Quem já leu o livro O Demonologista e Os Condenados e curtiu algum deles, então vai gostar da novidade.

Vem chegando um lançamento da editora Darkside de mais um livro do autor Andrew Pyper para os que gostam de histórias de terror e posso afirmar que já li os livros do mesmo e gostei demais. Ele tem um jeito de colocar a narração que faz com que eu me prenda completamente na história, além de ter um toque de terror que é cheio de adrenalina.


A CRIATURA
Andrew Pyper
Lançamento: 17/02/2020

Dois séculos de terror esperam por você em A Criatura, o novo lançamento do autor de O Demonologista e Os Condenados pela DarkSide® Books. Como bem pontuou o mestre Stephen King, “o medo clássico tem um novo nome: Andrew Pyper”. Para dar vida à sua própria criatura, Pyper dissecou alguns dos monstros sagrados do século XIX. Mary Shelley, Robert Louis Stevenson e Bram Stoker viram personagens do livro e se inspiram num ser imortal e cruel para escreverem suas obras-primas góticas. Assim, os mitos de Frankenstein, O Médico e o Monstro e Drácula ganham novas perspectivas e ficam tão assustadores como em suas origens. A Criatura é muito mais do que uma homenagem aos mestres do passado. Sua narrativa costura elementos de thriller policial e terror psicológico com forças sobrenaturais além de nossa compreensão. O mal se apresenta em diversas formas, e ele pode estar vigiando o seu lar neste exato momento. A história se inicia quando a dra. Lily Dominick, uma psiquiatra forense, precisa avaliar a sanidade de um criminoso. Só que este não é o típico psicopata com quem ela está acostumada a lidar. Há algo diferente neste homem. Algo mágico, sinistro e íntimo, que, de alguma maneira, parece conectado com sua infância, no Alasca. Quando tinha apenas seis anos, sua mãe morreu de forma brutal e misteriosa. Ao contrário do que concluiu a polícia na época, ela sabe que o responsável não foi um urso faminto. Entre lembranças imprecisas e pesadelos constantes, Lily esconde uma certeza: quem matou sua mãe foi... um monstro real. Com dois protagonistas que vivem a dinâmica combativa e fascinante de Clarice Starling e Hannibal Lecter em O Silêncio dos Inocentes, A Criatura envereda o leitor por um manicômio abandonado em Budapeste, um teatro vazio no West End de Londres e até mesmo uma cela subterrânea na Romênia. Tudo isso numa narrativa que não deixa o leitor largar o livro por nada ― nem ao menos um monstro ― nesse mundo.

 

Como as capas internacionais estão com um nome bem diferente do escolhido pela Darkside, preciso ler a história para entender a escolha do nome. Mas acho que vai ser bem coerente do que O Filho Único, que é o escolhido no lançamento de alguns ou original que é A Criança Roubada.

Que a editora continue investindo nos lançamentos do autor aqui no Brasil.



David Ullman é um professor universitário altamente renomado. Pelo menos é o que ele acredita ser já que estuda uma área que para alguns não é tão atraente assim. A obra de John Milton, O Paraíso Perdido, que fala sobre um poema e as questões satânicas e religiosas. A questão é que apesar de saber muito sobre toda a obra, ele não acredita em nada disto. Não acredita que exista o inferno e em demônios. Não acredita nesta coisa de bem e mal, é totalmente cético. 

David se mudou para Manhattan para dar aula lá e porque sua esposa queria muito morar em um lugar melhor. Sua filha Tess, agora com onze anos estava passando por uma fase estranha. Não era o tipo muito comunicativa e feita a carinhos, mas era mais apegada ao pai do que a sua mãe. David sabia que era uma fase já que ele mesmo tinha esta parte escura em sua vida, ou melhor, a parte escura sempre esteve com ele a vida toda.

Elaine O'Brien é a única professora que David realmente mantém por perto. Professora de psicologia que tem a mesma idade de David, cerca de quarenta e três anos, ela o entende como ninguém e são muito amigos e nunca tiveram nada além disto, mesmo depois que David descobriu a traição de sua mulher.

Porém um dia algumas pessoas estranhas começaram a aparecer em sua vida com propostas estranhas. estranhos acontecimentos também estavam surgindo e seu divórcio já acontecia. Quando uma proposta de viajar para a Itália surgiu, David não pensou duas vezes em ir para aliviar a pressão e levar sua filha com ele. 

Ao chegar lá e deixar Tess no hotel e ser levado ao lugar em que encontraria algumas respostas, o que David viu, na verdade, foi um terror absoluto. Uma pessoa parecia estar possuída por algo e disse algumas informações que David ainda não sabia o que era, mas estava gravando tudo e saiu de lá correndo. Porem ao chegar ao hotel descobriu que naquilo que não acreditava perseguiu também sua filha e que agora ela fora levada. A verdade é que ele tinha um tempo para salvá-la. Precisava acreditar e ir atrás de provas em muito pouco tempo ou ia perder tudo o que mais amava na vida.


Autor: Andrew Pyper
Título Original: The Demonologist
ISBN: 9788566636406
Páginas: 320
Ano: 2016
Gênero:  Ficção / Terror
Editora: Darkside Books







 

Os leitores que começam a ler esta resenha devem estar pensando que sou um pouco estranha por estar fazendo uma resenha de livro de terror, apesar de eu já ter feito várias aqui no blog. Se você você for uma pessoa que analisa a outra vai achar que eu gosto muito de livros românticos ou de dramas mas a verdade é que sou fascinada por este mundo de livros e filmes de terror e suspense.

Sou aquele tipo de pessoa que quando precisa escolher um filme já corre para a lista de terror para ter aquela sensação de aflição e sustos que podem ocorrer durante a trama até chegar a um ponto em que tinha filmes que eu já sabia basicamente tudo o que ia acontecer. E então eu parti para a fase de livros e comecei uma outra fase mais feliz. E O Demonologista me foi apresentado.

De início eu pensei que este tipo de livro poderia ser complicado pelo fato em que as cenas não me trariam muita criação na mente e eu teria somente uma história pouco instigante. Ah, que boba que eu fui, já que não conhecia nada sobre o autor Andrew Pyper. Tinha lido algumas resenhas que me deixaram mais curiosa ainda e quando iniciei a leitura me envolvi em um mundo de mistérios e medo.

Eu imaginava um personagem que era totalmente focado em algo religioso e que tinha uma fé absurda nas coisas ao redor e então me deparo com um personagem cético que, ao mesmo tempo em que ensina sobre uma obra que fala sobre o mal, não acredita realmente que ele exista. É um personagem forte e que tem argumentos poderosos e desta forma já faz com que você comece nos primeiros capítulos a se perguntar o que realmente é verdade ou mentira no que você acredita.

Ao passar dos capítulos o autor não deixa o tempo monótono, sempre com cenas e dicas e então quando tudo começa a se desenrolar, a tensão se torna frequente e o medo não sai mais da leitura. A  descrição é bastante real e se você for imaginar tudo o que lê já pensa em sair correndo. Parece uma história simples mas tudo o que vai envolver para que um pai tente encontrar uma filha que sumiu vai no fim submeter o leitor a um mundo de pavor. Sim, não pense que não vai ter crueldades ou cenas que se podem considerar maldosas. Mas como é que alguém que não acredita em nada pode ser convencido de que demônios realmente existem?

Vi algumas pessoas não gostando do final, mas eu considerei-o perfeito. Já que a obra é baseada em uma obra real de John Milton, o fim é o ideal sobre aquilo em que se acredita. Uma obra alucinante e que fez o autor entrar na minha lista de favoritos. Leia para se perguntar sobre o que é ou não verdade, pois é o questionamento que vai surgir depois desta leitura.

A edição da editora é super bonita, de capa dura e com figuras que amedrontam. Há uma frase de John Milton, no início do livro que já me fez tremer: "Milhões de criaturas espirituais andam na Terra. Invisíveis, tanto quando estamos acordados, tanto quando estamos dormindo."



Será que aquilo que você acredita é a única verdade?