Para quem lê ou leu algum livro da autora Kristin Hannah e gostou, já pode ir se preparando, pois em fevereiro vai estrear na Netflix uma série sobre dois livros que são um a sequência do outro e dão vida à história de duas amigas.

O primeiro livro foi lançado aqui no Brasil pela Editora Arqueiro com o mesmo título da série e a continuação foi lançada pela editora Novo Conceito com o nome de Por Toda a Eternidade. A história fala sobre a amizade de Tully e Kate desde a infância até a fase adulta e por tudo o que cada uma delas passa.

    AMIGAS PARA SEMPRE
Estreia na Netflix em 03/02/2021




Aos 14 anos, Tully Hart era linda, alegre e popular. O que ninguém imaginava era o sofrimento que ela vivia: nunca conhecera o pai, e a mãe, viciada em drogas, costumava desaparecer por longos períodos.

Mas sua vida se transformou quando ela se mudou para a alameda dos Vaga-lumes e conheceu Kate Mularkey. A garota era inteligente, compreensiva e tão amorosa que logo fez Tully se sentir parte de sua família.

Ao longo de mais de trinta anos, Tully ajudou Kate a descobrir a própria beleza e a encorajou a enfrentar seus medos, enquanto Kate ensinou Tully a enxergar além das aparências e a fez entender que certos riscos não valem a pena.

As duas juraram que seriam amigas para sempre. Essa promessa resistiu ao frenesi dos anos 1970, às reviravoltas políticas das décadas de 1980 e 1990 e às promessas do novo milênio, até que algo abalou a confiança entre elas.


Será possível perdoar uma traição da melhor amiga? Neste livro, Kristin Hannah nos conta uma linda história sobre duas pessoas que sabem tudo a respeito uma da outra – e que por isso mesmo podem tanto ferir quanto curar.



Fico na dúvida se a série vai mostrar também a continuação do livro, pois tem bastante história pela frente e também posso dizer que a história dói demais. É aquele tipo de amizade para toda a vida e que tem tanta história e reflexões que eu levo os dois livros como uma dica para muita gente. Acho que são duas obras muito importantes da autora.


Espero que a Netflix tenha ou colocado as duas obras juntas nesta temporada ou façam duas temporadas sobre os dois livros. 


Caso queira ler mais sobre cada obra, tem a resenha de Amigas para Sempre aqui e Por Toda Eternidade aqui. 


E um pouco mais no trailer abaixo.





Vou ficar torcendo para ser uma série digna e mais fiel ao livro!

                       


Em 2018 a TNT lançou uma série baseada nos livros do autor Caleb Carr, um autor historiador que tem diversos livros publicados baseados em suspenses investigativos.
A Netflix logo em seguida também fez o lançamento, já que possui também o direito para a divulgação internacional. 

A primeira temporada ainda está disponível na Netflix e foi um sucesso imenso de público, já que trata sobre um serial killer que mata crianças de rua, especialmente meninos de uma forma cruel. É a partir deste enredo, baseado no primeiro livro do autor, denominado The Alienist, que os personagens de Laszlo Kreizler, que é um psicólogo criminal, naquela época conhecido como alienistas, o John Moore, um ilustrador do New York Times e Sara Howard, uma secretária de polícia vão se unir para tentar desvendar quem é o assassino.


A primeira temporada tem um total de 10 episódios e termina de uma forma natural, sem deixar pontas soltas.

E eis que para minha surpresa é anunciada depois de dois anos a segunda temporada da série, baseado em outro livro do autor: O Anjo das Trevas.

Desta vez a história vai se basear na questão sobre o paradeiro da filha de um diplomata às vésperas de uma guerra hispano-americana. Lembrando que o primeiro livro se passa nos anos de 1896. Agora a senhorita Sara, interpretada pela Dakota Fanning tem sua própria profissão como investigadora particular e juntos do psicólogo e do ilustrador vão encontrar uma mulher misteriosa que pode ser a ligação com tudo o que está acontecendo.

Aqui o livro do autor foi publicado no ano de 2000 pela editora Record, e como o primeiro livro também foi publicado com a capa da série pela Única Editora, pode ser que a mesma venha a adquirir os direitos e republicar novamente aqui no Brasil.

Edição Publicada em 2000

E A DATA DE ESTREIA?
Para quem está ansioso para saber sobre a data de estreia aqui no Brasil, vamos ter que esperar um pouco mais. A TNT vai distribuir nos Estados Unidos em julho e a Netflix vai fazer a distribuição internacional no mês de setembro deste ano.

Abaixo o trailer mais enigmático e no estilo de suspense que confere o título de sucesso para a saga.






Fico pensando por qual razão demorei tanto para assistir a esta minissérie da Netflix. Eu coloquei tantas vezes para ver e depois mudava de ideia. Depois de ter terminado ontem de ver, me sinto muito diferente.

FILME: Godless

NOME ORIGINAL:  Godless (Sem Deus)

NACIONALIDADE: Estados Unidos

DURAÇÃO: 7 episódios / 1 hora cada

ANO: 2017

GÊNERO: Faroeste


Frank Griffin (Jeff Daniels) é um fora-da-lei que aterroriza o Novo México à procura de Roy Goode (Jack O'Connell), seu antigo parceiro transformado em inimigo mortal. Enquanto Roy se esconde no rancho de Alice Fletcher (Michelle Dockery), a busca incessante de Frank o leva até a pequena cidade de La Belle — cuja população é inteiramente formada por mulheres.
Imagine uma cidade minúscula, nos anos de 1884, no cenário desértico do Novo México, onde muitas pessoas vivem da exploração de minérios. Assim é o começo de uma história. Porém, La Belle deveria ser assim se não fosse pela questão de que a mina onde todos os homens sãos da cidade trabalhavam tivesse explodido, matando a todos.
Agora somente as mulheres viviam nesta cidade, cuidando de idosos e crianças, em meio ao caos de uma terra sem lei.

Por outro lado um homem que está em busca de seu filho de criação, após ter sido traído pelo mesmo. Um homem que não tem o mínimo de pena e que é capaz de matar uma cidade inteira se souber que alguém o está escondendo ou encobertando. 

E é quando Roy Goode, o traidor, filho do aterrorizante Frank Griffin, aparece em uma noite no rancho de Alice, machucado e desnorteado, que a história começa a pender para uma caçada mortal e colocando todas as mulheres de La Belle rumo à morte.


Em primeiro lugar não há como negar que a produção de Godless foi extremamente bem feita. Quantas vezes me imaginei naquele lugar totalmente sem fim, seco, árido e parecendo não demonstrar esperança alguma e me vinha um completo desespero. O tempo todo o cenário é muito aparente, desde as casas sem muita estrutura, até tudo o que eles conseguiram montar desde que chegaram ali, há poucos anos.

Não é somente a cidade de La Belle que aparece na história. Logicamente que para se fazer um contexto, diversas outras pequenas cidades vão aparecer, fazendo jus a como uma vida começou a ser montada no lugar, mesmo que ao olhar parece que a cidade não tenha mais do que duas quadras de distância no total.


A tendência na história em si é claramente a questão da vingança entre o personagem de Frank ao encontrar Roy. Aliás o elenco foi uma das melhores escolhas. Na questão das mulheres, trabalhar os perfis mais frágeis e também os mais fortes, que precisam se defender a qualquer custo, trouxe a personagem de Alice e de Mary como uma dádiva na história, além de outras várias.

Frank, aqui interpretado por Jeff Daniels, conseguiu fazer transparecer um homem que foi massacrado durante a infância, mas que conseguiu crescer e aparentemente se tornar alguém que não deixava transparecer a dor, mesmo que estivesse enraizada dentro dele. A interpretação tanto do ator quanto da personagem de Mary rendeu aos dois um prêmio de atores coadjuvantes no Emmy.

A série se tornou extremante popular e aceita pelo público. Mostrou a verdade que era viver no oeste, como as dificuldades existiam, as diferenças entre as pessoas e como realmente parecia uma terra sem Deus. Roy Good foi a peça chave para a trama ter uma consistência entre toda a violência do velho oeste com a união e a necessidade das pessoas em se unirem.


Para quem gosta de tiroteios, caçadas, cenários totalmente vazios a perder de vista, aquelas vestimentas antigas e um pouco de história sobre índios e como foi a conquista dos territórios, então vai gostar da minissérie. 

Ainda fico pensando em como as pessoas conseguiam sobreviver em épocas mais remotas e em certos lugares, pois depois do que vi em Godless, tudo que eu sempre imaginava que seria foi por água abaixo. Acredito que não há nada melhor do que poder chegar o final do dia e tomar um banho com tranquilidade.

 
Infelizmente apesar do sucesso gigantesco da minissérie, ela foi feita para ter somente uma temporada e tudo se encaixa perfeitamente. Não que uma continuação fosse ser ruim, pois havia ganchos para isto, mas a opção e a programação era somente de uma temporada.

No IMDb a crítica deu uma pontuação de 8,3/10 e no rotten tomatoes a aprovação é de 85%, o que mostra que a série realmente foi um sucesso. Que sirva para mais produções do gênero!

Olha que eu não sou a pessoa mais fã do mundo para filmes de comédia e na verdade nem sabia de início que era este gênero. Confesso que assisti somente por causa do Sam Clafin mesmo e será que valeu?

FILME: Um Amor, Mil Casamentos

NOME ORIGINAL:  Love. Wedding. Repeat 

NACIONALIDADE: Reino Unido/ Itália

DURAÇÃO: 1 hora e 40 minutos

ANO: 2020

GÊNERO: Romance/ Comédia


Um Amor, Mil Casamentos apresenta diferentes versões de um mesmo dia que se repetem para Jack (Sam Claflin). Ele terá de lidar com diversas confusões com uma ex-namorada, seu melhor amigo, um convidado com um segredo e um romance em potencial na festa de casamento de sua irmã.
Uma informação para quem não sabe é que este filme é um remake de uma versão francesa que foi adaptada no ano de 2012, denominada Plan the Table. e que a Netflix acabou adquirindo os direitos e refazendo novamente. Como eu disse, não sou de assistir este tipo de filme, mas é sempre bom sair da mesmice, apesar de que eu até esperava aquele filme água com açúcar após ter visto Como eu era antes de você. Este filme é bem diferente de qualquer lágrima caída.

O cenário nada mais é do que um casamento na Itália, da irmã de Jack, personagem de Sam Clafin, onde vão ter diversos personagens diferentes, cada um com a sua peculiaridade e com o seu "problema" pessoal a ser enfrentado. Até aí estaria tudo certo se não fosse que o diferencial está em ver que a mesma versão do casamento acontece diversas vezes para ver como uma mudança pode fazer com que as coisas possam reverter o final de tudo.


Então vamos para a questão do filme e sua história em si. Não é uma história complexa ou difícil de entender. Bem longe disso. Na verdade a sinopse do filme já conta tudo o que acontece. Jack está tentando durante o casamento conquistar a melhor amida da irmã, Dina, já que eles se encontraram durante uma época e quase tiveram um affair. 

Ao mesmo tempo, a ex-namorada de Jack também foi convidada e levou o atual namorado, que tem um complexo de inferioridade enorme pelo tamanho de suas partes íntimas e tem um breve ódio por Jack. Enquanto isto, o melhor amigo de Jack tenta fazer de tudo para que um grande diretor de cinema o note e o outro amigo é um dos caras mais chatos que existem no quesito conversar com pessoas e não deixa ninguém paz.

Tudo isto faz com que acabem sentando na mesma mesa, ao par que um ex-namorado da noiva aparece com um segredo que vai terminar com o casamento e Jack precisa fazer com ele ele não se aproxime do noivo de jeito nenhum.


O envolvimento dos personagens é ótima. Sam Clafin tem umas caras e um jeito muito engraçado para lidar com cada situação. Sem contar que a cada fase do casamento em que acontecia uma coisa eu ficava pensando que é realmente assim que acontecem nas ocasiões especiais, pois sempre tem aquele que bebe, aquele que tenta fazer graça, aquele que enlouquece todo mundo.

O filme em si não é uma obra de arte que merece uma salva de palmas, mas tem seu estilo de fazer rir pela forma como escolhe a interação dos personagens com cada momento. São todos adultos e ao mesmo tempo todos cheios de culpas e medos e querendo provar alguma coisa e isto tudo acaba acontecendo ao mesmo tempo.


O filme aparentemente não agradou muita gente e o mesmo teve uma aprovação de 5,5/10 na IMBD. Vi muitas pessoas falando que acharam o filme ruim e que esperavam mais. Porém é como falei, a espera de mais pelo filme vem sobre a questão do ator e sobre a perspectiva de que teria que superar o filme Como eu era antes de você, o que logicamente não chega perto.

Mas para um leve momento de descontração é engraçado, com dúvidas existenciais, e todo aquele script de comédia e romance. Aliás romance é algo que pouco acontece neste filme. O que me agradou realmente foi ver diferentes versões do mesmo momento e não um filme que tenha início, meio e fim simplesmente.



Para todos os efeitos, não vá superestimar o ator ou a produção, mesmo que o cenário seja lindo. Não dá para pedir que somente um ator segure o filme todo e neste quesito acredito que Um amor, mil casamentos não precisou que Sam o fizesse. Voilá!

Quem é fã de suspense sabe que Harlan Coben tem muitos livros escritos e é best seller nesta área. Eu já li vários livros dele, inclusive este que foi publicado aqui no Brasil pela Editora Arqueiro. Quando vi que ia sair em formato de série não podia deixar de assistir.

SÉRIE: Não Fale com Estranhos


NOME ORIGINAL:  The Stranger (O Estranho)

NACIONALIDADE: Reuno Unido

DURAÇÃO: 8 episódios / 1 temporada

ANO: 2020

GÊNERO: Suspense/ Drama


Quando segredos obscuros vêm à tona, o pai de família Adam Price (Richard Armitage) parte em uma busca desesperada e implacável pela verdade sobre todas as pessoas que têm algum nível de proximidade com sua vida.
Adam Price é casado com Corinne Price e eles tem dois filhos adolescentes. Moram em uma área privilegiada da Inglaterra, sendo que Corinne é professora de uma grande escola e Adam é advogado. É aquela típica família perfeita que tem uma casa enorme e parece ter uma vida feliz e agradável, com vizinhos felizes e tudo parece estar sempre lindo e maravilhoso.

Lembro de ter lido o livro e ficado surpresa com tanta inteligência do Harlan Coben em fazer aquela história. Teve um grande envolvimento de personagens e muita ação envolvida e mesmo no final eu fiquei tão perplexa que acabei esquecendo, depois de dois anos de ter lido a obra, do restante do livro, menos do final.

Assim foi incrível eu começar a assistir o seriado. Tudo se inicia quando uma estranha aparece e conta um segredo para Adam sobre a sua esposa e intrigado com aquilo ele começa a ir atrás das provas e descobre que é verdade. Ao conflitar a esposa ela pede alguns dias para contar a verdade e a partir daí ela some e todo o mundo de Adam vira de cabeça para baixo, pois ele precisa descobrir onde está a sua mulher.


Ao mesmo tempo, um incidente acontece e uma investigadora policial entra na história para tentar entender como uma festa em um final de semana foi resultar em um adolescente em coma no hospital e outros casos acabam se juntando a esta investigação, inclusive o de Adam.

Esta estranha começa a aparecer para várias pessoas e contar segredos como uma forma de conseguir dinheiro, porém para alguns ela só deseja revelar a verdade para que elas parem de sofrer e serem enganadas. Só que Adam começa a investigar conexões com diversas pessoas e começa a descobrir uma rede bem maior de segredos e mentiras do que ele poderia imaginar.


Não dá para negar em momento algum que os produtores fizeram um ótimo trabalho nesta produção. A todo momento há a jogada de algum tipo de segredo na história que vai fazer com que alguém descubra que foi enganado por pessoas que conheciam ou que aparentemente tem ligação com algum tipo de chantagem de outras pessoas.

Quando parece que algo vai se resolver, o capítulo termina e recomeça com aquela agonia de quem quer saber de uma vez como aquilo tudo começou e como que as pessoas que mais tentam esconder os seus segredos geralmente mal sabem que estão totalmente expostos em um piscar de olhos.

É um jogo de gato e rato o tempo todo e não é nada cansativo. O envolvimento de vários personagens diferentes que ao mesmo tempo acabam nem sequer se conhecendo enriquece a trama e mesmo assim consegue trazer para a parte do outro lado da história mais sentido ainda.


O cenário é bem típico inglês e a fotografia agrada bastante. Dá para conhecer bastante coisa para quem gosta do estilo britânico dentro do enredo, já que no livro que foi originado a série, a obra se passa nos Estados Unidos, especificamente em Nova Jersey. 

Também gostei dos atores, principalmente dos adolescentes que aparecem. O estilo de atuação foi bastante convincente. Adam Prince, aqui interpretado por Richard Armitage, em alguns momentos me deixava na dúvida com o que estava sentindo, mas aos poucos fui percebendo que ele tinha mais aquele ar sério e contido.


No fim, a acerto em escolher esta obra para adaptação foi excelente. Consegue convencer do início ao fim, não deixa ficar morno ou esfriar e ainda dá um enredo para que haja uma segunda temporada, o que creio que não teria necessidades, sendo que tudo foi muito bem explicado.

Várias obras de Harlan Coben foram adquiridas para adaptação. Se continuar neste ritmo, o sucesso vai ser garantido.


E eu estava esperando ansiosamente pela data de lançamento de Freud. Não houve uma questão de publicidade gigantesca sobre esta série, mas só por se tratar de Freud e ser uma série sobre ficção e terror eu já tinha deixado agendado a data para assistir. E não tenho o mínimo de arrependimento.

SÉRIE: Freud

NOME ORIGINAL:  Freud

NACIONALIDADE: Áustria/Alemanha

DURAÇÃO: 8 episódios / 1 temporada

ANO: 2020

GÊNERO: Suspense/ Terror/ Drama


Cidade de Viena, século XIX. Sigmund Freud é um jovem psicanalista que tem visto suas teorias revolucionárias enfrentarem uma forte oposição de seus colegas do meio. Mas as coisas começam a mudar quando ele se une a uma vidente e a um detetive de polícia para investigar um serial killer.
Já vou iniciar falando que sim, a série vai retratar o famoso pai da psicanálise de forma como ele lutava contra a tudo que muitas pessoas viam as questões que hoje são muito comuns, afinal, o método de hipnose que ele sugeria naquela época era visto como algo absurdo e que não funcionava. Nesta série não será visto a vida de Freud e a sua biografia, mas sim algumas partes dele, como ele trabalhava, lidava com os desafios e afins.

Então se você já vai pensando que vai conhecer Freud através de uma série, vai pelo caminho errado. O melhor de tudo é que Freud é retratado aqui como uma pessoa normal, aliás, como um judeu que nem todo mundo quer por perto e até mesmo como um fracassado e viciado em cocaína. Tinha métodos visíveis de quem não entendia dos tratamentos da época (que eram torturantes) e estava sempre indo contra a maré dos tratamentos convencionais.


No início nem Freud acreditava em seus próprios métodos e é muito bom ver como tudo vai crescendo conforme o próprio personagem vai explicando as questões da hipnose aos outros e a si em seus pensamentos. E é quando entra a parte dos outros personagens principais. Naquela época também era muito utilizado como meios de entretenimento, as sessões espíritas, e assim entra no cenário Fleur Salomé, que é sobrinha do Conde e da Condessa von Szápáry. 
E é onde tudo se inicia, já que é nesta seção que todos se conhecem e é onde Fleur tem suas primeiras "alucinações". 

Aos poucos um monte de assassinatos começam a acontecer e Freud está sempre tentando buscar uma solução através de Fleur e com a ajudar do inspetor Kiss, para tentar desvendar o motivo pelo qual os assassinatos acontecem e parece que todos estão influenciados por uma hipnose sem fim.


A série não é tão simples assim. Cada episódio mostra uma parte do tratamento de Sigmund Freud para tentar entender a mente humana e ele acaba se deparando até mesmo com magia negra. As cenas são fortes: tem muito sangue derramado, muitas cenas de sexo, muita nudez, mas principalmente muito enredo lógico.

O diretor da série, Marvin Kren, que também foi o roteirista, conseguiu criar um enredo tão perfeito que quando parece que um assassinato está resolvido, o mundo dá um salto e tudo volta para o normal novamente e tudo é jogado fora. E a maestria é que tudo é baseado em lógica de uma vingança de guerra, as dúvidas de Freud sobre a hipnose, o lado escuro dos personagens e a luta constante para trazer cada um para o lado certo da história.


Quem assistiu ao seriado Penny Dreadful, que também estava aqui na Netflix, onde contou com três temporadas, onde mostrava as histórias de personagens do século XIX, pode ver uma certa afinidade com o estilo desta. O mesmo estilo sombrio, o mesmo lado de suspense, sensual e sanguinário vai carregar as histórias ao longo dos episódios e os personagens são bastante parecidos. 

Claramente a alusão ao dois seriados não tem nenhuma característica contínua, somente são parecidos por se passarem na mesma época e por considerarem o mesmo estilo de narrativa. Vi algumas pessoas comentarem que acharam sombrio demais ou que não consideraram "elegante" colocarem a imagem de Sigmund Freud tão próxima de um mundo narrativo em que pessoas possam aderir à ideia de que hipnose possa parecer coisa de magia negra.

E é exatamente este o fato ideal da série ser um ótimo exemplo. Pois em certos momentos dá a entender que nossa mente é como uma casa e que não somos donos de todos os cômodos, pois temos nosso inconsciente e dele não temos a mínima ideia de como trabalhamos.


Se você não se interessa pela parte da teoria de Freud, vale então ressaltar que as atuações de Robert Finster como Freud, Ella Rumpf como Fleur Salomé e Georg Friedrich como Alfred Kiss são gigantes. Freud consegue transparecer calma, ansiedade e tantos sentimentos somente na maneira como movimenta as mãos ou trava o maxilar, por exemplo.

Poderia salientar diversas fases dos personagens, porém não poderia fazê-lo sem externar muitos spoilers, mas cada um tem uma magnitude que juntos conseguem levar algumas cenas a um impacto profundo. 

E o final da série consegue deixar realmente um final e uma abertura ao mesmo tempo. Eu estava receosa de que ficasse um ponto em aberto e sem explicação, mas realmente foi muito bem fechado e ainda com a possibilidade de continuação. Freud é uma excelente ideia de personagem, já que instiga as pessoas a olharem para dentro de si ou ao menos a tentarem entender certas partes do que lhes acontece. 

O incrível foi ver que na série ele se depara com os próprios medos e anseios de seu inconsciente e que ninguém está preparado para o resultado final. Mas eu quero mais, por favor, Netflix!


E quando um trailer chama a atenção e já prende só pelo tipo de história que quer passar, eu não podia deixar passar o que aquilo estava mostrando. E então me joguei em uma história que nem imaginava que aconteceu.

FILME: Lost Girls - Os Crimes de Long Island

NOME ORIGINAL:  Lost Girls - The Crimes Of Long Island

NACIONALIDADE: Estados Unidos

DURAÇÃO: 1 Hora e 35 minutos

ANO: 2020

GÊNERO: Drama


Desesperada para encontrar a filha desaparecida, uma mãe procura a verdade e ajuda a expor uma série de assassinatos não resolvidos. Baseado em uma história real.
Para iniciar a história, este filme é baseado em eventos totalmente reais, o que eu nem sequer fazia ideia. Também foi baseado no livro Lost Girl: An Unsolved American Mistery do autor Robert Kolker e aos poucos, assistindo ao filme tudo vai ficando muito claro.

Apesar de os crimes não terem acontecido há muito tempo, analisando a linha temporal, não tenho a lembrança de ter lido nada sobre isto e acredite, no filme vai ser explicitado todas as razões disto. A história vai contar sobre a mãe Mari Gilbert, que se vê de frente ao desaparecimento de sua filha mais velha, Shannon e indo em busca da verdade, já que a polícia não dá muita abertura para o caso dela.


Digamos que o relacionamento de Mari com as filhas não é dos melhores. É uma família que busca o entendimento, e que Shannon foi uma das filhas que basicamente não foi criada pela mãe e sim pelo Estado. Mas ao perceber que o desaparecimento da filha tem algo realmente sério, ela resolve ir atrás, mesmo com o julgamento das pessoas sobre ela ser uma profissional do sexo, e ter desaparecido logo após ter saído de um cliente em Long Island.

A verdade é que todos os acontecimentos são bastante conturbados e muitos acabam virando suspeitos. Mari é uma mulher lutadora, que vai atrás de tudo e que junta provas, já que parece que todos estão contra elas. A polícia só começa a dar um verdadeiro valor quando, do nada, um cão encontra mais corpos de outras profissionais do sexo na mesma área, que estavam desaparecidas há algum tempo.


É um conjunto de disparidades da polícia. São perdidas provas essenciais, não dão importância para provas importantes, liberam suspeitos e basicamente o que acontece é que eles querem é terminar com a investigação o mais rápido possível. Na época de 2010 a mídia acompanhou o caso, mesmo que a polícia tivesse feito a solicitação de que Mari não os alertasse, mas depois de não obter nenhum apoio ela precisou pedir ajuda.

O filme é altamente dolorido. Há contradições por todas as partes. Ver o relacionamento de Mari com as filhas também uma parte dolorida. Mari sente-se culpada pelos acontecimentos e ao mesmo tempo não é capaz de dar amor e carinho. Porém torna-se uma leoa quando a questão é defender sua prole.

O filme também mostra as outras mães que descobrem o corpo de suas filhas e a impotência que elas possuem perante tudo. É um crime que nunca conseguiu ser resolvido, um serial killer que nunca foi achado e mesmo assim ainda é procurado através das evidências.


O filme mostra cenas reais da época, repórteres cobrindo as matérias, a polícia procurando corpos. E mesmo assim parece que nada era bom o suficiente, pois eles não queriam fazer um trabalho que precisasse de muito gasto. 

A atuação da atriz Amy Ryan é maravilhosa e demonstra a dor de uma mãe que busca a filha de todas as formas. A hipocrisia de uma sociedade como aquela retratada em Long Island é aquela em que julga as garotas pela profissão e não pelo ser humano que são.


O final é totalmente dolorido. Até agora estou pensando em como deve ter sido aterrador esperar tanto, ter a falta do respaldo da polícia e acabar tendo um resultado tão duro. Talvez seja por isso que o filme é tão impactante. Fico me perguntando sobre vários pretextos tudo o que aconteceu, se foi por este ou aquele motivo, já que o filme mostra muitas situações que não posso citar aqui para não entregar o filme. 

Mas indico este filme como uma forma de análise por todas os lados. Familiar, ético e protetivo da polícia. Depois da descoberta exorbitante do final, o que nos resta realmente?

E então falamos da tão aclamada obra da autora Jennifer Niver, que virou um best-seller e milhões de pessoas leram mundo afora e aqui no Brasil também virou febre. E logicamente a Netflix aproveita estes filmes mais adolescentes e leva para o seu serviço, fazendo gerar lucro.

FILME: Por Lugares Incríveis

NOME ORIGINAL:  All The Bright Places

NACIONALIDADE: Estados Unidos

DURAÇÃO: 1 Hora e 47 minutos

ANO: 2020

GÊNERO: Romance/Drama



Violet Markey (Elle Fanning) e Theodore Finch (Justice Smith) têm suas vidas transformadas para sempre quando se conhecem. Juntos, eles se apoiam para curar os estigmas emocionais e físicos que adquiriram no passado.


Já tenho que começar dizendo que o livro é muito, mas muito mais que o filme. É aquela coisa de que todo mundo diz que o livro é sempre melhor que o filme? Bom, eu sou honesta em dizer que muitas vezes o filme fica igual, outras piores e outras melhores. No caso de Por Lugares Incríveis foi um assassinato de enredo.

Quando se inicia um livro de uma forma e no filme já se começa de outra forma eu desconfio. A base de tudo já começa a ser modificada onde o ato central pode vir a tratar da interpretação total da trama, onde nos primeiros atos cria-se uma imagem dos personagens e é aí que os roteiristas e diretores pensaram que seria melhor rever já o início. Tum! Tiro no pé!



Se não formos levar isto em consideração já completo que o filme tem um tema forte. Filmes onde são tratados questões mentais, um tema muito a ser discutido na atualidade. Assim, é preciso ter explicação, ter sentido, ter uma sensação para que quem passe por isto se sinta compreendido e para quem não tenha conhecimento não reaja com preconceito. Mas ao encaminhar dos minutos vai sendo tudo engolido hora por uma tentativa de salvamento através de um romance ou por cortes de diálogos que não levam a nenhuma saída do que está acontecendo.

Os dois personagens passam por problemas mentais, depressão, luto, bipolaridade, ansiedade, tudo vem a ser tratado em uma esteira de corrida que dá vontade de chorar. No livro, o personagem de Theodore Finch passa o tempo todo buscando a melhor forma de cometer suicídio. Veja bem o sentimento pesado da história! No filme, Violet Markey também pensa no suicídio e desta forma eles se encontram e um tenta ajudar o outro, sendo que aparentemente somente Violet mostra seu lado depressivo, sendo que ela perdeu sua irmã em um acidente.



Theodore Finch é conhecido como a “Aberração” na escola e eu não consegui identificar muito o que seria a problemática dele na história, sendo que ele some por alguns dias pois precisa colocar os pensamentos em ordem. Para mim como espectadora não ficou claro o que acontecia com ele, porém sabe-se que ele sofre de certos traumas familiares e não consegue se abrir com ninguém.

Claro que, no que tange a história, sobre a amizade dos personagens, de Finch querer mostrar que tudo tem esperança para Violet, é sensível e as partes finais emocionam de verdade, mas faltou muita explicação. Parece que a obra em si é uma pessoa que quer fazer a outra conhecer lugares legais para ajudá-la a sair do luto, mas seria necessário bem mais tempo para concentrar a realidade da narrativa.


Apesar de a atriz ser a Elle Fanning, faltou interpretação. O tempo todo parecia uma boneca de pano parada, olhando para o nada. O intuito era o luto? Não conseguia despertar nem esta sensação. Olhar gélido, sem paixão, sem graça.

Logicamente estou escrevendo tudo isto pela perspectiva de alguém que já conhecia a leitura do livro. Para quem vai se jogar no filme sem nenhum conhecimento pode gostar da trama como algo mais simplório, com um final que arranca o coração e marca de verdade, pois tem uma mensagem bem interessante no final. Acho que esta era a ideia, afinal. Fazer chocar. E neste quesito o filme realmente consegue.


Fiquei rondando a Netflix neste feriado de Carnaval até descobrir alguma coisa que me interessasse, mesmo que minha lista de preferência já esteja lotada de filmes para colocar em dia. E então me deparei com um estilo de reality show que não imaginava que teria por ali.

FILME: Casamento às Cegas

NOME ORIGINAL:  Love Is Blind

NACIONALIDADE: Estados Unidos

DURAÇÃO: 60 minutos / 10 episódios

ANO: 2020

GÊNERO: Reality Show


Nick e Vanessa Lachey apresentam uma inusitada experiência social: homens e mulheres buscam o amor e ficam noivos antes de conhecer os parceiros cara a cara
De início a coisa parece bastante confusa. A ideia toda é de que homens e mulheres que estão solteiros e em busca de alguém para casar, fiquem em cabines e conversem com outras pessoas tentando assim criar algum tipo de vínculo emocional, sem poder citar nada em relação ao corpo, atributos físicos, para que cada um possa conhecer a outra livre de qualquer tipo de preconceito.

Não podem se ver de nenhuma forma e vão conversar com diversas pessoas por diversas vezes até conseguirem começar a criar laços com algum e perceber que é com esta pessoa que algum deles se ligou afetivamente e então eles acabam se pedindo em casamento. Isso mesmo, antes de se verem, há um pedido de casamento. Louco? Totalmente. Por isso que a experiência é para provar se o amor é realmente cego.




Não há como negar que a experiência é totalmente interessante. Conhecer alguém sem ficar focando na aparência física é algo que muitas pessoas desejam. Os primeiros capítulos focam basicamente nestes encontram e então começamos a identificar a personalidade dos principais participantes.

Eu me emocionei bastante, talvez por ter uma perspectiva mais feminina do acontecimento, mas depois que os casais acabam se unindo e um pedindo o outro em casamento, eles se encontram pessoalmente e então o segundo passo é ir para alguns dias como uma lua de mel no México e depois ter alguns dias morando junto como a vida normal, voltando ao trabalho, aos estudos, às redes sociais.

Se for falar com olhos de uma pessoa que teria se apaixonado facilmente, eu teria amado ter passado pela experiência, mas assistir tudo o que eles passam, todo o tempo sendo filmados, tentando fazer algo durar somente em um período de semanas para realmente decidir se dirão sim ou não no momento em que subirem ao altar é insano e emocionante ao mesmo tempo.




Há cenas de conflitos, de ciúmes, de descontrole de emocional, de pura paixão e de muitos traumas. Queria entrar na tela da TV várias vezes e encher tanta gente de tapa na cara que chega a ser engraçado. Mas como será que eu me comportaria recém conhecendo alguém?

Eu torci tanto por alguns casais. E depois acontecia algo e eu brigava mentalmente com eles. Eu tenho esta mania de achar que tudo o que parece bonito na TV pode ser lindo na vida real, porém a questão é que é um reality e milhares de horas gravadas não são mostradas e então pode tudo se misturar. Muitas vezes me questionava como alguém pode não ver o amor no outro e vice-versa? Mas a gente percebe isso quando acontece conosco?

É uma batalha interna e externa de sentimentalismo. Também queria abraçar todo mundo, chorei com eles, sorri. É como estar vivendo cada emoção em momento real. Porém o reality foi gravado em 2018 e somente agora foi ao ar. E acabou se tornando tão popular que ficou em primeiro lugar nos mais assistidos nos Estados Unidos e estava no sétimo lugar estava semana aqui no Brasil.

E então eu assisti o décimo episódio, onde eles vão até o altar e dizem o que realmente decidiram.
Passei a semana toda em que devorei a série em um êxtase e nervosismo esperando flores e corações e borboletas e bum! Um banho de água fria que quase me afogou. Logicamente eu analise as atitudes de todos e sabia que muito ia acontecer, mas tanta coisa eu não esperava e saí particularmente decepcionada.




Não decepcionada pelo reality, mas por tudo que me levou a sentir. Me apeguei aos participantes e acredito que era isso que a experiência queria gerar. Sigo os mais queridos nas redes sociais para ver como eles estão hoje e já quero uma continuação, uma segunda temporada e adoraria que acontecesse no Brasil. No próximo dia 05 de março vai ter uma reunião para mostrar tudo o que aconteceu depois das filmagens em 2018. E estou esperando para saber quem ficou com quem depois de tudo.

Indico para quem gosta de misturar emoção com surpresas, mas vá com a mente aberta, pois quando tudo parece estar tão certo, vira de cabeça para baixo. Afinal, amor às cegas parece nem sempre funcionar.


Desde o ano passado a Netflix começou a anunciar que iria investir em uma série sobre bruxas, o que deixou muita gente em polvorosa, inclusive eu aqui. Acho a temática bastante interessante não tanto pelo fator da bruxaria, pelos rituais em si e mais pelo fator político da perseguição e como eram perseguidas.

A série é baseada no livro A Cidade Perdida: Luna Nera,  da autora italiana Tiziana Triana.

 LE CITTÀ PERDUTE: LUNA NERA #1
                                                                   Tiziana Triana
                                                                      Goodreads


Itália, século XVII. Adelaide (Hades), dezesseis anos, corre e segura Valente, seu irmão, que ainda é criança, pela mão. Ela deve fugir de Torre Rossa e da casa onde cresceu, porque a acusação que paira sobre a cabeça leva diretamente à estaca: bruxaria. Alguns dias antes, no mercado, ele arriscaria ser linchado, se Pietro, um jovem atraente que acabara de voltar para a vila depois de estudar em Roma, não o ajudasse. Na zona rural do Lácio, entre as torres de vigia abandonadas do exército romano, bosques e riachos frondosos, protegidos por uma parede de arbustos, há um grupo de mulheres que sussurram praticando magia negra. Ninguém sabe quem eles são ou de onde eles vêm; eles recrutam e protegem meninas como Hades, que a empresa proibiu. É aqui - apenas no mundo das mulheres, cada uma com uma história aventureira - que Hades e seu irmão mais novo encontram refúgio e são iniciados nas artes grupais. Os benandanti, liderados por Sante, pai de Pietro, dão uma caçada implacável a essa comunidade feminina com cheiro de bruxaria: uma congregação de homens fortes que têm apenas um inimigo - as bruxas - e um poderoso apoiador - a Igreja Católica. Só que Pietro não acredita em bruxas e, acima de tudo, se apaixonou por Hades desde o primeiro momento em que a viu.
Na Netflix está chegando amanhã, dia 31 de janeiro a primeira temporada e vamos ver o que vai acontecer.


 
 
Vou assistir e depois venho aqui para falar sobre a série. Espero que tenha bastante do contexto histórico e que alcance as expectativas!