James Lowe e Byron Hemmings são dois amigos que vivem juntos, ainda mais na escola em que estudam. Byron admira James por sua capacidade de resolver assuntos difíceis ou de dar conselhos especiais. Byron mora em um lugar bastante distante da cidade, já que seu pai acha que privacidade é algo glorioso. A charneca Craham Moore onde moram é linda, há um lago próximo e sua mãe Diana e sua irmã Lucy são inseparáveis. Seu pai trabalha em Londres durante a semana e passa o final de semana em casa. 

Certo dia James veio com uma história de que leu em jornais algo sobre a adição de dois segundos no tempo. Sim, eles iriam adicionar dois segundos para corrigir um erro no tempo. Byron ficou apavorado e ficou pensando no quanto aquilo era estranho e o quanto aquilo podia mudar a vida das pessoas. Dois segundos podia fazer uma pessoa morrer ou então uma pessoa mudar de ideia ou uma pássaro voar para o lado errado. Byron ficou totalmente preocupado.

Então em um dia indo para a escola, em meio a um trânsito caótico que Diana em seu jaguar novinho, dado pelo marido, resolve pegar outro trecho e sair em Digby Road, um lugar pobre onde as pessoas viviam em situações bem desfavoráveis. E foi lá que Byron viu que seu relógio voltou no tempo em dois segundos e ao mesmo tempo foi lá que viu que uma menininha em uma bicicleta vermelha começava a atravessar a rua sem que sua mãe visse e ao chamar a atenção da mãe para os dois segundos, a menina foi parar embaixo do carro.

Sem perceber nada Diana deu a volta e foi embora, mas o estrago já estava feito. Byron viu tudo. Viu o acidente e a menina que não se movia mais. Tudo por culpa dos dois segundos. Agora sua vida virava do avesso e sua mãe sequer tinha percebido o que fizera? Ou será que estava mentindo?

A verdade é que aqueles dois segundo vão mudar o destino de toda a família já que Dana vai voltar e procurar pela garota e descobrir que realmente o acidente aconteceu e que o que parecia apenas simples se tornará um inferno tão grande que vidas vão mudar completamente. Para sempre.


Autora: Rachel Joyce
Título Original: Perfect
ISBN: 9788581052564
Páginas: 303
Ano: 2015
Gênero:  Ficção / Romance
Editora: Suma de Letras





    
 

Na capa de Operação Perfeito tem a seguinte frase dita pelo The Times: "Você vai acabar recomendando este livro para todas as pessoas que você conhece." Vou ter que concordar com esta frase absolutamente. 

Não sei por qual motivo exitei em ler Operação Perfeito. Na verdade eu lia a sinopse e ficava pensando que seria um livro meio devagar ou que poderia não fazer muito a minha cabeça e então pegava outro livro e este voltava para a seção de livros a serem lidos. Até que este mês eu resolvi encarar esta jornada já que li um outro livro da autora e foi fantástico pois ela tem um dom de fazer descrições detalhadas na história e conseguir cativar com seus personagens. O livro foi A Improvável Jornada de Harold Fry. 

De início fiquei imaginando o que poderia ter de assunto na questão de adição de dois segundos no tempo. Ao continuar da história tudo foi se encaixando e então eu tive um leque maravilhoso de uma história que ia sendo traçada e flashes de emoções jogados ao vento. A questão da adição dos dois segundos ao tempo foi uma pequena jogada da autora, mas o que restou do acontecimento é de fazer o coração começar a bater mais forte.

A princípio a amizade que há entre Jamie e Byron por si só já é um prêmio. Os dois são extremamente preocupados um com o outro mesmo que não possam se ver sempre. Jamie está sempre aberto para trilhar os desafios lançados na família de Byron e este encara tudo com a maior garra. Aos poucos quando a família resolve investigar o acidente que ocorreu com a menina da bicicleta vermelha e percebe que realmente aconteceu e as coisas começam a mudar, o leitor percebe que há um mundo sombrio e que as pessoas não podem ser totalmente confiáveis. Isso foi o que mais me causou a dor no coração.

É como ver um filme rodando na sua frente e não poder parar para mudar as coisas. É você perceber que há pessoas fazem de tudo para conseguir o que desejam e até mesmo destruir as outras e mesmo assim o amor não deixa de existir até o fim para alguma delas. 

Também em paralelo com a história contada em 1972 há a história de Jim já perto dos quarenta anos que conta como foi sua vida a partir dos dezesseis anos e de como tudo mudou a partir de uma decisão que ele tomou. Este personagem é maravilhoso e é como se eu desejasse torná-lo meu amigo por tudo o que ele passou.

As duas histórias acabam se interligando e o final é inebriante. Deu vontade de abraçar o livro e dizer obrigada para a autora. Obrigada por me mostrar as emoções: o amor, a amizade, a felicidade. Mesmo que também tenha havido emoções ruins, claro e tenha havido sequelas.

Os capítulos são intercalados entre a vida em 1972 e a vida de Jim nos dias mais atuais. 

É um livro que o tempo não apagou e que as consequências foram longas, mas no final você se pergunta o que teria feito de diferente? Lindo. Lindo e lindo!






















Em uma dia pela manhã quando Harold pensava na sua vida e voltava ao passado para tentar imaginar onde tudo havia parado, uma carta de uma antiga colega de trabalho chega com uma notícia inesperada: a de que estava com câncer terminal e que sentia saudades.
Maureen, esposa de Harold o viu escrever uma carta de resposta e sair porta afora para colocá-la em um correio mais próximo.

A partir daí começa uma grande jornada já que Harold decide fazer a diferença e caminhar até onde sua ex-colega se encontra para falar diretamente a ela tudo o que tinha guardado durante todo este tempo, o agradecimento por muitas coisas em que ela sempre o apoiou pois Harold luta bravamente com a saudade de seu filho David, que evita contato com o pai e que somente Maureen conversa com o filho, mas nunca os visita.

Harold parte em sua missão sem levar nada de roupas, objetos pessoais, celular ou coisas do gênero. Harold começa uma peregrinação que coloca sua vida e sua fé em dúvida e que pode não chegar ao destino final.


Autora: Rachel Joyce
Editora: Suma das Letras
Páginas: 248
Gênero: Ficção



Ao começar a ler A Improvável Jornada de Harold Fry, confesso que a leitura me entediou um pouco pois parecia que seria uma leitura de um peregrino em busca de salvação.
Ao virar de cada página, porém, o rumo que a estória toma é totalmente diferente pois vão surgindo personagens que se unem à narrativa e que fazem uma grande diferença em cada ligação de fatos; Desde a garota do posto de gasolina até o cachorro que segue Harold e o faz crer que deve seguir em frente o máximo possível.

Com esta jornada muitas pessoas conseguem descobrir a verdade sobre suas e também mostra um lado interessante de como as pessoas má intencionadas se aproveitam das de bom coração.

É um círculo de emoções impossível de parar de ler pois você se imagina andando ao lado de Harold e torcendo para que ele não desista e que Queenie aguente viva.