FILME: Velozes e Furiosos: Hobbs e Shaw
NOME ORIGINAL: Fast & Furious: Hobbs & Shaw
NACIONALIDADE: Estados Unidos
DURAÇÃO: 2 horas e 16 minutos
ANO: 2019
GÊNERO: Ação
Desde que se conheceram, Luke Hobbs (Dwayne Johnson) e Deckard Shaw (Jason Statham) constantemente bateram de frente, não só por inicialmente estarem em lados opostos mas, especialmente, pela personalidade de cada um. Agora, a dupla precisa unir forças para enfrentar Brixton (Idris Elba), um homem alterado geneticamente que deseja obter um vírus mortal para pôr em andamento um plano que mataria milhões de pessoas em nome de uma suposta evolução da humanidade. Para tanto eles contam com a ajuda de Hattie (Vanessa Kirby), irmã de Shaw, que é também agente do MI6, o serviço secreto britânico.
Não há como negar que a intriga que estes dois geram entre si foi uma bela jogada de marketing para a saga e que no final acabou gerando um dinheiro considerável, sendo que surgiu a ideia de fazer um filme à parte. Isso para quem não sabem gerou também uma briga na vida real entre o elenco verdadeiro do filme, que fez com que o Dwayne e o Vin Diesel acabassem se odiando de verdade, já que o filme Velozes e Furiosos 9, que vai estrear em maio deste ano, precisasse ser adiado por mais um ano, sendo que era para ter sido lançado no ano passado. Assim ficou claro que Dwayne e todo o restante do elenco desfizeram toda e qualquer amizade.
Passada esta questão então o roteiro se baseia em uma irmã de Shaw, o poderoso Jason Statham, que não foi citada em nenhum dos filmes anteriores, fazendo parte do MI6, que é o serviço secreto britânico, onde ela ao tentar proteger um vírus, acaba sendo acusada de matar a sua equipe e roubar o mesmo vírus, sendo que para protegê-lo do vilão e um mega ator, Idris Elba, injeta em si e fica à mercê da morte.
Até aí o filme tem uma história ótima e a saga é realmente como tem que ser: adrenalina pura e muita ação. A mistura do jeito mais discreto de Shaw e a forma irônica de Hobbs realmente faz o filme ser uma pita excelente de humor e ação.
Com o jeito de Idris, que é uma mistura de ser humano com uma potencialização de vilão com roupagem que quase o torna indestrutível, sendo que ele está sendo aprimorado para ser assim, torna as coisas bem mais difíceis para ele ser destruído. E como ele está atrás do vírus e a irmã de Shaw precisa ser curada, tudo vira um jogo meio maluco.
Não posso negar, as cenas de ação são excelentes. O filme não te deixa parar. E ao mesmo tempo que parte de uma cidade à outra, não se perde na história. Isto, infelizmente até estar em Moscou, onde vai para conflitar o vilão de Idris Elba e, diga-se de passagem, tem mais cenas cheias de ação, e que ao meu ver poderia terminar ali o filme. E então foi este o erro que o filme comete.
Poderiam ter terminado tudo em Moscou ao meu ver. Mas então eles decidem que partir para Samoa e reviver a história da vida de Hobbs seria mais interessante.O problema nem foi tanto este. O problema foi que houve tanta coisa sem lógica, tanta cena absurda, que muitas vezes sempre tem nesta saga, que chegou a cansar. Eu parei de achar legal e fiquei com sono. Eram coisas muito ilógicas. Um local no meio do nada onde eles resolveram que, sem tecnologia nenhuma brigariam com o vilão que podia matar eles em um piscar de olhos.
Quiseram introduzir aquela coisa de família, já que a de Hoobs vive em Samoa e lá está toda sua família. Como faz o resto da saga, mas deram um pulo meio sem nexo aqui neste filme.
Foi tanta cena cena sem noção, que a última mataria a todos, mas eles nem sequer sofrem um arranhão. E então este foi o grande pecado do filme. Ter tentado fazer algo a mais quando eles estavam ganhando.
Vai ter continuação? Certamente vai. Com uma bilheteria de 760 milhões de dólares, eles não deixariam escapar mais esta chance, até porque deixaram no final cenas para um próximo filme.
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De qualquer forma, logo chega o Velozes e Furiosos 9 e estou super ansiosa!
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