Autora: Kristin Hannah
Título Original: Between Sisters
Páginas: 336
Ano: 2019
Gênero: Romance 
Editora: Arqueiro
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Meghann Dontess é uma mulher atormentada pela tristeza e pela solidão, e não consegue lidar com a difícil decisão que tomou na adolescência e que a fez perder tudo, inclusive o amor da irmã. Advogada de sucesso, trabalhando com divórcios, ela não acredita em relacionamentos – até que conhece o único homem capaz de fazê-la mudar de ideia.
Claire Cavenaugh está apaixonada pela primeira vez na vida. Conforme seu casamento se aproxima, ela se prepara para encarar a irmã mais velha, sempre tão dura e arrogante. Reunidas após duas décadas, essas duas mulheres que pensam não ter nada em comum vão tentar se tornar algo que nunca foram: uma família.
Na cidade de Seattle mora uma advogada muito famosa especializada em divórcios. Meghann Dontess não é casada, não teve filhos e seus relacionamentos acabam nunca durando, já que ela trabalha muitas horas por dia e a todo momento boicota tudo o que tem. E o pior de tudo é que desde quando era pequena tinha uma mãe que nunca quis saber dela e de sua irmã mais nova, Claire.

Claire morava em um resort duas horas próximo de Seattle. Naquele lugar tranquilo ficava junto com a sua filha de cinco anos e seu pai, sempre fizera aquilo desde quando aos nove anos de idade seu pai apareceu após a ligação de sua irmã e levou as duas embora. Afinal, a mãe das duas realmente tinha sumido e elas não tinham como se manter sozinhas.

A questão é que Sam era pai somente de Claire, mas aceitara cuidar de Meghann também, que já era adolescente na época. O que acabou acontecendo é que ela não conseguira aguentar ver sua irmã ser amada e depois de tanta rebeldia, as brigas ficaram enormes e o pai de sua irmã mandou ela embora e desde então elas nunca mais se falaram. Depois de tantos anos, agora Meghann já tinha 42 anos de idade e o que ela e a irmã faziam eram se ligar raramente.

"Meghann desejou apagar as poucas lembranças que tinha do pai da irmã. Mas aquele tipo de amnésia nunca acontecia. Em vez disso, ela se lembrava de tudo, de cada detalhe. Sobretudo, recordava quanto desejara que Sam também fosse seu pai. Talvez nós três possamos ser uma família, pensara, quando ainda era jovem e esperançosa." Pag. 59

Um dia quando uma cliente precisou da ajuda de Meghann para decidir seu divórcio, ela acabou passando dos limites e o quase ex-marido acabou apontando uma arma para ele e atirado. A partir disso ela começou a ter crises de ansiedade e estresse pós-traumático e foi obrigada a tirar férias de seu trabalho.

Ao mesmo tempo Claire conhece um músico e descobre que pela primeira vez em sua vida está apaixonada. Sente amor de verdade por alguém e está sendo amada. E decide que vai viver este amor depois de tudo que a sua vida trouxe de dor na sua infância.

Quando as duas irmãs resolvem que tudo precisa ser deixado para trás, as dores de cabeça de Claire, que antes eram poucas, surgem com tudo e o diagnóstico que parecia simples vai acabar destruindo o coração de todos.


Não tem como eu fazer outra coisa além de elogiar todo e qualquer livro que a Kristin Hannah escreva. Se for uma escrita sobre guerras ou sobre dramas familiares, ela faz isto de uma forma magistral. E neste ela não vai fugir do molde de conseguir chegar no final da trama com o coração da leitora arrebatado.

"Claire soltou um suspiro. Não era fácil fazer promessas daquele tipo. Quem acreditava naquelas coisas eram pessoas que haviam crescido em lares seguros, onde era possível confiar nos pais. Mas ela tinha fé em Bobby tanto quanto uma mulher criada por sua mãe podia ter fé em qualquer homem." Pág. 107

Nesta obra vamos ter um drama familiar voltado para a história de duas irmãs que pela questão de terem sido deixadas de lado pela mãe na infância, após serem levadas pelo pai de uma delas, acabam se separando através do destino. E por uma forma que fizeram com que elas não se falassem mais.

Vamos ter a visão de uma irmã que foi atrás de todos os seus sonhos, não deixou que ninguém desse opinião em sua vida e após muitos anos é uma profissional de sucesso, mas totalmente triste e solitária em outros momentos. Já a outra irmã tem sua vida em uma cidade pequena e nunca conseguiu encontrar o amor de verdade para viver junto de si.

O incrível é que a mãe das duas não sai do papel. E a autora ter colocado ela na trama dá uma sensação de raiva em vários momentos. Pois se já foi bastante cruel vê-la ter desistido das filhas, deixando-as se criarem sozinhas, ao mesmo tempo ver a forma como ela mesma queria sua própria vida e como ela trata as filhas é bastante perturbador.

 


Ao mesmo tempo o tratamento que as irmãs tem entre elas é aquele caso dolorido, onde o silêncio fala mais alto e que a mágoa acaba corroendo. A culpa que cada uma guarda para si é tratada em cada cena entre elas e mesmo que os personagens que surgem para dar mais informações na narrativa, mostra que cada uma delas conseguiu suportar tudo de uma maneira diferente.

Quando Kristin Hannah introduz a questão do amor verdadeiro de Claire e ao mesmo tempo a tentativa de Meghann de se manter com uma pessoa que precisa se perdoar de algo que fez é bastante tocante. É como uma história onde o amor precisa mostrar para os personagens que vale a pena ser vivido e que não é somente a dor para elas.

A obra toda acaba machucando. Machuca pois trata o drama verdadeiro de uma família e não coo um conto de fadas. E acaba ensinando que ninguém sai impune das ações escolhidas, mas que com a ajuda de cada um dá para fazer um pouco melhor sempre.



E mais um livro da autora que eu amo muito vai chegar no mês de setembro às estantes do país todo. 
Kristin Hannah foi para mim como uma leitura em seu primeiro livro que falava sobre guerra e família quando li Jardim de Inverno, ainda quando publicava pela editora Novo Conceito.

Cada livro que ela escreve fala tanto de laços de família ou de guerra de uma forma real e dolorida, que parece que estamos passando pela mesma experiência naquele momento. E agora a Arqueiro vai trazer mais um livro dela.

TEMPO DE REGRESSO
Kristin Hannah
Lançamento: 09/09/2019

Meghann Dontess é uma mulher atormentada pela tristeza e pela solidão, e não consegue lidar com a difícil decisão que tomou na adolescência e que a fez perder tudo, inclusive o amor da irmã. Advogada de sucesso, trabalhando com divórcios, ela não acredita em relacionamentos – até que conhece o único homem capaz de fazê-la mudar de ideia.
Claire Cavenaugh está apaixonada pela primeira vez na vida. Conforme seu casamento se aproxima, ela se prepara para encarar a irmã mais velha, sempre tão dura e arrogante. Reunidas após duas décadas, essas duas mulheres que pensam não ter nada em comum vão tentar se tornar algo que nunca foram: uma família.
Sensível e divertido, Tempo de regresso fala sobre os erros que cometemos por amor e as dores e as delícias que apenas irmãs podem compartilhar.
E para quem comprar em pré-venda, também ganha um brinde bem legal junto com o livro!

A autora tem vários livros lançados pela editora Arqueiro e você pode conferir quais são através deste link, lembrando também que o livro Amigas para Sempre, que foi publicado pela autora com a Arqueiro vai virar série com dez episódios pela Netflix!







Autora: Kristin Hannah
Título Original: The Great Alone
Páginas: 400
Ano: 2018
Editora: Arqueiro

Atormentado desde que voltou da Guerra do Vietnã, Ernt Allbright decide se mudar com a família para um local isolado no Alasca.
Sua esposa, Cora, é capaz de fazer qualquer coisa pelo homem que ama, inclusive segui-lo até o desconhecido. A filha de 13 anos, Leni, também quer acreditar que a nova terra trará um futuro melhor.
Num primeiro momento, o Alasca parece ser a resposta para tudo. Ali, os longos dias ensolarados e a generosidade dos habitantes locais compensam o despreparo dos Allbrights e os recursos cada vez mais escassos.
Porém, o Alasca não transforma as pessoas, ele apenas revela sua essência. E Ernt precisa enfrentar a escuridão de sua alma, ainda mais sombria que o inverno rigoroso. Em sua pequena cabana coberta de neve, com noites que duram 18 horas, Leni e a mãe percebem a terrível verdade: as ameaças do lado de fora são muito menos assustadoras que o perigo dentro de casa.
A grande solidão é um retrato da fragilidade e da resistência humana. Uma bela e tocante história sobre amor e perda, sobre o instinto de sobrevivência e o aspecto selvagem que habita tanto o homem quanto a natureza.

Leni é uma garota que está entrando na adolescência. Com treze anos está aprendendo que a vida é muito mais difícil do que algumas pessoas acreditam ser. Desde cedo ela muda de cidade em cidade e desde que o pai voltara da guerra do Vietnã a frequência de seus ataques e da violência faz com que ela precise saber como se portar em dias ruins.

Cora ama seu marido como uma obsessão. Fugiu com ele aos dezessete anos, grávida e sem ter sequer onde ficar. Seus pais não aceitaram de forma alguma a união e assim Cora sabia que tinha que decidir entre o amor de sua vida e sua família. Casou-se e em seguida tinha no colo Leni, ou Leonora, uma menina linda de cabelos ruivos.





"O pai bateu nela outra vez, com mais força. Quando a mãe atingiu a parede, ele olhou para baixo, viu o sangue nos nós de seus dedos e o encarou.
Um uivo agudo e triste de dor irrompeu dele, ecoando nas paredes de troncos. O pai cambaleou para trás, afastando-se. Lançou para a mãe um olhar longo e desesperado de tristeza e ódio, em seguida saiu correndo da cabana, batendo a porta às suas costas." P. 117



Ernet Allbright era sedutor. Um mecânico que sonhava com uma bela família. Tudo corria bem até precisar ir para lutar no Vietnã. A guerra não é o que se espera e lá foi feito refém por anos e torturado diariamente. Quando voltou, os pesadelos e a tristeza tomaram conta de seu corpo e sua mente.

Agora a pequena família vivia na escuridão. Procurando uma saída, Ernet recebe um pedaço de terra no Alasca, em Kaneq, em uma ilha remota onde não há eletricidade, hospital ou quase nenhuma população. Mas ao saber da notícia o que ele vê é uma saída para a felicidade. E então os três rumam para o quase fim do mundo.

"Trabalhando duro depois da escola e nos fins de semana, Leni devia estar dormindo como pedra, mas não conseguia. Noite após noite, ficava deitada acordada, preocupada. Seu medo e sua ansiedade em relação ao mundo tinham sido aguçados como uma ponta de faca." P. 103

O que não esperavam era que o Alasca tivesse seus dias de inverno quase totalmente no escuro e assim o pior lado do pai voltasse à tona.



Como interpretar toda a emoção e sentimento que Kristin Hannah coloca em A Grande Solidão? Cada vez que começo a escrever sobre um livro dela fico pensando nos livros anteriores que li e tenho sempre a mesma sensação de que ela consegue captar cada pedacinho da convivência entre as pessoas, seja ela familiar, amorosa, amigável. Ela desperta um conjunto de emoções do início ao fim da leitura.

 


Sempre tive medo do Alasca. Os filmes ou livros que leio ou assisto sobre mostram um lugar difícil, frio, selvagem. E aqui em A Grande Solidão é tudo isto e um pouco mais. Melhor, muito mais. A época é os anos setenta, então uma ilha mais remota sem quase nada de tecnologia, é somente para pessoas muito fortes. O lugar onde a história se passa é um misto de beleza extraordinária e medo constante.

"Tentou dizer a si mesma que aquilo não significava nada. Mas, quando Matthew olhou para ela, sentiu uma palpitação. Ela pensou: Nós poderíamos ser amigos. E não o tipo de amigo que pegava o mesmo ônibus ou comia à mesma mesa." P. 61

A autora soube captar a beleza de uma forma única. É como fechar os olhos e conseguir sentir até o perfume das folhas, o gelo no corpo, a mudança da noite para o dia. É uma descrição detalhada e única marcante e característica da autora.






"O verão terminou tão depressa quanto havia começado. O outono no Alasca era menos uma estação e mais um instante, uma transição. A chuva começou a cair e não parou, transformando o solo em lama, afogando a península, caindo em cortinas cinzentas. 





Partindo para a questão emocional o livro traz o assunto sobre o abuso familiar, o romance destrutivo, a violência doméstica. Aborda de uma forma bem direta e forte o tema. Mas não vitimiza. Mostra os lados reais da história e concordei totalmente com a forma da escrita, pois conheço casos e são resumidos assim. 

Mas não é somente sobre isto. É sobre amor, sobre amizade e sobre destino. Sobre escolhas difíceis. Basicamente vai falar sobre a personagem de Leni desde seus treze anos, seu sofrimento, as descobertas da vida no Alasca e como ela decidiu cada momento.



É uma mensagem linda sobre amor sim, mesmo que mostre sobre a violência, mas a superação exalta a obra. Da metade para o final eu queria abraçar o livro e não terminar com medo de me afastar daquele pedacinho de mundo, daquelas pessoas que mesmo sem muito resolviam viver intensamente.

A Grande Solidão é como muitos chamam o Alasca. Mas nesta obra Kristin Hannah mostra que de solidão Leni com certeza não viveu. Maravilhoso!






West End é um lugar no estado de Washington que ficou meio esquecido pelos turistas por um bom tempo, inclusive por Ângela DeSaria. A irmã do meio de uma família italiana deixou todos para trás e foi estudar na Califórnia, onde seguiu carreira na área publicitária e conheceu seu marido Conlan, um homem que sempre a fortaleceu. O problema é que os anos que se passaram foram sempre na tentativa de conseguir conceber uma criança. A última tentativa acabou desmotivando totalmente Angie, quando sua filha Sophie sobreviveu somente alguns dias. Isso a matou totalmente por dentro. E seu casamento também não sobreviveu.

O restaurante DeSaria’s é o grande amor da Mama, Livvy e Mira. Após a morte do pai Mama coloca todo o seu tempo no restaurante que é a grande atração do local, mas que está perdendo a sua clientela há muito tempo. Livvy, uma ex-modelo que tentou a vida fora e precisou voltar para casa depois de dois divórcios e com dois filhos, trabalha em tempo integral no restaurante, junto com a irmã Mira, uma mulher que já entrou na faixa dos quarenta anos  com quatro filhos para criar.

Lauren Ribido foi responsável por sua própria criação desde muito cedo. Sua mãe sempre a culpou por ter sido mãe tão cedo e agora era uma mãe que não ligava para o que a filha fazia. Lauren se esforçava ao máximo para conseguir boas notas no colégio onde conseguira uma bolsa integral de estudos, mesmo que não tinha dinheiro para nada: roupas novas, comida decente. Ela via a mãe se afundar no álcool e trocar de namorado o tempo todo e Lauren só conseguia contar com o namorado de longa data para ficar ao seu lado.

Agora a vida de Lauren e Ângela irão se cruzar e os destinos serão traçados por diversas dificuldades. O amor e a amizade entre a família é o alicerce que une muitas pessoas, mas quando algumas se quebram talvez o que sobre seja juntar os pedaços e seguir em frente.




Autora: Kristin Hannah
Título Original:  The Things We Do for Love
ISBN: 9788580417692
Páginas: 352
Ano: 2017
Gênero:  Drama
Editora: Arqueiro






 


Como escrever uma resenha crítica quando o coração ainda bate forte depois da leitura? Mesmo que já tenha se passado quase uma semana ainda fico pensando nas páginas e nas palavras reflexivas da Kristin Hannah. O poder que a autora tem de introduzir os dramas familiares em uma junção de amor, amizade, luta, dor e reconhecimento são tão fortes e poderosos que é impossível o leitor não se envolver completamente em cada página lida.

No primeiro capítulo já se cai de cabeça na fragilidade de Ângela, em sua demonstração de luta para manter o casamento e na descrição de seu esforço para ter tentado engravidar, o que acabou de certa forma destruindo o seu casamento. Assim a autora já consegue chocar nossos sentimentos somente com poucas páginas e imitar a realidade de uma forma incontestável.

Eu imaginava que ia ser aquela leitura onde as irmãs se unem com a dor de uma delas e assim tentam reparar o que foi perdido com o tempo, mas o que a história conta é muito além disto. Está no decorrer dos anos em que a mágoa por atos não tratados foi acumulando e aos poucos quando as três irmãs e a mãe se veem sem o patriarca da família e precisam desenvolver o sentimento unidas, um aprendizado se inicia.

O papel da adolescente Lauren é o que mais dói, na verdade. Não é sempre que em meu círculo vejo uma menina que precisa virar sua vida de cabeça para baixo para conseguir ter o básico na vida, inclusivo o estudo. Mas o mais legal é que esta personagem não desiste. Ela é lutadora e tem um ímpeto gigantesco para alcançar metas sem em nenhum momento destruir pessoas.

Claro que chega um momento do livro que aquilo em que menos queremos que a autora toque no tema vai acontecer. E é neste momento em que agarrasse o livro com tanta forma e coloca-se ele perto do coração para que as palpitações tentem ser amenizadas de alguma forma. Parece tudo um beco sem saída para que o sonho de uma não seja destruído pelo sonho de outra. 

É um choque de realidade e com certeza milhares de mulheres passam por estas situações. É por isto que Kristin Hannah é para mim uma das melhores autoras na área de drama, tanto familiar quanto de guerra. Ela sabe envolver de uma perspectiva realista e ao mesmo tempo não forma clichês onde se imagina o final imediato.

É de chorar e de emocionar do início ao fim e logicamente mais uma vez ela inova com chave de ouro. O livro já está sendo adaptado para o cinema e só me resta saber como tudo vai ser envolto através da telinha, porque em letras já descobri que é perfeito.






Na pequena cidade de Oyster Shores três filhas de um homem um tanto carrancudo estão desesperadas pela perda da mãe, uma morte repentina. Winona com 15 anos, Aurora com 14 e Vivi Ann com 12. Isto em 1979 e elas estão aprendendo que a partir de então, a vida naquele rancho onde sempre aprenderam muita coisa vai mudar, mas que elas vão precisar de muita força e união e que a vida da família Grey será munida pelas irmãs.

Anos mais tarde a única que continua vivendo no rancho e cuidando de tudo é Vivi Ann. Não que ela tenha o dom para isto, já que tudo está um pouco acabado e ela precisa estar em alguns rodeios para conseguir dinheiro. Winona é uma grande advogada na cidade pequena e Aurora se casou com um médico e é mãe de gêmeos.  Winona ainda não se casou mas no dia em que o seu antigo amor da adolescência e melhor amigo, Luke Conelly, retorna para a cidade, ela sente que seus sonhos podem se concretizar. Isto até ele conhecer Vivi Ann e perceber que a linda garota é a mulher de seus sonhos. 

Mesmo com o coração na mão Winona aceita que sua irmã siga com o relacionamento e que tudo o que a família sempre sonhou continue existindo. Agora ela ajuda com o que pode no rancho e contratar um peão para ajudar é quase como uma tarefa impossível. Mas é quando Dallas Raintree aceita o desafio do emprego que tudo começa a mudar. O homem que não é muito aceito por algumas pessoas por ser meio índio e meio branco, que tem diversos problemas com a lei e que guarda muitos segredos, vai roubar o coração de uma das irmãs e mais do que isto, vai fazer com que o amor seja o mais valorizado sentimento.

E é quando um assassinato brutal acontece que a união da família precisa ser posta a prova, mas com tantos sentimentos guardados e nem todos eles são bons, que a família Grey irá ruir e o que um dia existiu terá que ser replantado novamente.


Autora: Kristin Hannah
Título Original: True Colors
ISBN: 9788580415957
Páginas: 352
Ano: 2016
Gênero:  Romance / Drama
Editora: Arqueiro







 

Quando se tem autoras que já sabem escrever de uma forma que você gosta e que em todos os livros você sabe que não vai ter algum tipo de decepção pela escrita, fica mais fácil saber que ao pegar o livro aquela próxima leitura vai ser uma boa aventura. Para mim é isto que acontece com as leituras que faço de Kristin Hannah. Não tem um livro dela que eu vá dizer que foi ruim, sendo que já li todos os que foram publicados aqui no Brasil pela Arqueiro e pela Novo Conceito.

A Kristin Hannah consegue estabelecer um padrão de histórias em que retrata a guerra ou então retrata histórias sobre família, amizade e amor. No caso de As Cores da Vida, a família o amor e a amizade é o que vai ser bastante visualizado como tema principal. Sabe a sensação de terminar uma leitura e estar com a emoção tão forte que parece que foi você quem viver tudo aquilo? É assim que estou me sentindo com este livro.

O livro é dividido em duas partes. Na primeira vamos ver a descrição das três irmãs e como elas convivem com a perda da mãe ainda jovens e como elas precisam estar sempre juntas e tentam não se abalar com a ausência de amor do pai. cada irmã tem uma personalidade diferente e isto é o que conta muito já que sem estas características acredito que muita coisa na história nem iria adiante. É totalmente compreensível o estilo de cada uma e como elas encaram de diferente forma os eventos e as adversidades. E é isto o que realmente importa.

É uma história que vai relatar a questão sobre como um pai se importa sobre a imagem de uma família que não é sempre feliz, mas que faz o possível para se manter unida. 

Mas o que toca realmente é a questão do verdadeiro amor. Dallas é o peão contratado para cuidar do rancho da família Grey também é um grande motivo de discórdia entre as irmãs. Torci durante todo o tempo por este personagem que é forte, dedicado e mostrou tanto de si que é como se desejasse que ele fosse real o tempo todo. 

A segunda parte da história se passa ao longo de alguns anos depois de um crime ter mudado o destino da cidade e principalmente da família Grey. É nesta parte que eu fiquei mais emocionada e ansiosa com tudo o que acontecia. Sabe quando as pessoas sabem que mesmo longe devem fazer algo para se unirem mais o orgulho não permite? É um pouco assim que tudo acontece. Eu sofri junto, eu chorei junto e sorri também. 

Não consigo transmitir todo o sentimento que o livro transpassa e talvez somente lendo a história você vai entender o que quero dizer, sem que eu realmente fale o que aconteceu para que não conte spoilers aqui. Mas todos temos diferenças. Sempre vai haver desejos não correspondidos, algum tipo de inveja ou até mesmo dores não resolvidas. Mas quando a união e o amor prevalecer pode ser que tudo isso valha a pena em ser esquecido.










Lexi sempre esteve em lares adotivos durante sua infância. Não que sua mãe fosse ausente, na verdade ela era até presente mas vivia drogada ou se metendo em confusões que a levavam para a prisão constantemente. Assim, Lexi precisou aprender a se virar sem uma família de verdade até que sua mãe faleceu e a descoberta de uma tia-avó deu a opção do que poderia vir a ser a única gota de esperança que Lexi teria. Isso aos seis anos de idade, agora ela já estava com quatorze anos, se acostumara a viver em um pequeno trailer e sentia um grande carinho pela mulher que decidiu ficar com ela quando ninguém mais quis.

Mia e Zach são irmãos gêmeos que não precisam reclamar da vida de luxo que levam. precisando iniciar o ensino médio, Zach é o garoto popular, bonito e forte que todo mundo vive atrás, quanto Mia é a menina com quem ninguém conversa ou sequer olha. Jude é a mãe que não deixa nada de errado acontecer, está sempre anotando tudo o que os adolescentes precisam fazer, leva e busca onde precisam, cuida tão intensamente que parece que eles não saíram da infância ainda.

Quando Mia e Lexi se encontram no colégio as duas iniciam uma nova amizade que modifica a vida de Mia. A garota é tão insegura e cheia de medos que ter uma nova amiga a faz se sentir plena e com mil coisas novas para fazer. Lexi também só pode agradecer por aquela nova experiência já que nunca pode contar com ninguém desta forma.  Além disto a mãe e o pai de Mia entram na vida de Lexi como os pais que ela nunca teve e mostram como o carinho dos adultos e o cuidado com os filhos pode transformar uma pessoa.

O único que não consegue enfrentar Lexi é Zach. De início parecia que ele não queria a amizade da garota. Aos poucos ela foi percebendo que ele tinha medo de que Mia fosse magoada se não tivesse a atenção da amiga e por fim o que acaba acontecendo é que Zach percebe que está apaixonado pela aquela nova amiga da irmã mas que não pode deixar que isto atrapalhe tudo novamente como já acontecera no passado.

Até que um acidente acontece e muda completamente a vida de todos. De um lado a culpa e o sentimento da derrota dos pais que acreditaram que não conseguiram fazer tudo que podiam e de outro a amiga que se culpa por ter feito a melhor escolha para todos. A verdade é que todos vão se martirizar e se destruir aos poucos até perceber a real verdade da situação.


Em abril de 1995, uma mulher estava tentando explicar a seu filho querido o quanto ainda tinha forças para viver sozinha, apesar de sua grave doença e sua idade, passada de setenta anos. Mas não adiantava mais implorar por mais tempo, ela precisava juntar suas peças preciosas e se mudar para uma casa de repouso para que assim ele se sentisse melhor. E foi quando abriu um baú cheio de recordações é que esta mulher precisou voltar ao tempo e relembrar toda uma história, guardada no fundo de sua mente e de seu coração.

Em 1939 Vianne Mauriac está em sua casa na pequena cidade de Carriveau, França, ouvindo sua filha Sophie de oito anos correndo pela casa com o seu pai, Antoine. Vianne morava ali há alguns anos desde que seu pai deixou ela aos quatorze aos e sua irmã Isabelle aos quatro anos com uma empregada e nunca mais voltou. Agora Vianne vivia uma vida feliz, cuidando de sua plantação, ensinando em uma pequena escola e seu marido trabalhando como carteiro na cidade.

Isabelle era um tanto arredia. Foi expulsa de diversos internatos e agora estava novamente sendo expulsa de mais um. Até sua irmã não aceitou ficar com ela depois da morte de sua mãe e o abandono de seu pai e ela foi obrigada a viver sozinha naqueles lugares horríveis. Ia voltar para Paris e enfrentar o seu pai, que tinha uma pequena livraria e morava em um apartamento pequeno. Desta vez ele seria obrigado a aceitá-la.

O que nenhuma delas esperava era que a guerra estava iniciando. Os alemães deram início aos ataques e a Franca começou a ser invadida. O primeiro medo foi quando Vianne viu seu marido ter que ir para a guerra e ela ter que ficar sozinha naquela casa enorme. Sabia o que tinha acontecido com o seu pai depois que ele voltou da primeira guerra e ele nunca mais conseguiu ser o mesmo. Isso não poderia acontecer novamente.

Quando Paris começou a ser bombardeada, Isabelle foi obrigada a ir para a cidade de sua irmã por seu pai. Ele precisava garantir a segurança da filha ou até mesmo livrar-se dela. Os dias que Isabelle passou tentando chegar até a antiga casa mostrou o que ela jamais imaginaria. Milhões de pessoas estava fugindo de suas casas e a fome, a miséria e a destruição acompanhavam as estradas. Logo a morte abriu as portas e as explosões jogavam cadáveres por todos os lados. Quando Isabelle conseguiu chegar na casa de sua irmã, com uma paisagem quase totalmente destruída, ela já tinha tomado a sua decisão.

Isabelle agora com dezenove anos não podia ficar parada e ver alemães matando seu povo. Ela precisava enfrentar o medo e começar a ajudar a Resistência Francesa. Mauriac era totalmente contra, já que temia pela vida de sua filha. Mas logo sua casa foi invadida, seus móveis foram confiscados e um alemão avisou que ficaria aquartelado na casa delas. Um alemão. Um inimigo.

A partir deste momento as duas irmãs tomam caminhos diferentes. Isabelle irá lutar pela liberdade de seu povo e Vianne vai continuar protegendo sua pequena família e seus vizinhos queridos. Até que a morte começa a levar judeus, homossexuais e ciganos. Então Vianne percebe que além da fome e da maldade diária da violência que assiste na cidade, nas filas de racionamento, os assassinatos jamais cessão.

Cada irmã precisa cumprir seu papel. E quando uma delas comete um pequeno erro, tudo pode vir por água abaixo.


Autora: Kristin Hannah
Título Original: The Nightingale
ISBN: 9788580414677
Páginas: 432
Ano: 2015
Gênero:  Ficção / Romance / Drama
Editora: Arqueiro







 

Inspirar, expirar. Inspirar, expirar. É isto que falam quando a pessoa tem uma pequena crise de choro, pânico ou fica completamente em um estado emocional forte, correto? Então eu já pratiquei estes dois passos simples durante a leitura de O Rouxinol. Olhando em primeiro momento para a capa do livro que a Arqueiro lançou aqui no Brasil você vai imaginar que é uma história de amor que provavelmente se passa na França, pela questão da torre de fundo e o que mais? Mais! Muito mais! MUITO.MAIS.

Para começar já posso falar que este livro está sendo adaptado para o cinema. Um ponto positivo e tanto para um livro que foi lançado pela própria autora no ano passado. 
Agora, eu, que sou "megamente" viciada em histórias sobre a segunda guerra mundial, que posso citar diversos livros os quais encontrei este mesmo tema, tenho plena certeza em afirmar que O Rouxinol é um dos melhores livros que já li. 

O enredo em primeiro momento é baseado na vida de duas irmãs que tem como um trauma de vida ter visto a sua mãe ficar doente e depois que ela faleceu ver o pai abandoná-las e ficar totalmente indiferente a elas. Isto foi algo que fez com que tanto as irmãs quanto o pai se separassem e cada um seguisse seu caminho. Cada personagem possui uma característica, o que faz com que a convivência traga crises e desafetos quando o que todos mais querem é ficar juntos. São diversos personagens que entram e saem da história, deixando marcas profundas nas ações e atitudes que tomam. Cada um tem o seu papel, sendo para o bem ou para o mal.

No cenário desde o início da guerra, em que a Alemanha declara guerra, cada um tem seu papel na história, fazendo que diversas partes da França seja um cenário que traduz os anos da batalha, mostrando a crueldade, a dor, a tristeza que assolou uma nação inteira e milhares de pessoas pelo mundo todo.

Kristin Hannah consegue captar de uma forma fantástica o que se passou naquela época e que eu até então não tinha lido em outro livro. A questão de como os alemães se apossavam de bens e de como aquartelavam na casa onde queriam. A forma como a burocracia perante os inimigos era organizada e até mesmo como a crueldade perante o tratamento de alistamento de judeus foi diferente na narrativa.

No mesmo momento há a reação de muitos que lutaram para que a resistência da França agisse para que a guerra acabasse e também há descrições perfeitas e muito detalhadas de como funcionavam os grupos que trabalhavam para terminar com a guerra. 

A autora consegue mostrar os bons e maus corações. Consegue mostrar os que acreditam e os que lutam para que somente seu ego prevaleça perante tudo e todos. E mais do que toda a descrição de uma guerra, os cenários de Paris, das pequeninas cidades, há também a união entre as pessoas de bem, a amizade, a solidariedade. 

É uma história que arrebata o coração e que o leitor acaba sentindo que tem nas mãos um objeto precioso. É uma parte de um tempo que ninguém deseja que se repita e ao mesmo tempo que deseja pegar os personagens e colocar ao lado, abraçar e dizer que pode contar com a ajuda. Quem leu A garota que você deixou para trás de Jojo Moyes ou Inverno no Mundo de Ken Follett pode ter uma pequena demonstração do que vai encontrar neste livro.

Um pedaço da história que marcou e marca gerações e que com O Rouxinol marca uma geração literária com perfeição. Uma perfeição de aprendizado e valores que jamais devem ser esquecidos. O amor pode ser brutalmente machucado, mas jamais esquecido.

"Se há uma coisa que aprendi nesta minha longa vida foi o seguinte: no amor nós descobrimos quem desejamos ser; na guerra, descobrimos quem somos. Os jovens de hoje querem saber tudo sobre todo mundo. Acham que falar a respeito vai resolver um problema. Eu venho de uma geração mais calada. Nós entendemos o valor do esquecimento, o fascínio da reinvenção." 
--- Pág. 7



Para quem leu a resenha e gostou o Blogando Livros junto com a Editora Arqueiro vai premiar um leitor com o lindo O Rouxinol e uma coleção de marcadores.

Para participar é só você seguir as regras.

Somente a primeira opção é obrigatória, o resto você pode escolher o que deseja, lembrando o que mais você preencher mais chance terá de ganhar!




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Regras:
- É necessário residir no Brasil.
- É preciso preencher o formulário corretamente.
- O envio do livro será feito pela Arqueiro e os marcadores será feito por mim em um prazo máximo de 30 dias após o resultado. Não me responsabilizo por extravios dos correios. 
- O sorteio se inicia hoje (11/02/2016) e vai até 06/03/2016.
- O resultado é divulgado até no máximo uma semana após o término.
- Sempre envio um e-mail ao vencedor e caso não seja respondido em um prazo de 05 dias, é feito um novo sorteio.
- O sorteio é recreativo, não estando vinculado a nenhuma marca, compra ou venda de serviços.






Jolene é uma adolescente de 17 anos que está vendo seus pais se arruinarem coma bebida. Sempre enfrentou a briga constante dos pais e a luta de ver a mãe implorar um amor que não existia. Via ela ficar esperando pelo marido horas a fio enquanto ele ia embora por dias ou semanas e, quando resolvia aparecer, agradecia pela sua volta. Mas isto não durou muito e um acidente os levou. Assim Jolene aprendeu desde muito cedo o que era viver sem o amor dos pais e a se virar sozinha.

Jolene decidiu que o melhor ao chegar aos 18 anos seria entrar para o exército. E foi lá que conheceu Tami, sua melhor amiga, que compreendia a sua dor e estava ao seu lado o tempo todo. Jolene e Tami se tornaram pilotos de Black Hawk, helicópteros potentes que faziam as duas serem felizes com o trabalho de meio período na Guarda Nacional.

Agora Jolene estava com mais de quarenta ano, era casado com Michael, um advogado que recém perdera o pai e estava passando todo o seu tempo no trabalho, afundado em processo para ver se conseguia abandonar a dor do luto. O relacionamento não era mais o mesmo e até mesmo suas duas filhas, Betsy, de 12 anos, e Lulu de 4 anos, estavam percebendo a distância do pai. A família até então sempre fora feliz e perfeita, mas algo dizia que estava se rompendo e que tudo iria ruir.

Em um dia normal, após o 11 de setembro que acabou deixando os Estados Unidos totalmente desarmados, a guerra no Iraque começou a recrutar soldados para a batalha. E foi neste dia que Jolene e Tami receberam a convocação. Elas jamais imaginaram que isto poderia acontecer, por mais que fossem treinadas por mais de vinte anos. A guerra parecia algo inexistente para muitos, mas quem convivia com isso sabia que muitos pais, mães e filhos nem sequer voltavam mais de lá. E depois de uma briga Michael acaba dizendo que não ama mais a mulher e ela decide ir para a guerra.

A honra de lutar pelo país sempre foi muito forte no peito de Jolene e mesmo sabendo que abandonar suas filhas detona seu coração, precisa fazer aquilo por tudo que sempre acreditou. No Iraque percebeu a verdade sobre a dor da guerra e a verdade que a televisão não contava. E Michael, que ficou em casa e começou a perceber que o que falara para a esposa não passava de um mau momento, queria seu perdão. 

Um perdão que era quase impossível. O que uma família separada por uma guerra pode sofrer? O medo da morte diariamente. O pavor de lidar com a realidade todos os dias e tentar entender o real motivo para tudo aquilo aos poucos vai se tornando maior e a distância é tão dura que nem sempre será possível retornar.


Quatro anos se passaram após a morte de Kate, melhor amiga de Tully Hart. Durante todo este tempo a amiga tentou refazer sua vida, tentou retomar o tempo mas a amizade fora forte demais e a promessa que fez para a amiga em seu leito de morte era que ajudaria sua família, seus filhos e seu marido. Logicamente eles ficaram arrasados. Os gêmeos com apenas 8 anos e Marah com 16 não conseguiram aceitar nada bem a situação.

Marah foi a principal afetada pois não conseguia exprimir seus sentimentos e sentia que sua mãe a havia abandonado. Sua madrinha agora tentava de todas as formas cercá-la de amor, mas o que entendia disto já que sua mãe a havia abandonado na infância e ela mesma nunca tivera marido e filhos? E o pior de tudo agora é que seu pai decidiu sair de Bainbridge Island e ir morar na Califórnia para fugir de todas as lembranças.

Tully no dia da formatura da afilhada foi visitar a família e descobriu o pior, Marah estava se cortando para conseguir liberar a sua dor. Neste momento ficou claro para a família toda que ela precisava de ajuda. A ideia inicial era que começasse imediatamente o tratamento com uma psiquiatra renomada amiga de Tully e para isto iria morar com ela durante o verão. Era tudo o que Marah queria. Fugir daquele mundo onde as coisas pareciam falsas.

No tratamento, Marah conhece Pax, um cara diferente de tudo o que ela esperava em alguém e é ele quem consegue transformar a menina em uma pessoa que vai fugir do pai e da madrinha e percorrer o mundo. Será que Marah um dia perceberá sua real dor?

Mas esta dor não vai ser menor do que a dor da Dorothy, a mãe de Tully, que diante de uma tragédia maior, voltará a encarar o grande medo e contará a verdadeira história por trás de todo o abandono e anos de tristeza e lágrimas. Muitos podem pensar que nunca é tarde, mas quando Tully encontrou a escuridão percebeu que muito de si já tinha ido embora.

Uma promessa feita na infância será capaz de operar milagres?


Autora: Kristin Hannah
Título Original: Fly Away
ISBN: 9788581633206
Páginas: 400
Ano: 2014
Gênero: Ficção / Drama
Editora: Novo Conceito
Livro Continuação de Amigas para Sempre








Ah, meu coração! É impossível não amar Kristin Hannah. Claro que esta é a minha opinião. Mas digo isto desde o primeiro livro que li dela que foi Jardim de Inverno também lançado pela Novo Conceito.

Esta saga como já havia comentado foi iniciado pelo livro Amigas para Sempre que também resenhei aqui no blog e foi lançado pela Arqueiro e conta a parte da infância, adolescência e adulta de Tully e Kate e toda a grande amizade que se forma entre elas. Após a morte de Kate pelo câncer, Por Toda a Eternidade retoma do ponto do velório de Kate e começa a contar a história do impacto que isto causou na vida de Tully, de sua afilhada Marah, do marido e dos filhos de Kate.

Nada se perde nesta continuação. Na verdade se você não leu o primeiro livro, consegue seguir com a sequência, pois a autora relembra os fatos, mas aconselho a ler os dois para ter total ciência do que acontece a cada momento. 

Quem perdeu pessoas queridas sabe o quanto é difícil seguir adiante e como o peso da dor está aberto em muitos momentos. Com os personagens, as fases são contadas em capítulos e em sequência, mostrando como cada um encarou os fatos, começando com o passar de quatro anos e depois voltando no tempo, para explicar como tudo chegou na grave situação em que todos se encontram.

A autora não menospreza o sentimento. Muito pelo contrário, consegue trazer à tona de uma forma mágica, não excluindo o drama mas também não o expondo de uma forma repugnante. Ela capta a sensação de cada personagem num sentido subliminar e repassa ao leitor fazendo com que ele se sinta parte da história, como se estivesse vivendo na cena real.

Em todos os momentos consegue colocar a Kate presente, seja por memórias ou por pensamentos da própria Kate. Ela forma um conjunto de personagens que notam que suas vidas eram unidas somente por uma única pessoa, como se ela fizesse tudo andar nos eixos.

A simplicidade dos filhos, a brutalidade da adolescente, o medo do marido, a força dos pais de Kate e a fragilidade de Tully só demonstram que uma grande obra pode ser montada e decifrada belamente e que após uma tragédia outra tempestade pode se formar se o amor não prevalecer.

Lindo, magnífico e espetacular. Aplaudo de pé!