Para quem gosta de novidades e está sempre buscando novas informações, eu trago aqui alguns lançamentos da editora Chiado Books, que publica muitos livros de autores independentes, tanto nacionais quanto estrangeiros.

Vou mostrar alguns dos lançamentos deste mês, sendo que a editora costuma publicar qualquer gênero que você possa imaginar! Tenho vários livros deles e você pode encontrar facilmente os autores. Olha só:

UMA HISTÓRIA DO SÉCULO 21
Autora: Wania Cruz
Páginas: 122

“Acordou mais tarde no dia seguinte, afinal, era sábado. Sem agenda. Pegou a bike e foi pedalar e deixar o vento desarrumar os seus pensamentos. O vento anárquico que desorganiza e faz voar certezas. Não gostava de ter tantas certezas e definições sobre as coisas e as pessoas. Alguns amigos afirmavam com convicção tantas “verdades”. Mas ele não queria repetir essas verdades porque nem sabia se acreditava nelas. Alguém sem tantas certezas... talvez fosse isso o que quisesse ser.”
“Pela sua cabeça tantas ideias vagavam angustiadas, ir embora para outra cidade, morar longe do mar, dos amigos, deixar a casa onde era protegido e havia cuidados especiais com as suas dores e alegrias. Mas, no futuro desconhecido, visto com tantos medos, mora também uma ideia luminosa de felicidade. De dentro do quarto seguro, ele olhava o mundo fora dele, muitos sonhos estavam lá e a decisão de ir ou ficar atrás da janela do quarto era solitária. O sonhador que habita todo ser humano precisa de coragem para ir, e de determinação para experimentar o que intimida e convida. Os dias incertos de espera custaram a passar. Finalmente a data marcada chegou.”

A BIBLIOTECA FANTASMA
Autor: Márcio Silva
Páginas: 78

Córrego do Espírito Santo de Minas, MG. Uma pequena cidade do interior é visitada por uma biblioteca misteriosa trazendo consigo algo mais que livros.
Um conto que pela narrativa inocente e singela de Joaquim Urias Licurgo transforma-se em um sonho, que poderia ser de qualquer um de nós. A importância do livro e da leitura tratada de forma perspicaz por um senhor de oitenta anos.

A MENINA DO QUARTO AO LADO
Autora: Izabel Telles
Páginas: 116

Guiados pela sensibilidade de uma menina iniciamos uma viagem por terras desconhecidas, visitando imagens reveladoras que irão mudar para sempre nossas vidas.
Este é um livro para ser sorvido sem pressa, biscoito fino, iguaria rara, banquete de reis. E lembramos quem somos, voltamos ao nosso próprio nascimento e avistamos nossa própria Pasárgada.
Aqui todos viajamos com a Menina, seus quartos e cantos, sua capacidade de captar no visível o imponderável; no pequeno detalhe o contexto grandioso, o bosque na busca, a margem entre o Silêncio e a Palavra. A Menina vive em nós e em si e ensina o caminho da pureza, as trilhas que às vezes doem, mas sempre curam, os momentos em que o tempo para, a eternidade voraz e provisória.

A NUVEM
Autor: Manoel Lucena
Páginas: 222

O resto da noite seria só deles. Entraram no carro enlevados pelo desejo que em breve saciariam nos braços um do outro. Sem pressa, Conrado dirigia com toda prudência; de quando em vez desviava o olhar para Calina rapidamente. Nesses instantes, saltava à vista o brilho cativante que somente os olhos dos apaixonados refletem. Dobraram a última esquina que dava acesso à rua de Conrado. Menos de um quilômetro os separava do aconchego íntimo. Mais um cruzamento, e chegariam em casa: o sinal verde do semáforo abreviava ainda mais o momento do idílio. De repente, como se saísse do nada, um carro em alta velocidade avançou o farol vermelho. Conrado pôs no pedal do freio toda a sua força, mas foi inútil; o outro veículo abalroou em cheio a lateral do seu. Um estrondo surdo invadiu sua cabeça. Depois, um silêncio aterrador. Não viu nem sentiu mais nada. Quando recobrou a consciência, encontrava-se em uma ambulância, sendo assistido por um paramédico.
Silêncio ensurdecedor! Aquele homem tinha o poder de chamar para si toda a atenção. Os olhos da multidão não piscavam, e, aqui e ali, as emoções emergiam em lágrimas dos mais sensíveis. Sua verve tinha um poder avassalador, talvez porque falasse a verdade.
Estes são somente alguns dos lançamentos, mas tem muitos outros e milhares de opções. 
Você pode curtir tudo através do site clicando aqui.



Autora: Sabrina Dias
Título Original: A Princesa e o Plebeu
Páginas: 256
Ano: 2019
Gênero: Ficção/ Romance
Editora: Chiado Books

Luciana Evangeline Greymon é uma princesa incomum, segura de si e com uma personalidade forte. Presa em seu castelo pelo próprio pai sonha em conhecer o mundo fora dos grandes muros. Ao descobrir que será obrigada a casar-se por negócios, foge do palácio e encontra aquele que pode ser o amor de sua vida. Liam não é exatamente o príncipe encantado de um conto de fadas. O camponês pode ser bem irritante as vezes. E a personalidade conflitante dos dois os deixa intrigados. Mas, como a vida sempre guarda surpresas, alguém no castelo quer fazer mal a família real e isso deixa Luciana e todos que ela ama em perigo. Uma história com um amor proibido, um traidor impossível e um príncipe perdido.

Luciana é a princesa do reino de Paladya. Agora que já é adulta e em breve vai completar dezenove anos ela se sente totalmente presa no lugar em que vive. Seu pai a mantém em rédeas curtas desde a morte de sua mãe, assassinada quando Luciana ainda era apenas uma menina. Claro que o que ela não sabe é que tudo isto teve a ver com o rei.

Luciana nunca pode sair do palácio e explorar os lugares que tanto tem curiosidade, mesmo que sonhe muito com isso. Inúmeras vezes já tentou fugir, mas sem sucesso. E agora por mais do que tudo o seu pai, por mais rico que seja o seu reino, que que ela se case com Alexander, o príncipe do reino vizinho.

"Liam, que tinha chegado até ali pedindo passagem, olhou para a garota. Era mesmo ela. O mesmo manto e os mesmos cabelos vermelhos inesquecíveis.
Assim que pôs os olhos em Luciana, Liam sentiu sensações estranhas. Um calor percorreu toda a extensão do seu corpo e ele sentiu o pulso acelerar." P. 29

A saga das tentativas de Luciana em fugir deu certo e assim ela conseguiu ir até o centro do povoado. Era tudo tão diferente e lindo que quando ela se tornasse rainha só pensava em retribuir com aquelas pessoas. Mas algo deu errado e seu cavalo, como uma direção do destino, a joga longe, deixando-a momentaneamente incapacitada.

É então que ela conhece mais pessoas que ajudam a princesa a se recuperar. Mas entre eles está Liam, um rapaz forte e bonito que logo chama sua atenção. Liam sequer sabe quem é aquela garota linda e de língua afiada, que chama tanto a sua atenção.

Logo os dois vão começar a ficar mais íntimos e o que eles começam a sentir se torna totalmente proibido. E algo no reino de Paladya não está certo. Mortes e conspirações começam a acontecer e alguém precisa descobrir antes que seja tarde demais para todos.


"Ela entendeu o que ele queria e se aproximou também. Cada vez mais próximos até que seus lábios se encontraram. E como da primeira vez uma explosão de sensações se apoderou dos dois." P.164

Quando comecei a ler A princesa e o Plebeu eu fiquei imaginando a questão de que há uma história com este contexto de que a princesa não pode se casar com alguém de menos valor social do que ela, e como isso é tão visto hoje em dia em nossa sociedade também.

Afinal, já vimos isto tantas vezes até na realeza britânica, imagina diariamente com as pessoas achando que tudo se baseia em interesses? Não dá para negar então que uma parte das pessoas é interessada sim em dinheiro, porém outras nada mais pensam do que no amor, certo?

"Ele parou e Luciana ficou calada. Sem saber o que dizer. Ela tinha imaginado que ele estava mais do que feliz por se casar com ela e pôr as mãos na herança, mas a verdade era que ele não queria, tanto quanto ela." P.114

Nos primeiros capítulos vamos ver o que aconteceu com a vida da mãe de Luciana e o rei Renê, como tudo aconteceu para que a rainha perdesse a vida e acho que isso foi muito importante principalmente para o final que foi uma reviravolta gigantesca e não vai deixar a leitora pensando que é um clichê.

Depois vamos ver como é a vida de Luciana no castelo e toda a preparação do aniversário e das festas. O legal é que a autora vai introduzindo os personagens aqui e vai colocando um suspense a mais, não fica só por conta do romance, que aliás não é aquela coisa que bateu e pronto, é romance.

O livro é rápido de ler e gostei da diagramação da editora. E o final como já comentei, é um momento bem especial e curioso até. Não sou muito de ler histórias em que parecem que princesas são tudo de lindo e maravilhoso, mas esta foi uma grata surpresa!




Autor: Pedro Porciúncula
Título Original: Epifonia
Páginas: 138
Ano: 2019
Gênero: Ficção
Editora: Chiado Books


Quando se pega um ônibus, podemos ir até ao nosso destino, ou mudá-lo completamente. Regados a boas histórias e Rock n’Roll, dois amigos viajam até Porto Alegre para assistir ao show de sua banda favorita. Em uma Jornada espiritual e musical, eles decidem que nada mais será como costumava ser e que todo o tempo ruim ficará para trás.
Quando um amigo tem muitas histórias para contar e a vida parece não estar cheia de muitas surpresas positivas, parece que as ideias começam a não sair corretas. É assim que o personagem principal de Epifonia começa sua saga. Um profissional da área de humanas que ainda não encontrou sua fama e que dá aula de inglês e que se encontra não passando em seu mestrado.

É então que reúne decide escrever um conto e fazer uma ilustração para uma de suas bandas favoritas: Matanza. E não somente isto, decide também que entregar direto para a banda pode ser o pontapé inicial para o próximo sonho. Porém o show é em Porto Alegre e são cinco horas de viagem até lá, de ônibus e monotonia pura.

"Rimos. Porém, não podia deixar de ser aquele cara que tenta botar juízo na cabeça dos outros. Esse era o meu propósito quando estávamos juntos." P.15

Assim o personagem decide que com seu melhor e mais maluco amigo Felipe vai ir até lá, se juntar ao seus outros amigos que moram em Porto, o Thiago e o Álvaro e em uma trama maluca e em aventuras para lá de perigosas tentar fazer isto dar certo.

O meio do caminho são todas as aventuras que acontecem tanto durante a viagem quando as lembranças que surgem da amizade de todos. Afinal, ser adulto não é algo tão simples e sempre se imagina algo diferente. Ao chegar em Porto Alegre eles vão ter que lidar com emoções e uma ansiedade sem fim até o ponto final desta saga.


Vamos então falar de Epifonia. Vou ter que dizer que em certos momentos a leitura teve dois ápices da minha razão. Nossa, que coisa meio estranha para eu escrever então vai ser muito melhor eu explicar.

Primeiro preciso falar sobre os personagens. Primeiro tenho que citar o personagem principal que ainda não conseguiu alcançar seus sonhos e objetivos e está naquela fase da vida, ou nas várias dela, em que ficamos nos questionando qual a razão de tudo estar tão errado ou por qual caminho estamos seguindo. É o cara mais certo da turma, diga-se de passagem.

"De longe, eu a vi esperando na porta. Ela era inconfundível na multidão. Tudo ficava preto e branco ao redor dela e a vida, de represente, fazia sentido." P.23

Em contrapartida há Felipe, que é o personagem gostosão, que acaba pegando todas as mulheres, é o fortão que bate em todo mundo e por aí vai. Já os outros Thiago e Álvaro já são mais reservados e tem um foco menos central na trama. Mas acho legal que eles também possuem sua experiência de loucura.

Então, o fato é que chegou um momento em que eu estava com olhos de uma leitora feminina e feminista. Então em certos momentos o tal Felipe me dava raiva, pois a todo momento era uma mulher que ele pegava, era outra que ele passava a fala. Ou seja, parecia que todas as mulheres não tinham valor. Então eu parei o livro por um tempo para analisar qual o meu posicionamento como leitora. Leitora crítica que não pode aceitar uma visão diferente? Então voltei para a história!



Veja bem, a história é fictícia e sabe-se muito bem que existem mil Felipes por aí. Minha leitura não estava liberando nenhum tipo de Felipes na sociedade e sim conhecendo um personagem. E então quando aceitei isto a leitura foi uma total aventura. Posso dizer que o autor tem uma dedicação pela escrita que é como se ele estivesse escrevendo um diário.

"Foi quando eu entendi as regras do jogo do Caos e, uma vez que minha oportunidade tinha passado, ficou claro para mim que eu teria que a partir dali uma espécie de fardo para carregar. O tributo não fora pago e a oferenda não seria aceita." P. 107

Ele cita bandas as quais eu conheço então eu sabia que a forma como ele escrevia eram reais e também os tais moshs ou as tais rodas punks que ele cita também. Afinal, eu já participei de algumas! Sim. Todo mundo tem sua dose de loucura na vida! E ele vai desempenhando o papel do personagem mostrando como a vida é insana e como é um caos que vai se desenvolvendo.

O final da leitura tem uma reflexão ótima. Nem sempre o que fazemos em diversos momentos é o que vamos fazer para sempre na vida. E até mesmo nisso cito o Felipe. E foi por este motivo que mudei completamente minha opinião. A idade passa, as ideias mudam e os sonhos se concretizam. Pedro conseguiu colocar tudo isso em poucas páginas, mas em experiências bem tocantes!



                            Autora: Bianca Rosenthal

Título Original: Criando Janelas Light - Sob a Ótica do Aprendiz
Páginas: 113
Ano: 2018
Gênero: Não-Ficção
Editora: Chiado Books
                                       Comprar


Bianca Rosenthal é mãe, esposa, advogada, e, como milhões e milhões de pessoas, em certo momento de sua vida, apresentou transtornos emocionais que a abalaram sobremaneira e a fizeram repensar sua história. Neste livro ela conta um pouco de sua experiência e como aprendeu a gerir o seu “eu”, a utilizar sua mente, ao seu favor, criando “janelas light” (arquivos ou memórias saudáveis), utilizando ferramentas incríveis de gestão da emoção, cultivando um lindo jardim em sua mente.
Ao contar a sua história e dividir seus aprendizados, Bianca entra sutilmente no universo dos pensadores e da poesia. Tudo muito encantador e ao alcance de todos nós!
Há uma questão atual que é muito comentada em todos os meios e que a cada dia traz muito mais discussão e estudos diários: os transtornos mentais. Há quem diga que quem é acometido por uma depressão ou por um transtorno do pânico na verdade  é preguiçoso, não tem vontade de trabalhar ou coisa parecida.

A verdade é que cada vez mais pessoas são diagnosticadas com algum tipo de transtorno e que se projeta em sua vida causando diversos males, influenciando em sua rotina, trabalho, estudos e bem-estar. O mundo se tornou totalmente exigente, com informações atualizadas a todo o momento e acompanhar tudo isto gera uma ansiedade fora do comum.

Cada vez mais a necessidade de estar em uma terapia e gerir a gestão da emoção é necessário para ficar focado e centrado para que estes sentimentos não nos afetem, mas para quem já os tem e para quem já demonstra sinais, Bianca Rosenthal mostra através de seu livro que, por meio de uma luta que também sofreu com um transtorno, como é possível trabalhar para criar janelas ligth, ou seja, janelas que criam boas memórias e facilitem a melhora ou amenizem as dores e o sofrimento.

"Recentemente li o depoimento de uma atriz famosa que disse: "A depressão é uma morte em vida. Você não sente nada, nem tristeza, nem raiva, alegria, nada". P. 17

Bianca é uma grande estudiosa da gestão da emoção, do autor Augusto Cury utiliza técnicas do mesmo para mostrar através do livro e também com palavras de uma aprendiz como fazer funcionar estas técnicas.


Da mesma forma ela fala também sobre partes da sua vida, as situações que podem ter desencadeado o seu transtorno e como ela trabalhou cada ponto. Logicamente não é nada fácil esta função e ela demonstra que é um trabalho diário e difícil, que é um passo de cada vez, que gerir emoções não é algo do dia para noite, é como recriar todo um sistema.

"Algumas doenças como a depressão podem ter causas de ordem química, que precisam ser identificadas e tratadas com medicação, o que torna necessária a ajuda de um médico.
Contudo, o coaching ajuda a criar janelas light, a desenvolver habilidades para que você possa se tornar um ser humano melhor, saudável emocionalmente e líder de si mesmo." P. 22

O livro vem com vários capítulos específicos e diferentes para ser trabalhado aos poucos e também para não confundir a você, leitor. Também tem ilustrações muito bem caracterizadas sobre o sentimento e a sensação de como é passar por estes transtornos e que há cura, tratamento e saídas para todos os momentos, por mais que pareçam difíceis.

Achei diversos pontos legais e frutíferos no livro. Muitas vezes só estamos preparados para conseguir o sim, ou sempre ouvir elogios. Mas é muito importante também saber trabalhar o não recebido e que o fracasso faz parte de outras construções.







"O fracasso, quando bem trabalhado, pode trazer força e resiliência. Isso ocorre quando você começa a pensar na situação, desassocia-se do momento e entende o que está acontecendo. A partir daí, toma um novo rumo, uma nova atitude, faz as correções necessárias que poderão te levar ao sucesso. Ter coragem sempre dá certo." P. 64


O livro é curto, para ser lido aos poucos e absorvido com calma. Cada capítulo é bom parar para pensar e analisar e ver como tudo é um pequeno passo diário. Há coisas que você pode não concordar se estiver em momentos difíceis, pois nosso cérebro demora a aceitar que tudo passa, acredite, eu também passo por momentos assim. Mas lute e continue e jamais duvide da dor de alguém.

Bianca Rosenthal é advogada, mãe e precisou refazer muitos momentos de sua vida para conseguir dar a volta por cima de tudo isto. O importante nem sempre é a quantidade e sim a qualidade daquilo que você se propõe a fazer. Boa leitura!



Autora: Ana Paula Scolari
Título Original: Orgulho e Preconceito K-Pop
Páginas: 370
Ano: 2019
Gênero: Romance
Editora: Chiado Books

Inspirado na obra Orgulho e Preconceito de Jane Austen.
"Orgulho e preconceito são dois lados da mesma moeda. O preconceito, quase sempre, carrega em si o orgulho, assim como o orgulho, geralmente, carrega em si o preconceito. Quando esses dois sentimentos batem de frente, só o amor pode curá-los."
Daniel, Alex, Lívia e Mari são quatro irmãos brasileiros, filhos de um casal sul-coreano. Jovens e sonhadores, vão morar com os tios na Coreia do Sul em busca do objetivo de se tornar ídolos do K-POP. Ao chegarem a Seul, passam a frequentar a mansão de sua prima Sarang, onde Daniel e Alex conhecem pessoalmente Hyuna e Aileen, integrantes do grupo K-GIRLS, que eles tanto admiram. Alex e Aileen se apaixonam à primeira vista, enquanto Daniel e Hyuna se detestam à primeira vista. Muito talentosos, os rapazes são escolhidos para participar de uma seleção de cantores para um novo grupo musical, mas o maior desafio que encontrarão pelo caminho será vencer o orgulho e o preconceito para viver o amor.
A união e o sonho de quatro irmãos faz com que eles viajem e atravessem o mundo e cheguem na Coreia do Sul para tentar a carreira naquilo que eles mais amam: o mundo do K-POP. Lá, o mundo gira em torno desta cultura que é cheia de brilho e glamour. 

Assim Lívia, a garota mais esnobe e que acredita que o importante é se dar bem em cima das pessoas; Mari, a mais velha dos irmãos e a mais doce e querida, que sonha com isto, mas que também tem um amor enorme pelos animais e é formada em veterinária; Daniel e Alex que são inseparáveis chegam para morar com seus tios.

"Ele reparou em cada um dos quatro com seu olhar crítico e analítico de homem experiente no ramo da música. Achou-os bonitos de rosto e de corpo, dentro dos padrões que atenderiam aos gostos do público daquele gênero musical e daquele país. Porém, não sabia se cantavam bem." P. 35

Seus tios não tem uma vida de luxo, porém seu tio Kyung tem o coração encantador e sempre dá ótimos conselhos e Hye é o oposto, sempre querendo casar os sobrinhos com pessoas famosas e instruindo para que só aproveitem coisas caras e finas. Sarang, que também é tia do grupo de irmãos, é muito rica e ao conhecê-los decide ajudá-los no que for possível.

Na primeira festa na casa de Sarang os irmãos conhecem os amigos e amigas dos primos. A partir dali já surge um pequeno sentido de intriga, já que algumas pessoas também não gostam de se misturar com pessoas que são de lasse mais baixa. E é lá também que eles conhecem as integrantes de uma banda de alto sucesso de K-POP: Hyuna e Aileen. 



A partir deste momento a porta começa a se abrir para todos. Os meninos vão conseguir ingressar em um concurso para uma nova banda, Mari vai receber uma proposta irrecusável de trabalho e Lívia vai trabalhar com o seu sonho de ser compositora. O grande problema é que não se manda no coração de ninguém e ele vai aprontar muito com todos eles. Tanto para o lado bom como para o lado ruim.

E no final quem conseguir colocar o orgulho e o preconceito de lado é que vai sair ganhando!

"Daniel não pretendia contar nada ao irmão enquanto não confrontasse Hyuna para confirmar se aquela história era verdadeira. Custava a crer que ela fosse capaz de algo tão baixo e guardava um fio de esperança de que aquilo fosse apenas uma fofoca mentirosa." P. 236

Vou ser bem sincera com você: eu tinha um mega preconceito com este mundo de K-POP. Pois é, não sei dizer a razão. Só sei que quando via todo este mundo eu sempre deixava passar, apesar de me lembrar de que na infância via coisas do gênero. E então eu resolvi ler a obra da Ana Paula. Conhecendo um pouco da cultura sul coreana já apanhei um pouco. Eles tem o costume de falar primeiro o sobrenome depois o nome. Veja só como são coisas chiques. E assim fui aprendendo mais sobre esta cultura.

Claro que se você pensa como é que eles atravessam o mundo, saem do Brasil e param lá, tem explicação para tudo na obra. Até eu conseguir me adaptar com os nomes dos personagens da Coreia apanhei mais um pouco. Estou muito acostumada com nomes americanos, outro preconceito meu. Foi um livro de quebra-tabus. E então dali para a frente foi só diversão.



Os irmãos são diferentes uns dos outros e o legal é que mesmo que me desse vontade de dar socos na Lívia muitas vezes, eles sempre se perdoavam e tentavam incentivar a melhorar o tempo todo, como um grande grupo. Claro que não toleraria metade do que ela faz, mas aconteceu com outros personagens também e isso foi sendo trabalhado ao longo do livro, acredito que seja parte do orgulho e do preconceito que Jane Austen fala.

"Ambos permaneceram em silêncio, numa admiração mútua. Era impressionante como eram parecidos em personalidade, beleza, bondade e sinceridade. Quando estavam juntos, tudo em volta ficava mais bonito, mais colorido e vivo." P. 128

Vai ter momentos de luta pelo que se ama e de choro. De emoção e de confusão nos sentimentos. Vai ter diversos momentos sobre cada coração de cada personagem. E no fim o que sobra é uma narrativa bem contada com uma trama que poderia dar uma bela continuação. Mas pense em um monte de amor, intrigas e reviravoltas? É isto que você vai encontrar. 

E minha dedicação e carinho para a personagem de Mari é a maior de todas, porque ela me representa totalmente, do início ao fim, até pelo quesito sofrência, gente! 

A autora Ana Paula já teve vários contos publicados e você pode ver mais sobre ela no Instagram (@apsescritora) também!