A Netflix está sempre lançando uns originais para alavancar o potencial de seu serviço e, logicamente, muitas vezes consegue atingir um grau imenso de aprovação de seus assinantes.
Desta vez o original lançado esta semana é Velvet Buzzsaw, uma promessa de um filme que traz a arte como pano principal para mostrar o que a ganância é capaz de fazer em meio a um mundo chique e cheio de dinheiro.
Data de Lançamento: 1 de fevereiro de 2019
Duração: 1 hora e 52 minutos
Gênero: Terror
Sinopse: Quando o mercado da arte colide diretamente com o mercado do comércio, artistas e investidores milionários encontram-se em um duro embate financeiro que pode sacrificar muito mais do que suas carreiras.
Para quem gosta de bons atores e uma boa interpretação já pode ficar de olho nesta nova obra original da Netflix. Aqui, Morf, interpretado por Jake Gyllenhaal, é um crítico fervoroso de arte muito famoso. Ele vive da sua glória entre suas críticas e sua fama e mesmo assim se sente sozinho em um lugar cheio de pessoas e de muito dinheiro.
As galerias de arte também é onde Rhodora e Gretchen vão pulverizar as suas manobras entre clientes e pintores para obter o maior lucro possível, mesmo passando por cima de diversas pessoas para conseguir o que elas tanto precisam. Aqui no papel temos Rene Russo e Toni Colette.
A história começa mostrando os personagens em deslumbrantes galerias de arte, olhando exposições de grandes artistas e discutindo sobre quadros e seus valores bilionários. A partir deste ponto temos a apresentação de cada um e de seus papéis na história.
Aparentemente o papel de Morf é o principal por colocar todos os outros interligados em sua crítica, já que ele parece ter um dom enorme para encontrar um poder de talento nas pessoas. O personagem de Jake é muito bem estruturado, com uma demonstração de força, mas que no íntimo é uma pessoa totalmente frágil e dependente.
Quando uma assessora de Rhodora encontra um vizinho seu morto, descobre junto uma coleção inteira de pinturas. Assim ela acaba pegando tudo para si e colocando à venda na galeria. A verdade é que as pinturas parecem ter um espírito maligno que se apodera das obras, principalmente de pessoas que tenham intenções de querer lucrar com elas.
Mas há personagens como Piers, interpretado por John Malkovich, por exemplo, que acaba se perdendo nas obras do novo pintor e assim algumas pessoas entendem que elas se movem, que elas possuem vida. O legal é que o filme realmente aborda a ganância e a necessidade de ter, do possuir e ao mesmo tempo de algumas pessoas necessitarem somente se encontrar e fazer aquilo que elas mais amam.
O filme é macabro. As pinturas são feitas com parte de sangue. E os personagens são totalmente obcecados pelas obras. Aos poucos cada um deles vai ser acometido por aquilo que mais venera e assim a vida acaba imitando a arte.
Assisti o filme em quatro partes. Não porque era ruim e sim porque acabava me dando nos nervos em alguns momentos. O filme mostra como o consumo e a necessidade é tão mesquinha que as pessoas se deixam levar por algo sutil. E que de algo pequeno acabam transformando em algo grande e que quando percebem podem acabar com elas. Esta foi a melhor visão do filme.
O final fez compreender como em meio a tantos valores, o medo ainda freia muita coisa. E mesmo assim o jogo de poder e dinheiro corre solto enquanto as pessoas puderem manipular outras. Não é um filme de romance ou com uma história leve, tampouco um filme que vai abalar a crítica e arrancar elogios de uma plateia afoita. Mas é um filme que deve ser prestigiado pela ótima reflexão que traz.
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