Acredito que ainda estou recuperando os miolos depois de assistir esta série. Na verdade eu ainda estou sonhando com as cenas do mesmo já que fiquei bastante impactada com tudo o que aconteceu.

Sabe aquele seriado em que você assiste ao trailer e pensa que vai ser simples, que não parece nada de mais e então vai dar só uma olhadinha em um capítulo? Foi o que eu fiz. Assisti ao primeiro e pareceu ok, então parei ali. E começou a chover gente falando sobre como esta série estava fascinante e enlouquecedora. Claro que assisto um pouco por vez e então resolvi assistir a mais um capítulo, que foi para o outro e depois foi para mais uns cinco sem parar.

Quando cheguei neste ponto eu já estava tão absorta que só queria falar sobre isto o tempo todo e queria comentar com qualquer pessoa que também assistiu as teorias malucas, ou não, o que estava se passando. É impossível não criar teorias. 




A história se passa em uma pequena cidade na Alemanha onde uma usina nuclear foi construída no ano de 1953, logo após o problema ocorrido em Chernobyl. O seriado começa mostrando a vida de quatro famílias no ano de 2019 e o que cada uma enfrenta internamente. Os dramas diários, as brigas, o dia-a-dia e aos poucos vamos conhecendo o que cada um guarda dentro de si. O suspense todo começa quando acontece o desaparecimento de um garoto, logo seguido de outro e coisas estranhas começam a acontecer e então depois do terceiro capítulo é que tudo começa a ficar louco de vez.


Se você gosta de seriados que trabalhem o tema de viagem no tempo estará assistindo a coisa certa. Há uma teoria que também gosto de ver em Stranger Things e que também amei ter assistido em Lost que é sobre a questão de podermos ir de um ano a outro por algum motivo ou de alguma forma. Claro que há coisas que podem ser aletradas como ações cometidas em um local ou no passado ou futuro. É como se cada ação tivesse uma reação. 

Algumas pessoas me perguntaram por que achei parecida com Stranger Things. No início tem toda a questão de um grupo de jovens que anda junto e anda no meio da floresta exatamente como é o mesmo grupo do outro seriado. Mas as aparências param por aí porque depois disso ninguém mais tem nenhum tipo de poder.


Não posso começar a falar muito já que o fascínio é tanto e dá vontade de sair comentando tudo o que acontece. Mas é muito importante que se você for assistir a Dark, preste muita atenção em todos os detalhes, tudo faz diferença e claramente tudo está conectado.

Em relação aos personagens não tive um apego a nenhum até então, já que isso raramente acontece. Não sei se é pelo fato de que há muitos personagens em diversos momentos da história ou por outra razão, mas é que é tudo tão complexo que eu acabei mais torcendo para que tudo voltasse ao normal do que focar nos personagens em si.


A ambientação da série é bem simples em relação a uma pequena cidade, e como o seriado é alemão, fiquei estranhando aquelas casas e lugares aos quais não tenho visto muito em outros filmes. Tive também que assistir dublado uma vez que não tenho gosto pela língua alemã. Mas quanto a voz dos personagens para mim ficou bem coerente.

O seriado tem uma linguagem inteligente. Cada episódio tem mensagens sobre o que esperamos do futuro e o que pensamos do passado e como tudo influencia sobre o outro. É bem trabalhado a questão da viagem no tempo e termina de uma forma que pode ter continuação ou se não houver, vai ficar entendida a teoria também.


Espero que tenha continuação já que fiquei curiosa com diversos destinos, mas o intermédio dos tempos é grande, cerca de 33 anos cada e o cenário ambientado em cada um destes tempo também exige um pouco de imaginação. Até então eu fiquei satisfeita com o cenário, fotografia e atuações e se houver continuação espero que a teoria de viagem no tempo não se perca em uma fantasia sem fim.