Maia D'Apliése é uma irmã dentre um conjunto de cinco irmãs, sendo que seu pai adotivo, Pa Salt, levou a garota quando bebê para sua casa na Suíça. Maia é a mais velha das irmãs e também conta com Ally, Cece, Electra, Star e Tiggy para completar o time.
Maia estava em Londres quando foi chamada às pressas a retornar para Atlantis, onde morava em um pavilhão, próximo da casa onde morava seu pai e Marina, a guardiã dela e de suas irmãs. A ligação de Marina foi para dar uma notícia que ela não esperava: seu pai havia falecido. O que Maia não esperava ao retornar para aquele lugar magnífico em que passara a grande parte de sua vida e também onde ainda vivia por boa parte do tempo, era que seu pai não desejava que as garotas o vissem em seu último momento e quando elas retornaram, Pa Salt já estava em seu leito de morte no fundo do oceano.
Maia nunca questionou suas origens, mas parece que Pa Salt desejava que ela o fizesse, pois oque restou foi uma esfera armilar no jardim da casa, com sete anéis, uma para cada irmã, com uma inscrição e com uma localização. Para cada uma foi entregue um envelope com uma carta e a partir daquele momento o seu destino teria um novo rumo.
Maia como uma tradutora de textos, passava seus momentos entre obras de grandes autores. e estava confusa com toda a revelação que havia pouco descoberta. Não desejava descobrir nada sobre sua vida. Não queria que nada impusesse sobre seu passado uma mudança, mas um dúvida se abateu sobre sua mente. Com uma busca pelas dicas de seu pai, a localização caiu direto em uma mansão, no Rio de Janeiro, Brasil. Brasil? Fora por isso que seu pai a fizera descobrir o português e transformar a língua em sua segunda pátria?
Decidida a ir atrás de seu passado, Maia vai até o Brasil e conta com a ajuda de Floriano Quintela, um autor e historiador que está disposto a ajudá-la a desvendar este mistério.
Quando chegam na mansão Casa das Orquídeas, o casal se depara com apenas duas senhoras, uma criada e a senhora Cabral.
A partir deste ponto, Maia volta muitos anos no passado e descobre a vida de Izabela Aires Cabral, sua bisavó, que parte com sua família da fazenda Santa Tereza para o Rio de Janeiro em busca da riqueza portuguesa e da beleza da cidade. Lá ela vai desvendar a magia da cidade maravilhosa, mas também é onde estará fadada a ter um casamento arranjado.
Izabela quer saber de amor e não de um casamento sem paixão, pois é isso que acredita que deva ser com muitas pessoas. E em meio a grande novidade que é a construção do Cristo Redentor, segue viagem com uma de suas melhores amigas para Paris, onde conhece Laurent Brouilly, assistente do escultor do Cristo, Paul Landowski.
Mas Izabela não imaginava se apaixonar e ficar à mercê desta paixão que não pode ser consumida.
O passado e o presente estão tomando um destino e Izabela é a resposta. Será que Maia conseguirá a resposta que precisa?
Autora: Lucinda Riley
Título Original: The Seven Sisters
ISBN: 9788581635330
Páginas: 553
Ano: 2014
Gênero: Ficção / Romance
Editora: Editora Novo Conceito
Vou começar dizendo que sou mega fã da Lucinda Riley. O que não significa que não posso criar uma resenha crítica sobre qualquer livro dela, pois para mim A Rosa da Meia-Noite não foi um livro espetacular, apesar de tudo. Quando li A Casa das Orquídeas, o primeiro livro dela lançado aqui no Brasil, criei um fascínio sem igual.
Lucinda tem uma regra em todos os seus livros: colocar uma história sobre o presente, voltar bastante tempo no passado, geralmente um século, e a partir de então fazer a somatória dos desafios. E isso funciona? Bastante para quem gosta de histórias com fatos históricos e romances. Eu sou uma delas.
A saga de As Sete Irmãs será composta, pelo que sei até agora, por sete livros, sendo que seis mulheres já estão descriminadas neste primeiro livro e o último livro não sei dizer sobre o que será retratado, mas acredito que cada um deles falará sobre a vida de cada uma das irmãs. Este começa falando sobre a vida de Maia e sua jornada ao Rio de Janeiro em busca de sua verdadeira origem.
A história é realmente linda. Não posso abster da narrativa que fiquei muito orgulhosa pelos fatos trazidos à tona sobre a construção do Cristo Redentor. Não sou uma pessoa muito curiosa sobre certas coisas e ter lido os fatos históricos no livro foi uma grande surpresa. Não fazia ideia de muitas coisas sobre a construção do Cristo e principalmente sobre as pessoas envolvidas e a autora pesquisou muito sobre para depois utilizar os personagens corretamente.
O romance é uma arte à parte. A sublime junção da dificuldade da adaptação de Izabela no Rio de Janeiro e o desejo de seu pai em casá-la com um aristocrata de sobrenome português somente pelo desejo fútil é bastante dolorido e quando ela encontra com o assistente do escultor e descobre a sua grande paixão, o livro toma um rumo diferente. Eu torci em muitos momentos por diversos personagens, em suas buscas pessoais e coletivas.
Em relação a personagem de Maia, também há uma integração com seu perfil eclético, já que lida com uma nova realidade no Brasil. O encontro com sua avó é lindo e traz lembranças e momentos ricos para a narrativa. Os capítulos vão sendo intercalados entre Maia e Izabela, o passado e o presente.
Um livro rico contrastando com um belo visual. Amei tanto quanto A Casa das Orquídeas. Lucinda fez um belo trabalho e espero que consiga seguir o padrão ao final de sua saga.
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