Autor: Ken Follett
Título Original: Eye of the Needle
Páginas: 336
Ano: 2018
Editora: Arqueiro

O ano é 1944. Os Aliados estão se preparando para desembarcar na Normandia e libertar os territórios ocupados por Hitler, na operação que entrou para a história como o Dia D.
Para que a missão dê certo, eles precisam convencer os alemães de que a invasão acontecerá em outro lugar. Assim, criam um exército inteiro de mentira, incluindo tanques infláveis, aviões de papelão e bases sem parede. O objetivo é que ele seja fotografado pelos aviões de reconhecimento germânicos.
O sucesso depende de o inimigo não descobrir o estratagema. Só que o melhor agente de Hitler, o Agulha, pode colocar tudo a perder. Caçado pelo serviço secreto britânico, ele deixa um rastro de mortes através da Grã-Bretanha enquanto tenta voltar para casa.
Mas tudo foge a seu controle quando ele vai parar numa ilha castigada pela tempestade e vê seu destino nas mãos da mulher inesquecível que mora ali, cuja lealdade, se conquistada, poderá assegurar aos nazistas a vitória da guerra.
Na obra-prima que lhe garantiu, há 40 anos, a entrada no cenário da literatura, Ken Follett fisga o leitor desde a primeira página, com uma trama repleta de suspense, intrigas e maquinações do coração humano.

No ano de 1940 um espião alemão tinha sido treinado incansavelmente para ficar infiltrado dentro do território britânico e descobrir todas as artimanhas inglesas. Claro que ele conseguia passar os principais locais para ser bombardeado e muito mais coisas. O apelido dado a ele: Die Nadel ou A Agulha.

"Conseguiu se manter frio em relação à mulher. Estavam em guerra; eles eram inimigos: se não a tivesse matado, ela provocaria sua morte. Ela se tornara uma ameaça , e agora ele sentia apenas alívio porque a ameaça havia sido eliminada. Ela não deveria tê-lo assustado." P. 21

Faber era o melhor espião que existia. Claro que havia outros, mas muitos eram pegos e transformados em agentes duplos, outros eram mortos. Faber tinha tantas personalidades e era muito bom no que fazia, que Hitler confiava em tudo o que ele dizia. 

O historiador Godliman não arredou os pés de Londres mesmo com os bombardeios. Estava fazendo muitas pesquisas e precisava concluir tudo o que tinha começado. Mesmo que os alemães destruíssem todos os locais culturais, ele não podia deixar aquele lugar cheio de história. E foi por saber tanto que o MI5 acabou o recrutando para tentar capturar um espião chamado Henry Faber.

"Lucy achou aquela empolgação um tanto supeita, mas tinha que admitir que o lugar parecia bonito: ventoso, natural e revigorante. E essa decisão fazia sentido. Precisavam se afastar dos pais e recomeçar a vida de casados. e não havia razão para mudar-se para uma cidade que seria bombardeada quando nenhum dos dois estava suficientemente bem para ajudar. Então o pai de David revelara que era dono de uma ilha no litoral da Escócia, e pareceu bom demais para ser verdade." P. 51

Lucy estava se casando com o amor de sua vida. David estava indo para a guerra no dia seguinte. Tinha terminado seu treinamento na RAF e ia ser piloto como sempre sonhou. Claro que Lucy não estava feliz. Ela queria fugir e só tinham uma noite para passar juntos. E quando voltavam para casa para esta última noite um acidente acabou deixando David em uma cadeira de rodas, sem poder realizar seu sonho. E assim o que os dois puderam fazer de verdade foi ir parar na Ilha da Tormenta, uma pequena ilha isolada na Escócia, com duas casas pequenas, um lugar onde ninguém consegue ir, somente um barco aparece a cada quinze dias.



Em 1944 um avanço está criado para atacar a Alemanha e tentar ganhar a Guerra. Porém um segredo precisa ser mantido. Todo mundo precisa fazer os alemães acreditarem que o ataque será em Calais e um enorme teatro foi criado no litoral da Inglaterra. Aviões, tanques, soldados, tudo de mentira. Porém o temido Die Nadel descobriu a verdade e precisa chegar até o submarino ao lado de uma ilha na Escócia e revelar a verdade.

O mundo está em jogo. Quem ganhará?

"Em seguida, pôs a mão esquerda no peito do agente e colocou o peso em cima, como se fosse se levantar da cama. Desse modo, pôde sentir exatamente onde as costelas terminavam e começava a barriga macia. Enfiou a ponta do punhal abaixo das costelas e golpeou para cima, até o coração." P. 75

Estranho e engraçado ao mesmo tempo estar lendo esta obra quarenta anos após o seu lançamento. Claro que este foi o grande lançamento que lançou Ken Follett ao sucesso e ao mesmo tempo parece totalmente atual. É uma obra que não importa o momento em que se leia é um tema que sempre vai estar em voga.

Mais uma vez comento nesta resenha, já que sempre falo em todas as resenhas que possui este tema, eu adoro histórias sobre a Segunda Guerra Mundial. Sou um pouco fascinada em toda a história das guerras e Ken Follett utiliza muito sobre isto em seus livros. Desta vez ele vai usar como cenário a Inglaterra e a Escócia.







"Sabia que , se continuasse a explorar, acharia mais campos de aviação como aquele, mais alojamentos semiconstruídos. Se fosse ao Wash, descobriria uma frota de destroieres e de navios de transporte de tropas feitos de compensado.
Aquilo era uma farsa gigantesca, meticulosa, cara e ultrajante." P. 111

O pano de fundo é uma história real, claro, mas o conteúdo todo é um suspense com aventura. O espião é um personagem cruel. Logicamente que deveria ser assim, principalmente em meio a uma batalha que decide muitos futuros, mas Faber utiliza o método de um punhal e não diferencia ninguém, homem, mulher ou criança.

Há capítulos em que Ken Follett começa com uma adrenalina e vai aumentando a tensão. E então quando a cena está pegando fogo e deixando o leitor com os nervos à flor da pele, ele termina o capítulo e intercala com outros personagens, fazendo com que dê vontade de passar algumas páginas para continuar e ver o restante da cena. É a curiosidade instigante. E ao mesmo tempo parece um filme de terror para quem é a caça e em outros momentos para quem é o caçador.

 


Quem gosta de um enredo bem preso e personagens fortes vai se dar bem com esta leitura. Melhor ainda é que Lucy é uma antagonista heroína e na década de setenta foi um tanto arriscado para o autor colocar isto em um livro, já que naquela época não se via muito isto em livros.

O Buraco da Agulha, nesta edição comemorativa de quarenta anos, tem uma diagramação bem diluída e capítulos destacados. Queria que muitos personagens que Follett cria fossem para o cinema ou para um seriado, já que pedir que se tornassem reais é muita coisa. Mas este livro sim merece uma grande comemoração. Que Follett continue criando histórias assim.





Autor: Ken Follett
Título Original: Code to Zero
Páginas: 320
Ano: 2018
Editora: Arqueiro


Certa manhã, um homem acorda no chão de uma estação de trem, sem saber como foi parar ali. Não faz ideia de onde mora nem o que faz para viver. Não lembra sequer o próprio nome. Quando se convence de que é um morador de rua que sofre de alcoolismo, uma matéria no jornal sobre o lançamento de um satélite chama sua atenção e o faz desconfiar de que sua situação não é o que parece.
O ano é 1958 e os Estados Unidos estão prestes a lançar seu primeiro satélite, numa tentativa desesperada de se equiparar à União Soviética, com seu Sputnik, e recuperar a liderança na corrida espacial.
À medida que Luke remonta a história da própria vida e junta as peças do que está por trás de sua amnésia, percebe que seu destino está ligado ao foguete que será disparado dali a algumas horas em Cabo Canaveral.
Ao mesmo tempo, descobre segredos muito bem guardados sobre sua esposa, seu melhor amigo e a mulher que ele um dia amou mais que tudo. Em meio a mentiras, traição e a ameaça real de controle da mente, Luke precisa correr contra o tempo para conter a onda de destruição que se aproxima a cada segundo.

No ano de 1958 todos os olhos estão voltados para os Estados Unidos. A novidade é que os americanos esperam que o novo satélite espacial Júpiter está para ser lançado, uma vez que a União Soviética já saiu na frente e lançou o seu e isso de uma certa forma tira orgulho da América do Norte. E a contagem regressiva está começando. Todos estão preparados para tentar lançar no dia, mas a cada nova hora tudo pode mudar.

Luke é um homem sem memória. Ou melhor, alguém fez algo com a sua memória pois ele acorda em um banheiro público ao lado de outro cara bêbado. Não se lembra de absolutamente nada de sua vida anterior, nem de seu nome, sua vida, se tem família ou sequer se já algum dia foi alguém. Por acaso descobriu seu nome pois o bêbado junto a ele o chamou assim. Porém ele percebe que tem algumas habilidades estranhas, sabe lutar, reconhecer quando começa a ser seguido e pesquisar e descobrir sobre quem realmente é.

"Imaginou brevemente por que tinha falado em francês, depois afastou o pensamento. Tinha preocupações mais prementes. Não havia mais dúvidas: dois homens o estavam seguindo numa operação de alternância muito bem executada. Deviam ser profissionais." Pág. 37
Anthony agora trabalha para a CIA. Depois de ter trabalhado como espião na Segunda Guerra Mundial, conseguiu um ótimo cargo no departamento e conseguia missões importantes, que elevavam seu nome para as melhores posições em que nem sequer seu chefe era capaz de mandar nele. E agora mais do que nunca tinha uma missão importante. Precisava evitar que qualquer pessoa atrapalhasse o lançamento do foguete Júpiter ou o seu fracasso estaria certo.

Elspeth estava preocupada demais com Luke. Casara com ele quatro anos antes e trabalhava para o governo do país há muitos anos. Agora estava em Cabo Canaveral e saber que seu marido estava sumido lhe dava uma agonia, já que não tinha como sair de lá e ir ao seu encontro. Anthony era sua única esperança, mas parecia que nem ele era capaz de encontrar o grande amor de Elspeth.


Em meio aos nervos de uma população que espera ver o foguete ir para o espaço levar um satélite, um homem tenta buscar sua verdadeira identidade. Porém o que acontece é que ele está na mira de agentes que querem nada mais do que a sua morte. O que será que ele sabe que foi apagado da sua memória dias antes? Agora Luke precisa descobrir com a máxima urgência e com a ajuda de Billie e de Bern, amigos da juventude talvez ele encontre as respostas que busque antes que seja tarde demais.

Acredito que eu deva soar repetitiva nas resenhas que faça de Ken Follett. Sempre escrevo a mesma coisa: ele é o rei da escrita em histórias de aventura. Não há um livro sequer dele que eu tenha achado chato ou monótono e cada nova trama que me jogo conheço um novo mundo.

"O Júpiter C era a última esperança dos Estados Unidos. Não existia terceira opção. Se ele fracassasse, o país estaria fora da corrida espacial. A derrota de propaganda era a menor das consequências. O programa espacial americano estaria totalmente desordenado e a União Soviético controlaria o espaço sideral pelo futuro próximo." Pág. 81
Desta vez Contagem Regressiva veio para fazer o leitor correr. Isto mesmo. Correr como o nome do livro, como uma contagem regressiva onde tudo acontece em um ritmo alucinante e cheio de reviravoltas que é impossível tirar os olhos das páginas.

De início é feita a apresentação dos personagens já no clima de tensão, sem saber quem é o vilão e quem é a mocinha, mas afinal, quem realmente pode ser bom ou mau nos livros do Ken Follett? É tudo tão cheio de conflitos, armações, brigas e trapaças que em um momento eu achava que um personagem era de um caráter e no outro percebia que tinha interpretado de uma forma bastante inócua. 


"Aquela era a coisa mais difícil que já havia feito. Em comparação, matar Albin Moulier tinha sido fácil. Ao apontar a arma para Luke enquanto ele saltava por cima de uma cerca de arame, quase não tinha conseguido puxar o gatilho." Pág. 178
Contagem Regressiva é como estar em uma maratona esportiva. Em um momento você está caminhando, depois correndo, depois nadando e por assim vai. O coração nunca para de bater e a única saída é ler capítulo após capítulo. Ainda tem a parte histórica sobre a era espacial americana, o que agrega ainda mais para o livro.


"Na praia, mil rostos se inclinam para cima, olhando o foguete subir em linha reta, e um gigantesco grito coletivo de comemoração ressoa." Pág. 313




A torcida pelo personagem é imensa. Fiquei ansiosa para saber cada passo, sobre o passado de cada um e o que realmente envolvia tanta tensão. E quando cheguei ao fim respirei aliviada por mais uma obra de respeito.
3... 2... 1. Leitura terminada com sucesso. Ken Follett pode escrever sobre a Idade Média ou sobre foguetes e de qualquer forma vai me deixar fascinada. 





Kingsbridge se tornou uma cidade importante na Inglaterra desde a construção de sua grande Catedral.  O comércio se tornou a grande atividade e muitos cresceram desde então com a venda de produtos produzidos em outros países e distribuídos ali. Na verdade depois que um rei protestante assumiu, os padres, monges e freiras perderam seu espaço e logo estes espaços ficaram totalmente inabitados. 

O reinado atual era de Maria Tudor, uma católica fervorosa que não aceitava de forma nenhuma que protestantes mantivessem seus cultos ativos e qualquer pessoa que mostrasse não ser da fé católica era perseguida e morta por traição. A Inglaterra estava sendo construída pelo catolicismo e muitas pessoas cresciam financeiramente com isso. 

Ned Willard é filho de Alice, uma comerciante bastante famosa de Kingsbridge. Junto com sua mãe ele fazia o negócio prosperar e apesar de seu irmão Barney estar na Espanha fazendo outros negócios, ficar ali era seu futuro. O que ele mais queria era casar com Margery Fitzgerald, mas seu pai e o irmão Rollo repudiavam Ned completamente por sua criação e seu credo e queriam que Margery se casasse com alguém da nobreza.

Na Europa os ânimos estavam exaltados, Catarina, rainha da França, casada com o rei Henrique II tinham filhos muito frágeis mas precisavam fazer algo diferente para erguer o moral da população após a tomada de Calais dos ingleses. Com isso obrigaram o filho Francisco a se casar com Maria Stuart, rainha da Inglaterra. O país era bastante católico porém os protestantes eram tolerados desde que não fizessem seus cultos ao ar livre.

O que Aumande mais queria era fazer parte da nobreza. E com isso enganar as pessoas e induzir outros a mata-las era o que mais sabia fazer. Com a ajuda outras pessoas começou a caçar protestantes para uma futura insurreição e também a preparar padres e colocar eles na Inglaterra de forma que no momento que uma armada invadisse a Inglaterra, eles unissem outros católicos pudessem se virar contra a nova rainha, Elizabeth.

Elizabeth era a filha ilegítima do rei e meia-irmã de Maria Tudor. Porém era protestante todos os católicos queriam que Maria Stuart virasse a verdadeira rainha. Porém Elizabeth era fiel a suas promessas e tanto católicos quanto protestantes podiam viver em paz. Durante todo seu reinado era alvos de atentados até que o mundo se virou contra ela e Ned Willard precisou mostrar toda sua perspicácia para proteger a Inglaterra.

Reis, rainhas e interesses políticos vão debater de frente para que a fé que uns e outros acreditem suba ao poder, enquanto sangue escorre por uma Europa em crise.



Autor: Ken Follett
Título Original:  A Column of Fire
ISBN: 9788580417340
Páginas: 816
Ano: 2017
Gênero:  Ficção Inglesa
Editora: Arqueiro






  

Primeiro veio Pilares da Terra para iniciar a grande história sobre a cidade de Kingsbridge, depois Mundo sem Fim deu origem ao término da construção da Catedral da cidade e agora Coluna de Fogo continua a história como uma saga que esclarece como os fatos anteriores atravessam o tempo e marcam o destino de todos.

Nos dois primeiros livros que se passa a cada 200 anos de distância um do outro, o foco principal é a cidade de Kingsbridge e a evolução de seus personagens. A questão da fé é bastante trabalhada em todos os livros, já que o catolicismo era bastante pregado nesta época e que vai ficar bastante evidente em Mundo sem Fim e mais ainda a partir de Coluna de Fogo.

Comecei a ler Coluna de Fogo sem pensar no que mais Ken Follett poderia criar através de seus personagens. Tinha tido tanta coisa em Mundo sem Fim que achei que tudo pudesse ter sido já discutido e quando comecei a ler já me deparei com um mundo totalmente diferente. Se você pensar que precisa ler os livros anteriores para entender este está enganado. Alguma coisa ou outra é relembrada, mas o foco fica mesmo em uma nova história bem arrebatadora.

Kingsbridge foi apenas o começo da história para saber de onde realmente saíram todos os personagens e qual o interesse de cada um, mas a Europa é o cenário complexo de toda a trama e isso é tão fascinante que ainda penso que tudo o que aprendi neste livro valeu mais do que as aulas de história que tive no colégio. Nunca tive muito interesse na realeza de qualquer país que fosse, mas ao começar a conhecer a monarquia de diversos países me dediquei totalmente. Entender o que é fazer parte da monarquia nada mais é do que uma guerra de conflitos e interesses e um jogo onde cada um  tenta se manter vivo da melhor forma.

A história mostra todo o contexto intelectual sobre o reinado de Maria Tudor em que a fé católica era colocada como a única correta na Inglaterra e em outros países e as pessoas que não acreditavam nisto, ou seja, os protestantes, eram caçados e mortos de diversas formas, já que a rainha e seu marido, o rei Filipe da Espanha, não toleravam este tipo de comportamento. Porém após a morte da rainha, quem assumiu o poder foi Elizabeth Tudor que era a favor dos protestantes e que queria a paz da Inglaterra.

O mais crucial do livro é que Ken Follett vai mostrar a opinião de diversos países e suas condições perante a questão do catolicismo e do protestantismo e como cada um lidava com esta questão na época. Quem acredita que hoje haja algum tipo de preconceito, ao ler esta obra vai ficar absorto em uma condição lamentável de como haviam perseguições e complôs entre clãs e famílias para que os interesses de cada um reinasse. 

Há de tudo um pouco nesta obra: escravidão, guerras, massacres, insurreições, complôs. É uma obra prima em unir quase um século de história de uma forma em que o leitor fica tão preso nas consequências dos atos que só pensa em ler uma página após a outra.

Quando eu pensava que uma coisa teria fim, vem outra e interfere naquele trajeto. Nunca imaginei que a Inglaterra tivesse uma história tão farta e tão cheia de idas e vindas. E como a Espanha e a França tiveram tanto apreço neste conflito pelo poder. 

Ao terminar o livro só queria poder abraçar o Ken Follett e pedir gentilmente que continuasse o livro e que não parasse nunca mais, já que por aquelas páginas aprendi mais do que jamais imaginei. O teor emocional é tão grande que não tem como torcer para nenhum lado, só tem como torcer para o autor continuar a surpreender mais e mais, pois isto com certeza ele sabe exatamente como fazer.








Após a Alemanha já ter começado a conquistar diversos países com suas artimanhas, a Dinamarca é um dos países que se rendeu totalmente ao nazismo. Não que o país sofresse diretamente, já que em 1941 as leis impostas ainda não eram completamente cruéis. Mas mesmo assim os opositores já tentavam tirar Hitler do poder e fazer com que o mundo voltasse ao normal.

Harald Olufsen é um estudante que mesmo pobre conseguiu entrar em uma das melhores escolas do país, graças a herança deixada pelo seu avô e agora, depois de formado quer seguir os mesmos passos do irmão, Arne que era piloto de aviões, mas como não podia voar por ser da aeronáutica dinamarquesa, ficava somente esperando e dando aulas.

Hermia é uma britânica que morou muitos anos na Dinamarca, em Copenhagen. Depois que a guerra eclodiu ela foi obrigada a voltar para a Inglaterra e agora trabalhava como espiã para obter informações de alguma forma. Tinha como base os Vigilantes Noturnos e assim conseguia manter alguma coisa sempre à vista.

A verdade é que a Alemanha de alguma forma estava conseguindo destruir todos os aviões inimigos antes mesmo que eles chegassem ao alvo. Tinham algum sistema de alerta que fazia com que os alemães descobrissem que estavam chegando e abatessem todos. O mundo estava perdendo a guerra contra a Alemanha.

Peter Fleming é um dinamarquês que é muito a favor do nazismo. Mesmo que as regras não estejam valendo, ele tem tudo para querer conter os espiões e torturar pessoas. E principalmente a família Olufsen, a qual a família de Peter foi humilhada certa vez.

O destino de todos os personagens serão colocados em cheque, tanto para fazer com que o objeto chamado Freya seja descoberto quanto para fazer com que aliados e opositores enfrentam uma grande batalha pelo amor aos seus países.



Autor: Ken Follett
Título Original:  Hornet Flight
ISBN: 9788580417098
Páginas: 416
Ano: 2017
Gênero:  Ficção / Romance
Editora: Editora Arqueiro
Mais uma vez Ken Follet. Mais uma vez sendo grandioso. E mais uma vez colocando o papel da Segunda Guerra Mundial como plano de fundo, sendo que sempre baseia fatos reais juntamente com os personagens. 

Desta vez o que chama a atenção é a forma como os personagens conseguem fazer todo um traçado por um país diferente, não somente envolvendo a Dinamarca, como também a Inglaterra, Alemanha e Suécia. Gosto quando uma narrativa não envolve somente uma localização ou somente alguns personagens e Ken Follett tem esta estrutura de juntar vários personagens diferentes e prender a atenção do leitor em uma teia alucinante.

Fico imaginando a questão sobre como Freya foi descoberta, como foi criada pelos alemães e como eles conseguiam estar um passo à frente na questão de tecnologia. Não dá para negar como a Alemanha sempre teve uma crescente reviravolta na história, conseguindo estar sempre em primeiro no quesito de telecomunicação e este livro mostra isto. 

Outro ponto que é bastante impactante é a formação de um quadro de espiões, que logicamente existia para ambos os lados. Fico pensando em como dá medo passar pelas situações citadas no livro e em como me coloquei na pele dos personagens somente para salvar uma nação e aqueles que se amam. Neste ponto Ken Follett sabe envolver muito, mostrando como as informações são descobertas e repassadas e como tudo é sempre perigoso e que nem sempre as coisas dão certo.

Neste livro não há a questão do pragmatismo do nazismo pesado criado com a questão dos judeus, pois nesta época ainda não estava sendo praticado as chacinas em massa, mas Ken Follett já coloca como as pessoas começavam a ser perseguidas e a visão diferente dos dinamarqueses. mas mostra a questão como uma real ditadura, onde não podem haver negros trabalhando, música, bares ou afins além do que os alemães permitiam.

É um livro para descobrir mais sobre como aguerra era influenciada em um país diferente. Claro que a principal meta é fazer as informações dos espiões chegarem a um ciclo seguro para evitar um massacre em massa, e isso é feito de uma forma corajosa. É como estar vendo um filme de suspense e guerra ao mesmo tempo e torcer para algo que sabemos o final, mas que mesmo assim parece estar em um precipício olhando para baixo.

Este é o efeito que Ken Follett causa: o de inebriar e informar ao mesmo tempo. Totalmente viciante.




Alex Wolff é alemão por parte de mãe e árabe por parte de pai. Morou alguns anos no Egito, onde conheceu a dançarina Sonja, uma mulher voluptuosa com quem tinha um relacionamento quente e cheio de tentações. A questão era que Alex sempre sonhou grande e quando recebeu a proposta de poder ser um espião, foi para a Alemanha ara receber seu treinamento e voltar em 1942 para colocar em prática tudo o que aprendeu e fazer com que a Alemanha e seus aliados ganhassem a guerra.

Sonja dançava no clube Cha-Cha da cidade egípcia do Cairo. Ficava ali e era uma grande estrela amada por todos. os seu papel era entreter os convidados que babavam em sua linda performance. Ela sabia que conseguia conquistar qualquer homem com seu poder de dança e sua imagem sedutora. E também era totalmente contra os britânicos que estavam lutando em seu país, depois do que fizeram com o seu pai.

William Vandam é o oficial que cuida do setor de informações do exército. Tem um filho de oito anos que agora é órfão de mãe, que faleceu em uma última batalha, devido a um borbardeio do oponente. Ele passava o dia na escola e depois ia para casa esperar por seu pai. Vandam tentava descobrir as mensagens que estavam chegando para Rommel e para a Alemanha, fazendo com eles estivessem conseguindo chegar cada vez mais perto do Cairo e vencendo a guerra.

Alex precisava conseguir as propostas dos britânicos para a guerra e assim fazer a Alemanha conquistar Cairo. Mas para isso precisava de sua grande amante e ajudante Sonja. Ambos não tinham nenhum tipo de escrúpulos para conseguir o que precisavam, a não ser enganar pessoas. E com o rádio, o livro Rebecca, e o código que servia como chave, ele conseguia enviar as mensagens para o campo de batalha no meio do deserto.

E então é entre Vandan e Alex que a batalha começa a ser erguida, depois que se descobre que um espião com codinome Esfinge está repassando informações totalmente corretas sobre os planos dos britânicos. E então Vandam consegue um álibi fiel para a sua ajuda: Elene, uma mulher que irá mostrar o que realmente vale o poder de ser forte e querer mudar o mundo.


Autor: Ken Follett
Título Original: The Key to Rebecca
ISBN: 9788580416763
Páginas: 352
Ano: 2017
Gênero:  Romance
Editora: Arqueiro








 


É incrível como o estilo de escrita do Ken Follett vai mudando conforme ele escreve um livro ou outro. As publicações que a Arqueiro faz dos livros do autor não seguem a cronologia que o próprio autor lançou lá fora, da forma que alguns livros foram lançados com até 10 a 20 anos de diferença um do outro. E com isto dá para perceber algumas diferenças na escrita, mas que são ótimas, já que os livros como A Chave de Rebecca, são mais curtos para ler.

Tem uma parte da história em si, falando de Segunda Guerra Mundial, que eu não tinha tido muito tempo para procurar livros que falassem sobre o assunto. No caso é a parte em que a batalha ocorre na África. Sei que aconteceu e que foi uma batalha entre indas e vindas e que a Alemanha quase conseguiu ganhar, mas com A Chave de Rebecca consegui ter um vislumbre bem maior do que realmente houve naquele espaço de terra.

Denominar o livro como sendo um romance pode despertar em alguns leitores a percepção de que há um romance e que não há ação ou fatos a serem despertados. Se você está analisando desta forma, pode parar por aí. O livro até tem uma base de romance, mas o que intriga toda as páginas é uma briga de gato e rato entre a sagacidade de Alex Wolff e a teimosia de Vandam. 

Algumas cenas acabam sendo até pesadas, tendo em vista que um espião não é treinado para fazer o bem ou ser paciente com pessoas que não são aliadas com o seu país. As formas como Ken Follett descreve toda a batakha no deserto tem o fundamento da pesquisa que ele sempre faz em todos os livros e consegue colocar em palavras de uma forma bastante fácil para o entendimento, o que se eu estivesse lendo em um livro escolar, por exemplo, não me chamaria tanto a atenção.

A briga é entre personagens que tentam salvar seus países, mas mais do que isto é a introdução de outros personagens que por terem o seu passado de alguma forma mexido ou traumatizado mudam suas posições para ficar ao lado de quem eles acreditam que deva ganhar a guerra e desta forma colocar ainda mais ação.

Quem gosta de histórias sobre a guerra está com um prêmio em mãos. O cenário é lindo, as características das pessoas são ótimas e mais uma vez obtive um conhecimento gigante sobre algo que me fascina muito. Por isto adoro o Ken Follett. Ele consegue inebriar do início ao fim e não torce para o mocinho ou o bandido, faz a história como ela é.




O ano de 1914 não foi o melhor e consequentemente seria o pior para milhões de pessoas da Europa e de outros países mundo afora. Walden era um homem um pouco influente no cenário político britânico e morava em uma grande mansão em Londres, juntamente com sua mulher Lydia, que era russa, e Charlotte que estava completando 18 anos e ia iniciar o processo de debutar e a temporada de bailes. Walden conheceu Lydia em São Petersburgo há 19 anos e nenhum deles era apaixonado um pelo outro, mas como tudo é uma questão de conveniência, eles acabaram se casando e depois se apaixonando.

A verdade é que a Alemanha ameaçava iniciar uma guerra. A Rússia tentava uma revolução contra o seu governo de czares totalmente ruim, que fazia com que a população morresse de fome e levar a sua população para a guerra seria a pior coisa já que todos eles eram trabalhadores rurais que mal sabiam fazer o seu trabalho. 

Winston Churchill precisava de um acordo. Precisava ter a certeza de que se a Inglaterra entrasse na guerra contra a Alemanha, a Rússia estaria a seu favor. Ou então sabia-se que a Europa inteira poderia ser tomada pela Alemanha rapidamente. Assim foi chamado o príncipe Orlov da Rússia para que negociasse com o marido de Lydia, Walden, a fim de assegurar esta aliança.

Eis que surge em um cenário onde as sufragistas estão lutando para melhores condições para as mulheres, em que o voto deve ser igualitário, onde elas lutam contra a opressão e também onde os russos  se tornam revolucionários, Feliks, um homem que conheceu uma grande mulher quando era jovem e que também conheceu seus piores momentos por isto, está disposto a tudo para matar o príncipe Orlov, para que nenhum acordo seja feito e que a Rússia assim não entre em guerra.

A verdade é que um fato muito grande liga todos os personagens em uma trama em busca de liberdade. Um fato que levará muitos a questionarem suas reais intenções.



Autor: Ken Follett
Título Original: The Man from St. Petersburg
ISBN: 9788580416350
Páginas: 336
Ano: 2016
Gênero:  Thriller
Editora: Arqueiro





 


Sou apaixonada por Ken Follett. Sempre começo falando algo assim nas resenhas dos livros dele. Claro que ele tem maior experiência em escrever sobre as histórias das guerras do que muitos autores que eu já li sobre a mesma questão, mas mais do que isto, acredito que seja a questão do poder do autor em unir personagens tão diferentes e fazer com que a narrativa seja empolgante o tempo inteiro.

Não sabia o que esperar de O Homem de São Petersburgo. Na verdade já me fascinava só pela questão de que se passaria em 1914, o ano em que se deu início a Primeira Guerra Mundial. Por isto eu já pararia para ler muitos livros. Mas quando li que também envolveria a questão de anarquistas e sufragistas o interesse se tornou maior.

Imagine que você está sentado tranquilamente no safá da sua sala e que ao mesmo tempo muitos políticos estão tramando a guerra que pode destruir países e matar muitas pessoas, inclusive alguém da sua família. É mais ou menos assim que a história acontece. Claro que aí entram personagens que vão estar dos dois lados da moeda: os que querem a guerra e os que querem que ela seja evitada.

Na construção deste livro e na narrativa bem feita do autor, eu pude perceber que todos os países estavam tendo algum tipo de revolução. Que o século XX foi um período de manifestações para a garantia de direitos das pessoas. E que este livro me mostrou que o motivo que fez com que a primeira guerra eclodisse talvez tenha sido somente pelo acaso, que logo aconteceriam outros e que a guerra parecia realmente inevitável. Uma coisa é um país não querer a guerra, outra é quando vários países querem o poder.

Você não vai saber se apaixona-se pelo bandido ou pelo mocinho, até porque não vai saber qual é o papel de cada um deles se não tiver uma opinião bem formada a respeito das guerras. A verdade é que cada personagem criado tem um ideal e uma visão que acredita ser a melhor e é entre eles que você vai conhecer um mundo novo de informações.

As sufragistas, por exemplo, que eram as mulheres que lutavam por seus direitos, inclusive ao de voto. Ken Follett retratou de uma forma bastante eficaz vários momentos, inclusive quando elas foram para as ruas para protestar. É um misto de fúria e repugnação saber por tudo o que elas passaram e ao mesmo tempo saber que elas enfim venceram tendo em vista o momento em que estamos hoje.

O legal e diferente deste livro também é a história que interliga todos os personagens. Parece algo simples como em outra história e o final é até bastante aflitivo e um pouco o leitor até imagina como vai terminar, mas a verdade é que apesar de todos lutarem a favor ou contra a guerra, o livro mostra que no fim o amor prevalece em todos os sentidos.

Eu indico todos os livros do autor. Para conhecimento histórico total. É como uma bela aula de história onde você vira as páginas e entra em um mundo que, ainda bem, já ficou para trás.







Clipper é um estilo de hidroavião que ficou muito famoso no final da década de 30 pois fazia a travessia da América para a Europa e vice-versa no período de trinta horas direto. Logicamente quem utilizava este meio de transporte era somente pessoas que tinham um grande poder aquisitivo já que o preço da passagem era o mesmo que metade de uma casa naquela época ou então um carro luxuoso. O conforto era garantido, sendo que as poltronas viravam camas e as refeições eram dignas de notas altas, com uma tripulação formada especialmente para trabalhar em grandes rotas.

Em 1939 Hitler acabava de colocar a Alemanha em guerra e muitas pessoas estavam saindo de seus países. também outras muitas estavam entrando para lutar na batalha, sendo que era uma honra para pessoas proteger seu país. A Inglaterra também estava entrando na guerra e outros países já faziam o mesmo. Para fugir do caos, alguns precisavam escapar para a América, a fim de não serem capturados por nazistas ou serem perseguidos por serem nazistas.

No Clipper uma diversidade de pessoas com interesses diferentes estava para partir para a América naquele que seria um dos últimos voos. A família Oxenford precisava fugir de todo o caos, já que o Lord Oxenford sempre pregou que o nazismo deveria ser instalado na Inglaterra. Não podia levar nada de sua riqueza e estava indo embora sem absolutamente nada a não ser algumas joias raras escondidas entre os pertences familiares.

Dentre os passageiros também havia um renomado cientista judeu procurado por Hitler, uma artista famosa, uma princesa russa, dois policiais, um prisioneiro e diplomatas com suas mulheres. A verdade é que muita intriga havia se revelado entre pessoas durante o processo antes da viagem para o Clipper. Cada um tinha sua vida e ela foi transformada de alguma forma.

A principal vida no avião era a de Eddie Deakin, o engenheiro. Trabalhava com muito orgulho mas agora tinha recebido uma ligação com uma grande ameaça. Sua esposa havia sido sequestrada e sua vida somente seria poupada se ele seguisse instruções de uma passageiro do Clipper. Ele não poderia levar a aeronave até o destino final. Uma vida estava em suas mãos, ou melhor, duas já que sua mulher estava grávida. 

Os trupulantes e os passageiros dependiam de um engenheiro que sempre fez tudo certo para todos e que estava sendo ameaçado. Agora durante uma viagem de trinta horas ele vai precisar conhecer cada um e descobrir o que está acontecendo antes do destino final.


Autor: Ken Follett
Título Original: Night Over Water
ISBN: 9788580415636
Páginas: 432
Ano: 2016
Gênero:  Drama
Editora: Arqueiro







 

Sou viciada nas histórias que o Ken Follett cria? Sou, sim. mas lógico que sempre que faço uma resenha crítica analiso todos os pontos possíveis de uma obra, mesmo que o autor seja um dos meus favoritos. 

Ken Follett tem uma atitude que a autora Kristin Hannah também consegue como façanha: escrever livros de dois temas diferentes. Ele tem publicações de livros em que conta temas históricos sobre a Idade Média como Pilares da Terra e Mundo sem Fim e também livros em que retrata as guerras com a segunda guerra como principal, sendo que podemos ver isto em As Espiãs do Dia D, por exemplo. 

Vou dizer que Noite sobre as Águas é um livro que fica entre o processo sobre um pouco do início da segunda guerra, mas que teve o foco mais voltado para a área do suspense mesmo. Quando Ken Follett decide escrever sobre algum tema ele tem o dom de se aprofundar totalmente sobre aquilo e o que vemos nesta obra é um mergulho completo em um Clipper, que hoje já não existe mais, mas que foi completamente famoso em sua época.

Algumas pessoas que leram o livro relataram a dificuldade em torno da quantidade de personagens que o autor coloca na trama. Isto já é uma marca que o autor utiliza e não é uma dificuldade você se localizar na leitura. O legal é que sempre no início de cada livro quando há esta questão de muitos personagens, uma lista aparece para que você se situe na obra. No caso de Noite sobre as Águas um plano de todo o hidroavião com a posição em que cada passageiro senta e o nome deles é demonstrada e isso facilita muito o momento da leitura. 

Aos poucos os capítulos vão sendo entrelaçados entre cada personagem para que as histórias sejam contadas, mostrando como cada um foi parar naquele Clipper e o motivo de eles estarem na Europa e estarem voando para a América. O legal de tudo é que parece que todos estão interligados por um único motivo e ao mesmo tempo desprendidos como se nunca tivessem se visto ou falado antes.

Adoro como o Ken Follett narra toda a trama. Para quem gosta da parte de cenário vai surtar. Dá para saber como é exatamente toda a parte do hidroavião. Desde a parte externa até a parte mais minimalista. A cada capítulo o autor vai falando como são as partes essenciais, a parte dos passageiros, a decoração e a parte técnica e eu me senti sentada em uma das poltronas imaginando o meu destino.

Agora os parabéns estão para a parte final. Quando eu já imagina um final de uma forma há uma mudança que eu nem sequer esperava. E fiquei pasma por imaginar que o Ken Follett fosse escrever uma história desta forma, já que estou acostumada com outras formas dele. 

Tem romance, tem drama, tem adrenalina, tem coração palpitando, tem choro, tem tudo. Só não tem continuação e isso é o que mais lamento. Duvido você não se apegar a alguns passageiros deste voo e mais ainda querer matar mais alguns. Mas é um livro para ler com atenção para não perder nenhum momento que pode fazer falta na descoberta da história final.