Harper era jovem demais quando tudo aconteceu. Demais para qualquer imaginar que teria que suportar a perda de um amor que sobreviveu ao longo dos anos.
Betsy era sua melhor amiga desde a época da escola. Por mais que ela o ignorasse durante a escola, quando saiam dela eles encaravam aventuras loucas, descobriam lugares que acendiam em Harper uma curiosidade que o faziam imaginar se seria capaz de descobrir tudo aquilo sozinho em Dois Rios.

Dois Rios era uma cidade tão pequena que todo mundo se conhecia e ninguém desejava passar muito tempo por lá. Eram grandes fazendas que iam por vastos hectares, árvore frondosas, e o belo encontro de dois rios que dava o nome à cidade. A passagem de trens também dava um pequeno ar de civilização ao lugar, mas tanto Harper quanto Betsy desejavam muito mais do que isto, desejavam formarem-se e conhecer o mundo além do que as montanhas podiam mostrar.

Os pais de Harper eram diferentes dos outros. Sua mãe lutava pela liberdade dos negros, em uma época em que, infelizmente, o racismo era gigantesco e sua mãe precisava se esconder para fazer as matérias para o jornal clandestino que mantinha a favor dos negros.
Seu pai vivia para facilitar a vida de sua mãe com suas invenções malucas e acreditava que assim poderia torná-la mais feliz.
Mas de uma certa forma, sua mãe precisava viajar por certos momentos para lutar em lugares de maior opressão e ambos sabiam que isto poderia demorar meses, mas aceitavam o fato.

Mas isto tudo aconteceu no antes. No antes de Betsy morrer. Morrer não seria a palavra. No antes de Betsy ser assassinada. No antes de Betsy estar ao lado de Harper com Shelly em sua barriga. Antes de que o homem viesse tirá-lo dele e terminar com seus sonhos. Conseguiram salvar somente o bebê. Somente Shelly!

Hoje, Shelly tem 12 anos e é difícil para Harper ser um pai tão bom quanto gostaria. Criar uma menina sozinha, sem a presença de uma mulher parece ser tão complicado. Mas é impossível desistir.

E naquele dia em que o trem descarrilou, naquele dia em que salvou a vida daquela menina de apenas 15 anos e percebeu sua barriga saliente, aquela menina apavorada, assustada e pedindo socorro sem parar, viu que precisava fazer alguma coisa pois sua consciência pesada cobrava dele algo.

Maggie conseguiu convencer Harper a deixá-la ficar por um pequeno tempo em sua casa, somente até resolver sua situação. Mas Maggie era negra, o que fazia todos comentarem sobre ele estar com uma menina em sua casa, de cor diferente, sabendo-se que era solteiro.

E é no pesadelo do passado, no amor por Betsy, no vislumbre de um ato que o acomete há mais de 20 anos que Harper percebeu que tinha cometido um engano. Porque Maggie não tinha vindo por acaso, ela tinha vindo por um motivo certo e agora ela vinha para cobrar a verdade!


Autora: T. Greenwood
Título Original: Two Rivers
ISBN: 9788581632773
Páginas: 448
Ano: 2013
Gênero: Ficção / Drama
Editora: Novo Conceito










Esta capa acima é a original lançada porém não achei muito real com a história do livro. Demonstra em parte um pouco da personalidade de Betsy, mas a que a Novo Conceito lançou é praticamente a cara da cidade e do real motivo de tudo ter começado a acontecer. A questão das montanhas, do rio ao lado e do trem que passa. Considero uma capa bastante interessante.

A Novo Coneito lançou um outro livro desta autora que foi o Um Mundo Brilhante que também li e ela tem um dom da escrita bastante detalhada e característica em descrever maravilhosamente bem os personagens, o cenário e os atos.

Os capítulos de Dois Rios vão acontecendo de forma que mostram o passado e depois o presente e desta forma vai se ligando os pontos dos acontecimentos. 

Este livro já havia me chamado a atenção desde que a Novo Conceito o colocara como pré-lançamento. A sinopse me chamou muita atenção. E realmente não estava errada sobre a história. É de uma delícia sem fim.
Tem um quê de mistério, de romance, de dor, de paixão.

A verdade sobre a vida de Betsy que se apóia tanto em Harper e que para ele isso é tudo o que ele realmente precisa para viver. Ver o amor entre eles durante todo o tempo. Todas as coisas que eles abrem mão para ficarem juntos ou o que eles fazem para terem um futuro melhor.
As dificuldades da época sobre a questão do racismo, a reação das pessoas, a questão da guerra e como ela teve seu impacto até mesmo ali em Dois Rios.

A descrição de ver um pai criando uma filha sozinho, passando por todas as sequências de acontecimentos, do despreparo da paternidade é realmente muito tocante.

Mais do que tudo isto é a resolução dos fatos. É tão incrível saber como tudo se resolve que, em nenhum momento, me passou pela cabeça que tudo estava interligado. 
É uma bela obra prima que coloca novamente a autora na minha lista de favoritas. 

O livro me fez desejar morar em Dois Rios, ser amiga de Shelly e ter conhecido Betsy tanto quanto Harper. Uma bela obra prima!











Imagine uma situação: você viver em um lugar que não gosta, num momento em que não está feliz, com alguém que talvez não esteja mais preenchendo o seu coração plenamente e percebe que pode de uma hora para outra tomar uma decisão que mudaria sua vida mas que destruiria muitas outras. O que você faria?

Parece fácil responder apenas lendo esta pequena introdução, mas para quem vive ou viveu uma experiência como esta, sabe que magoar corações é a coisa mais árdua e dolorosa e que muitas vezes é mais fácil manter a vida da forma como ela está do que mudar e prejudicar diversas outras.

O livro Mundo Brilhante, da Editora Novo Conceito, me chamou a atenção pela capa e pelo subtítulo - O que fazer quando o mundo em que você vive não é o lugar a que você pertence? - afinal, quem um dia não imaginou estar vivendo em um mundo que não era realmente o seu?




Autores: T. Greenwood


Titulo: Um Mundo Brilhante


Selo: NOVO CONCEITO


Ano: 2012


Número de páginas: 336

Área Principal: FICÇÃO


Assuntos: ROMANCE





Ben é um homem dedicado, que trocou a sofisticação da cidade grande pela vida mansa de uma cidade pequena onde poderia estudar e se formar até ser professor, mesmo que não conseguisse a vaga tão sonhada e se tornasse somente um substituto.

Mas ali conheceu Sara, uma mulher doce, de sorte, que o encantou pelo seu sorriso e pelo seu jeito encantador e dominante que foi fazendo a relação deles se tornar aquilo que ele sempre esperou de um grande amor.

E de repente, num piscar de olhos, ele estava parado no tempo, em meio a um acidente, a um desconhecido, tentando não se envolver àquela pessoa que estava morrendo a sua frente anos depois mas tudo foi ficando muito difícil.

Rick foi a pessoa que apareceu quase morto em frente a sua casa e com isto a história se desenvolve trazendo à tona personagens, vidas reais e fazendo Ben ver que uma nova esperança de vida pode surgir ao conhecer a irmã de Rick, Shady.

Um mundo brilhante é uma mistura de amor, emoção, drama, intrigas, suspense que faz com que você torça pelo amor do personagem principal, mas depois pense melhor e se coloque na pele dos personagens secundários e fique muito em dúvida em relação ao que faria em meio a tudo isto.

Um mundo brilhante na verdade é a vida como ela é, o que nós desejamos fazer em meio a conflitos mas nem sempre podemos decidir pelo que é o certo ou o errado e sim ir seguindo pelos caminhos que aparecem.

Nem sempre tudo é brilhante na vida, mas é um livro cheio de esperanças e de lições!

Beijos,

Greice Negrini