Marina sempre aprendeu que para conseguir alcançar seus objetivos tinha que lidar com fortes pressões. Sua mãe não dava muita trégua para ela e como Marina desejava muito entrar em uma faculdade e cursar Jornalismo, estudava sem parar horas e horas durante a semana e aos finais de semana, com pouco tempo para sair e se divertir. 

Péqui sempre foi sua melhor amiga, além de suas colegas de faculdade que nem sempre eram a melhor opção, já que tinham seus vícios em bebida e drogas que nem sempre Marina conseguia deixava de se incluir neles, afinal que mal poderia fazer em aproveitar um pouco o tempo com suas amigas também? 

O semestre na faculdade tinha começado, ela tinha conhecido uma pessoa com a qual estava se relacionando e que morava no mesmo condomínio que o seu e que, aparentemente, estava se mostrando ser um parceiro legal. Até que enfim tudo parecia estar nos eixos. A ansiedade demasiada que sentia devia ser passageira por tudo o que sempre viveu.

Mas em um momento que ninguém previra algo começou a acontecer com Marina. Um medo terrível, uma ansiedade sem fim, tremores que faziam com que ela não conseguisse mais controlar seu corpo, suor excessivo, a escuridão de sua visão e os sintomas que não paravam de aparecer. Ela não sabia o que estava acontecendo. Ela acreditava que estava morrendo naquele momento. 

De um simples momento para uma grande confusão. Foi isso que Marina passou a viver quando o primeiro ataque de pânico aconteceu. Mas ninguém sabia o que se passava e ela não queria buscar ajuda. Aos poucos foi perdendo tudo que havia conquistado e até mesmo as pessoas que antes se diziam suas amigas começaram a deixá-la de lado. Até onde Marina pode ir antes de decidir lutar por sua vida?