)


  • Ao final de setembro o blog Paraíso das Ideias estará conferindo blog a blog, ou vlog e insta para conferir se as regras foram cumpridas, podendo levar até 15 dias a partir de 01/10 para liberar o resultado dos ganhadores.
    Os autores e blogueiros possuem um prazo de 45 dias a partir da data do resultado para encaminhar os brindes.

    E aí curtiu a ideia? 
    Estamos trabalhando para deixar a coisa o mais bacana possível.
    Desejo boa sorte a todos os participantes. Agora mãos na massa, peguem sua pilha de nacionais e "bora" divulgar!!!



    Estava navegando pelo mundo perdido da internet quando me deparei com as obras de um artista magnífico. Mike Stilkey é um artista que utiliza tinta, pincel, e verniz para criar personagens diversos diretamente em livros.





    O autor geralmente utiliza o mundo da melancolia sugerindo personagens que habitam contos fantásticos ou que demonstrem saudades com muita profundidade emocional, sendo que seu trabalho é exibido no mundo inteiro.

    Além de pequenas obras também faz grandes apresentações de esculturas. 







    Achei a ideia bela demais e queria ter um talento para ter uma obra assim aqui com os meus livros. Quem sabe a exposição dele passe aqui pelo Brasil?

    Se quiser conhecer toda a exposição, tem mais fotos no site do artista.




    Que saudades de publicar os lançamentos da Novo Conceito. E desta vez já estou com os lançamentos para o mês de setembro que já está chegando para dar o ar primaveril que eu tanto espero. Não que o inverno seja ruim, mas as temperaturas negativas aqui na minha cidade são meio complicadas. E vamos saudar os lançamentos? 


    TRÊS VEZES NÓS
    Laura Barnett

    Uma jovem mulher com uma bicicleta quebrada após desviar de um cão. Um homem que ela poderia facilmente ter deixado passar, sem parar, levando consigo uma vida inteira, uma vida que poderia nunca ter sido dela.

    Eva Edelstein está no segundo ano do curso de Inglês na Universidade de Cambridge. Ela namora David Katz, estudante e aspirante a ator. A vida de Eva parece bem encaminhada, quando, no campus da universidade, ela conhece acidentalmente Jim Taylor, estudante frustrado de direito.
    Há três versões, três realidades diferentes para o futuro de Eva e Jim, dos anos 1950 até os dias atuais.

    Se o nosso futuro é uma encruzilhada, gostaríamos de saber qual caminho seguir? E depois, ficaríamos felizes com a nossa escolha?
    Três vidas. Três histórias. Três destinos... permeados com traições e ambições, mas também com amor e arte. 

    Três vezes nós explora a ideia de que há momentos em nossas vidas que poderiam ter sido diferentes e como pequenos fatos ou decisões que tomamos podem determinar o rumo da nossa vida para sempre.


    SETE MINUTOS DEPOIS DA MEIA-NOITE
    Patrick Ness

    Conor é um garoto de 13 anos e está com muitos problemas na vida.

    A mãe dele está muito doente, passando por tratamentos rigorosos. Os colegas da escola agem como se ele fosse invisível, exceto por Harry e seus amigos que o provocam diariamente. A avó de Conor, que não é como as outras avós, está chegando para uma longa estadia. E, além do pesadelo terrível que o faz acordar em desespero todas as noites, às 00h07 ele recebe a visita de um monstro que conta histórias sem sentido.

    O monstro vive na Terra há muito tempo, é grandioso e selvagem, mas Conor não teme a aparência dele. Na verdade, ele teme o que o monstro quer, uma coisa muito frágil e perigosa. O monstro quer a VERDADE.

    Baseado na ideia de Siobhan Dowd, Sete minutos depois da meia-noite é um livro em que fantasia e realidade se misturam. Ele nos fala dos sentimentos de perda, medo e solidão e também da coragem e da compaixão necessárias para ultrapassá-los.


    POKÉMON GO: DE TREINADOR A MESTRE
    Emmanuel Hallef

    Os Pokémon invadiram o mundo que conhecemos! O sonho nutrido por fãs há 20 anos finalmente se tornou realidade. Agora é possível encontrar os monstrinhos de bolso em todos os lugares: na vizinhança, na escola, no trabalho e até no sofá de casa. Tudo isso graças ao aplicativo que causou uma nova febre mundial: Pokémon GO.

    Este guia o auxiliará com diversas dicas de desempenho e ferramentas utilizadas por jogadores experientes no mundo todo, desde a instalação inicial até a empolgante jor-nada com a realidade aumentada. Você descobrirá a melhor forma de escolher o seu primeiro Pokémon, como encontrar o 4º Pokémon misterioso, as diferentes maneiras para se usar uma pokébola na hora da captura, como dobrar a eficácia de itens de captura de Pokémon, estratégias avançadas para defender academias de sua equipe de ataques rivais, entre muitos outros desafios. Tudo com a segurança que um treinador Pokémon necessita. 

    Portanto, a partir de agora, você não precisa mais quebrar a cabeça tentando entender as mecânicas do jogo. Instale o aplicativo, pegue suas Pokébolas e "Gotta catch 'em all"!


    Você pode conferir os lançamentos através do site da Novo Conceito e também da Irado, que é a publicação do livro POKÉMON GO.






    Sara certa vez comprou um livro pela internet de uma simpática senhora de Iowa, nos EUA. Assim começou uma bela amizade com Amy Harris, uma pessoa que era apaixonada por livros tanto quanto Sara, que respirava livros e basicamente vivia deles. A troca de cartas era constante e foi assim que Sara foi conhecendo melhor a vida Amy e da pequenina cidade onde ela morava: Broken Wheel. Após cerca de três anos com essa comunicação elas decidiram que era hora de Sara conhecer Amy pessoalmente e foi assim que sara foi parar em outro país.

    A questão é que com sua chegada a verdade foi como uma lança em seu coração. Sara chegou uma semana depois que Amy falecera e sequer sabia que a senhora estava doente. De alguma forma Amy jamais quis contar a verdade e agora ali estava ela em uma cidade com 637 habitantes e mesmo que soubesse sobre a metade deles através das cartas, não sabia o que fazer. Tinha vindo para ficar por cerca de dois meses e trouxera até mesmo alguns livros, mas sem a sua amiga, porém...

    Aos poucos Sara percebeu que todos já sabiam sobre ela. Ninguém disse que ela devia voltar para a Suécia. Ela devia ficar ali, na casa de Amy, onde sabiam que seria o desejo da amiga falecida. Todos estavam preparados para cuidar da grande turista e cada um já tinha seu papel. George seria o motorista, Caroline iria ver sobre a alimentação, Grace não deixaria faltar café e segurança e também teria Andy, Carl, John, Tom, Jen, William, Claire. A lista de amigos de Amy não tinha fim.

    Ao passar dos dias Sara percebeu que não conseguia fazer nada. Não podia pagar por sua comida, sua bebida ou sua estadia. Queria ajudar de alguma forma aquela minúscula cidade que pareia abandonada no tempo. Começou a entender cada pessoa e seu estilo, a dor de cada um. E sabia que a solução podia estar nos livros. E então uma ideia surgiu: uma livraria. Não precisava vender livros, claro. Ela também nem poderia trabalhar com seu visto de turista. Mas ali estava ela e os milhares de livros de Amy e agora um sonho iria se realizar. Broken Wheel aprenderia a amar os livros.


    Ainda está começando a Bienal e a Arqueiro já tem os lançamentos para setembro preparados. Claro que tudo está pronto para deixar os leitores também prontos para as novidades. E o que muitos esperavam está chegando, a grande fantasia.


    O FEITICEIRO DE TERRAMAR - LIVRO I
    Ursula K. Le Guin
    Há quem diga que o feiticeiro mais poderoso de todos os tempos é um homem chamado Gavião. Este livro narra as aventuras de Ged, o menino que um dia se tornará essa lenda.
    Ainda pequeno, o pastor órfão de mãe descobriu seus poderes e foi para uma escola de magos. Porém, deslumbrado com tudo o que a magia podia lhe proporcionar, Ged foi logo dominado pelo orgulho e a impaciência e, sem querer, libertou um grande mal, um monstro assustador que o levou a uma cruzada mortal pelos mares solitários.

    DEZ FORMAS DE FAZER UM CORAÇÃO SE DERRETER
    Sarah Maclean
    Isabel Townsend não é exatamente o que se espera da filha de um conde. Apesar de ter a pele delicada e de saber se portar como uma dama quando necessário, a jovem também monta a cavalo, conserta telhados, administra a propriedade e cria o irmão caçula desde que a mãe faleceu – tudo isso sem despertar a menor suspeita de que não há um homem sequer para cuidar de sua família.
    Para o pai dela, que só queria se divertir e gastar dinheiro em jogatinas, pouco importava o que ela fizesse. Porém, quando ele morre, Isabel se vê sem recursos e precisa defender os direitos do irmão, ameaçados pela chegada iminente de um tutor. Assim, não lhe resta saída senão vender sua coleção de estátuas de mármore, o único bem que herdou.
    Para sorte sua, um especialista em antiguidades acaba de chegar ao condado. Inteligente e sensual, lorde Nicholas St. John é um solteiro convicto que deixou Londres para se livrar das jovens que passaram a persegui-lo desde que foi eleito um dos melhores partidos da cidade.
    Em poucos dias, fica claro para Nick que Isabel é a mulher mais obstinada e misteriosa – além da mais interessante – que já cruzou seu caminho. Ao mesmo tempo, ao conhecê-lo melhor, a independente Isabel percebe que há homens em que vale a pena confiar. Enquanto eles põem de lado suas antigas convicções, seus corações se abrem para dar uma chance ao amor.


    Lilah é uma mulher que trabalha intensamente. Quando estava com seus pais eles viajaram o mundo inteiro já que sua mãe era uma cantora que não conseguiu ser muito famosa, mas que ia a todos os lugares tentando conquistar o seu sonho. Seu pai seguia a mãe com todo o amor e carinho e no lugar em que eles ficavam procurava um emprego para que pudessem ter uma vida proveitosa. Assim Lilah viveu grande parte, indo e vindo e quase nunca parando muito tempo em um só lugar, até que com nove anos precisou ir morar com seus avós na Austrália já que seu pai estava doente e sua mãe não teria o tempo necessário para cuidar da filha.

    Lilah trabalhava como advogada do setor ambiental em Sydney e morava em um luxuoso apartamento na pequena ilha de Manly Wharfy. Aproveitar a praia, a natureza e defender tudo o que a representasse era o maior significado para ela. Era solteira, mas já tinha tido namorados que significaram muito.

    Callum também se focava completamente no trabalho. Um louco por marketing era contrário à proteção ambiental, já que vendia tudo o que podia sem se preocupar com isto. estava perto de seus quarenta anos e não havia se apegado a ninguém até então. E então quando estava pegando uma balsa ara voltar a sua casa na ilha percebeu uma mulher descalça, totalmente comunicativa que chamou sua atenção na hora.

    Lilah convida Callum para um jantar e ali começa uma amizade meio louca que para Lilah deveria durar somente uma noite de romance, mas para Callum começou a se tornar bem mais do que isso. Quando no outro dia Lilah já tinha ido embora, Callum começou a sentir falta da presença daquela mulher que apreciava cada simples coisa.

    Aos poucos Lilah começou a ceder aos encantos de Callum e um romance começa a nascer entre eles, mesmo que Lilah tivesse algo escondido, um segredo que não quisesse contar de maneira nenhuma. Mas chegou o momento que não tinha mais como esconder este segredo e agora o tempo se tornava curto para um casal que havia descoberto o amor.


    Autora: Kelly Rimmer
    Título Original: Me Without You
    ISBN: 9788580415759
    Páginas: 304
    Ano: 2016
    Gênero:  Ficção / Romance
    Editora: Arqueiro







     


    Estou novamente lendo a sinopse do livro e percebendo o quanto ela é profunda. É basicamente como uma declaração de amor em alguns parágrafos e de fato é o que vai começar a se desenrolar já no início das primeiras páginas. Não é um spoiler que vá destruir sua leitura, já que a sinopse entrega este momento em que Callum, o personagem principal da história junto com Lilah, define como sendo a história deles.

    Sempre que começo a ler um livro sem conhecer a autora eu pesquiso um pouco algumas resenhas ou até mesmo a nota no Skoob para ver qual a reação dos leitores. Não tinha lido a sinopse antes de ler o livro e até nem pensei o motivo de não ter feito isso, não queria estragar a surpresa que podia ter. Já imaginava um romance ou uma drama, claro. E o que vivi nas páginas foi algo digno de uma bela história.

    Na capa diz que se você gosta de Jojo Moyers ou Nicholas Sparks então certamente gostará de Eu sem Você. Sim, concordo plenamente. A primeira reação de felicidade foi saber que o cenário é passado na Austrália e é a primeira vez que tenho o país como plano de fundo. Adoro quando conheço novos lugares e eles são bem caracterizados. Tanto Sydney quando a ilha onde os personagens moram traduziram uma sensação de liberdade e uma vida com a natureza com a qual eu sonho viver.

    Mas o ponto alto não chega nem perto de ser este. Não vou poder chegar perto de dizer qual o grande segredo que Lilah guarda, mas conforme o enredo vai sendo destrinchado e os personagens se conhecendo, pude ir me apegando mais e mais neles. Há uma diferença em Callum que tem aquela tradição de ser certinho, trabalhar excessivamente e querer aproveitar o tempo livre parado em casa. Já Lilah é vegana total, gosta de curtir cada momento em aventuras e dá espaço no trabalho para respirar. Mas tudo sempre tem um motivo.

    O livro pode doer. O aprendizado com tudo o que acontece é como se você se perdesse e se encontrasse em decisões difíceis. Já li outros livros com temas parecidos e entendo como tudo é bastante triste para ambos os lados. 

    A mensagem que o livro passa é sobre o que é necessário para viver. O que devemos dar prioridade na vida e em qual momento devemos aprender a desistir e qual momento a resistir. Gostei muito da forma como Kelly Rimmer conseguiu expôr os sentimentos dos personagens e o final ficou bem entendido em diversos aspectos. O que você faria se estivesse nesta situação? É o que me pergunto sempre que olho para o livro.




    Já me falaram sobre certas crises na vida. Já li inúmeras vezes em revistas sobre crises de namoro ou casamento nos sete anos, ou crises de ansiedade em estudos ou vestibular e também sobre crises de identidade. As famosas crises de identidade em certos momentos que a vida teima em pregar peças.

    E percebi que eu já passei por crises assim. A primeira crise dos sete anos terminou com qualquer possibilidade de mais sete. Mas não por uma questão de não ter vontade de lidar com ela e sim porque a situação de me sentir perdida veio com uma intensidade tão forte que acabou em depressão e a outra parte decidiu que mais anos não seriam suportáveis assim.

    Como é então se sentir perdida? Temos que fazer tantas escolhas na vida. Qual carreira seguir, qual o melhor planejamento de estudos, melhor planejamento de vida, casamento, filhos. Mas alguém pergunta se queremos isto tudo ou com que idade queremos realizar isto? E então bate aquela melancolia quando você chega a um ponto e olha para trás percebendo que algumas escolhas fez somente para agradar outras pessoas ou para passar o momento e que até então poderia ter conquistado mais do que fez e começa a se sentir desmotivada.

    Antes uma festa era uma grande festa. Agora uma festa parece ser um martírio de final de semana. Antes os planos eram longos, agora é somente um dia após o outro e isto com muita força para encarar o desafio já que a melhor opção geralmente é que o outro dia sequer chegue.

    É mais do que possível se sentir perdida por um dia, uma semana ou por anos. É possível se sentir perdida pela vida toda e do nada perceber que tudo aquilo que se queria fazer era simples e que agora mais simples ainda para trazer a felicidade já não traz a segurança. Não se sinta perdida de cultura enquanto puder ler livros, mas entendo como é se sentir perdida de si internamente quando se perdeu a vontade de muita coisa e até mesmo a fé começa a cair.

    É como uma flor que ultrapassa todas as estações. Ninguém é obrigada a ser como uma flor na primavera, sempre oponente e bela. Todas elas tem o estágio de ir e vir e ainda tem as flores que precisam de mais tempo para tornar a mostrar todo o seu potencial. Procure ajuda em todos os lugares. Na natureza, na terapia, em amigos confiáveis, em estranhos dispostos a ouvir.

    As crises são um conflito incessante e ninguém é 100% feliz. Eu queria acordar feliz ou ao menos dormir melhor, mas meu tempo perdida ainda está girando pelas dimensões e mesmo assim continuo buscando respostas. Se elas virão não sei, mas acredite, você não é a única.












    Rafe ou melhor, Seamus Raphael, é um garoto que está se mudando de colégio para estudar o segundo e o terceiro ano do ensino médio em uma escola só para garotos. E isto em um estado bem longe do que ele mora. Esta decisão partiu depois de que ele percebeu que ser gay acabava rotulando sua vida em tudo e ele estava cansado demais de ao invés de as pessoas o considerarem por suas qualidades, sempre o consideravam por sua opção sexual.

    Rafe decidiu um dia contar para seus pais que era gay. Nunca foi problema para ele que já sentia interesse por meninos há muito tempo e menos ainda para seus pais, que aceitaram tão facilmente quanto uma notícia qualquer. Aliás nada para eles era difícil e Rafe sempre teve todo o apoio da família. Tanto que quando os pais ficaram sabendo que o seu filho queria ir para outra escola somente para que ninguém soubesse que ele era gay, não aceitaram de forma feliz.

    Também tinha Claire Olivia, a melhor amiga de Rafe, já que os outros o evitavam por ser gay. Claire Olivia é a garota engraçada e querida que entendia o amigo como ninguém e que se sentia solitária sem a presença do amigo.

    Na nova escola rafe aprendeu a ser ele mesmo novamente, mas sempre escondendo a grande verdade.  Ter que conhecer todo mundo e no fundo não contar a real verdade sobre quem ele é de início parece a verdadeira ação que ele cometeu, mas aos poucos isto pode se transformar em uma grande bola de neve de problemas e magoar diversos corações.



    Autora: Bill Konigsberg
    Título Original: Openly Straight
    ISBN: 9788580415896
    Páginas: 256
    Ano: 2016
    Gênero:  Ficção / Romance
    Editora: Arqueiro








    Estou aqui pensando como colocar em palavras o sentimento que foi ter lido Apenas um Garoto. Ao mesmo tempo fico olhando a capa acima que é a versão escolhida e publicada no exterior e fico me lembrando da capa de O Extraordinário de alguma forma, o que não tem nada a ver uma coisa com a outra, exceto por esta capa acima ser uma coisa muito fofa e ter tudo a ver com a história do livro, da mesma forma que a escolhida pela Arqueiro.

    Apenas um Garoto é um livro adolescente, já que o personagem e a história vive no tempo do ensino médio. Mas isto não é um fator negativo porque a leitura não fica com aquela característica de leitura adolescente ou tem aqueles personagens chatos e bobos que acabam deixando tudo mais cansativo, pelo contrário, os personagens tem peculiaridades e cada um consegue conquistar pelas formas diferentes de ser.

    Este livro não é sobre um garoto gay que tenta ser aceito por sua opção sexual ou então é um garoto que está passando por humilhações também pela mesma causa. Desta vez a história é bastante diferente e acho que aqui coube esta questão sobre o homossexualidade somente por um fator em que o autor se encaixava mais, por também ser gay. Mas é uma questão de rótulos. Sobre como todo mundo é rotulado por ser ou fazer algo diferente.

    Pense em sua vida se você já não foi rotulado quando criança por ser cdf demais, ou por ser preguiçoso por não conseguir tirar certa nota em certa matéria. Ou rotulado por ser gordo ou magro? E isto muda de um lugar para outro. É isto que conta nesta trama. Rafe vive em uma cidade em que é rotulado por ser gay e não por todo o resto em que disponibiliza pelas pessoas e quando vai para este outro colégio é visto como um grande atleta, já que ninguém sabe sua real condição, o que não mudaria nada para alguns, mas para outros sim.

    Mas também tem o fator de que você precisa começar a esconder a realidade de sua vida e assim começa a deixar de viver plenamente. Então em Apenas um Garoto o autor mostra os dois lados de uma moeda. Não há certo ou errado. É um livro para fazer pensar sobre como vemos o mundo e como cada um vê a si e ao outro e como cada um lida com isto.

    Eu achei engraçado a forma como os personagens se encaixam. Cada um no seu estilo e ao mesmo tempo com atitudes hilárias que faz com que a história passe rápido. É um livro experimental e ao mesmo tempo lógico. Bill Konigsberg acertou ao demonstrar que rótulos podem frustrar pessoas, mas podem frustrar mais ainda quando decidimos não sermos aquilo que sonhamos.